quinta-feira, 18 de junho de 2015

O CANTO DE VÓLIA

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A CAIXA DE PANDORA

Às vezes me perco de mim,
Esqueço minha alma,
Em algum canto da casa,
Em algum sonho mais distante.

Às vezes me perco de mim,
E os poemas ficam sem alma,
A rima não ressoa, simples versos vazios,
Que não sabem dizer nada.

E eu saio a minha procura,
Talvez eu tenha me perdido
Em alguma noite escura,
Querendo buscar o brilho
Da estrela mais pura.

Talvez eu tenha me perdido,
Em algum raio de luar,
Quando buscava a rima perfeita,
Para o sentido do amar.

Talvez tenha saído por aí,
Acompanhando um bando de vagalumes,
Querendo sonhar os sonhos,
Dos menestréis das madrugadas.

Enfim, quando eu me acho,
E a alma vem assim,
Plena de fantasia,
O verso surge com alegria.

E salta de mim,
Como se meu não fosse,
Como se eu apenas o guardasse,
Na caixa dos sonhos de uma Pandora feliz.

Vólia Loureiro Do Amaral
Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana, 
engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica.. 
Autora das obras
 Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
e Onde As Paralelas Se Encontram (Romance). 



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