terça-feira, 30 de junho de 2015

CLÓVIS CAMPÊLO

FOTOGRAFIA: CLÓVIS CAMPÊLO


MELANCOLIA

Já não existem mansardas,
apenas o vulto de um alto
edifício
a olhar a cidade que cresce
vertical.

Vertiginoso, aos seus pés,
um rio persegue caudaloso
o tempo incessante.
Uma tristeza feita de pedras
me invade.

Solidifico-me e concebo
mais um poema
ausente de equilíbrio,
repleto de sangue
e signos.


Recife, 1991 

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