sábado, 23 de setembro de 2017

HORA DA VITROLA: DOLORES DURAN (1)

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SE É POR FALTA DE ADEUS
De Dolores Duran e Tom Jobim
(1955 – 1ª composição de Dolores)
Com Nana Caymmi




Se é por falta de adeus
Vá se embora desde já
Se é por falta de adeus
Não precisa mais ficar

Seus olhos vivem dizendo
O que você teima em querer esconder
A tarde parece que chora
Com pena de ver
Este sonho morrer

Não precisa iludir
Nem fingir e nem chorar
Não precisa dizer
O que eu não quero escutar

Deixe meus olhos vazios
Vazios de sonhos
E dos olhos seus
Não é preciso ficar

Nem querer enganar
Só por falta de adeus


POR CAUSA DE VOCÊ
De Dolores Duran e Tom Jobim
(1957 – Considerada uma obra-prima do samba-canção)
Com Maysa




Ah, você está vendo só
Do jeito que eu fiquei
E que tudo ficou
Uma tristeza tão grande
Nas coisas mais simples
Que você tocou
A nossa casa querida
Já estava acostumada
Guardando você
As flores na janela
Sorriam, cantavam
Por causa de você
Olhe meu bem nunca mais
Nos deixe por favor
Somos a vida e o sonho
Nós somos o amor
Entre meu bem, por favor
Não deixe o mundo mau levá-la outra vez
Me abrace simplesmente
Não fale, não lembre
Não chore meu bem

***


Aos doze anos, Adiléa da Silva Rocha atuava no Teatro da Tia Chiquinha, um programa infantil da Rádio Tupi carioca. Com a morte de seu pai, Armindo, sua mãe, Josefa, pediu aumento ao diretor da rádio, Olavo de Barros. Ele arrumou para a garota um lugar na companhia infantil do Teatro Carlos Gomes.

Desde os três anos de idade Dolores já cantava. Aos cinco, participava das festas populares de reisado e do grupo de pastorinhas, realizadas no bairro da Saúde, centro do Rio de Janeiro.

A menina gostava de ouvir discos estrangeiros, e aprendeu a interpretar em inglês, francês, italiano e espanhol. Aos 16 anos, foi contratada pela Boate Vogue e passou a se chamar Dolores Duran. Nesta fase de shows noturnos, ela conheceu Ella Fitzgerald, que elogiou sua interpretação de "My Funny Valentine".

Em 1951, gravou o primeiro disco com sambas, pela gravadora Star. Em 1954, foi contratada pela Copacabana, e gravou uma série de sucessos em samba-canção, como "Tradição", de Ismael Silva, e "Praça Mauá", de Billy Blanco. Casou-se em 1955 com Macedo Neto.


ROLLINGSTONE.UOL.COM.BR

Em parceria com Tom Jobim, compôs sua primeira música: "Se é por falta de adeus", gravada por Dóris Monteiro. Em 1956, gravou um de seus sucessos como intérprete, o baião "A Fia de Chico Brito", de Chico Anysio; integrou a Caravana de Paulo Gracindo em circos nos subúrbios cariocas; e viajou para Argentina e Uruguai com o violonista Bola Sete e seu conjunto.

Em março de 1957, Dolores ficou encantada com "Por causa de você", uma melodia de Tom Jobim com letra de Vinícius de Moraes. Ela fez uma letra alternativa. O poetinha, sem hesitar, rasgou seu texto e admitiu que a dela era bem melhor. No mesmo ano, a cantora compôs, em parceria com Jobim, o samba-canção "Estrada do Sol".

Após uma turnê pela então União Soviética e Paris, em 1958, compôs "Castigo", um samba-canção que fez sucesso na voz da cantora Maysa. Em 1959, veio seu grande sucesso: "A Noite do Meu Bem". No mesmo disco, gravou outro grande sucesso de sua autoria, o samba canção "Fim de caso". Lançou o LP "Esse Norte é minha sorte".

Em 23 de outubro de 1959, com 29 anos, chegou em casa às 7:00 da manhã, e disse a sua empregada: "Não me acorde. Estou cansada. Vou dormir até morrer". Morreu mesmo durante o sono.

Somente depois de sua morte prematura passou a ser cultuada como compositora. Em 1960, Lúcio Alves gravou um LP dedicado às suas obras. Em 1970, o teatrólogo Paulo Pontes escreveu e produziu o show "Brasileiro, Profissão Esperança", com músicas de Dolores Duran, estrelado por Maria Bethânia e Raul Cortez, com direção de Bibi Ferreira. Em 1971, o cantor norte americano Frank Sinatra, gravou a versão de "Por Causa de Você", com o título "Don't Ever Go Away".

FONTE: UOL EDUCAÇÂO





HORA DA VITROLA: LEGIÃO URBANA

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IMAGEM: DIVULGAÇÃO 
TUDO & TODAS

EDUARDO E MÔNICA

De RENATO RUSSO



Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não estou legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação

E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

POLÍTICA/OPINIÃO: JOSIAS DE SOUZA


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É Temer, é Lula, é Brasil
Somos nós

TEMER LIBERA R$ 1,02 BILHÃO
PARA PARLAMENTARES

Mal a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República chegou à Câmara e Michel Temer já reabriu os cofres. Mandou ladrilhar, com o patrocínio do déficit público, a trilha que leva ao funeral das novas acusações. O custo inicial do enterro será de R$ 1,02 bilhão. O dinheiro será usado para pagar emendas que os parlamentares enfiaram dentro do Orçamento da União.

A infantaria legislativa do governo celebra a novidade como um sinal de boa vontade. Mas os aliados de Temer acharam pouco. Realçam que o enterro agora será coletivo: além das acusações contra o presidente, terão de sepultar imputações dirigidas a dois ministros palacianos: Eliseu Padilha e Moreira Franco. Pior: o Planalto exige que a lápide desça sobre a cova tripla numa única votação.

Os três são acusados de compor a organização criminosa do PMDB. E Temer acumula a imputação de obstrução da Justiça. Estudo jurídico feito pela assessoria da Câmara a pedido do presidente da Casa, Rodrigo Maia, anota que a votação única para a trinca de denunciados seria o procedimento mais adequado. Ouviram-se fogos no Planalto. Entretanto, auxiliares de Temer ainda temem enfrentar problemas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Primeiro estágio do funeral, a CCJ é presidida pelo deputado mineiro Rodrigo Pacheco. Embora seja filiado ao PMDB, partido dos encrencados, o personagem revelou-se um correligionário duro de roer no processamento da primeira denúncia, aquela que acusava Temer de corrupção passiva.


À procura de um deputado “independente” para exercer a atribuição de relator, Pacheco ainda não excluiu a hipótese de desmembrar as denúncias: Temer numa votação, os ministros em outra. Para evitar surpresas, Temer talvez tenha que enfiar a mão um pouco mais fundo no bolso do contribuinte.

RAPIDÍSSIMAS

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Bacanal, por Pablo Picasso

BACANAL

O “pai dos burros” nos ensina: suruba é um encontro de gente como Lula, Dilma, Temer, Sarney, Renan, Jucá e desqualificados afins.


TOMA LÁ, DÁ CÁ?

Qual o quê! A maioria, infelizmente, só conhece o toma lá.


MULHER DE CÉSAR

A ela, não basta ser honesta: tem de parecer honesta. A maioria dos nossos representantes não parece honesta. Nem é.


MENTIRA

Não é verdade que os políticos são iguais. A maioria é muito pior que a minoria. Aqui fora, entre nós, simples mortais, a situação não é muito diferente.


CONCLUSÃO INESCAPÁVEL

Se o Parlamento é a cara da sociedade, como afirmam os políticos, é forçoso admitir: somos uma merda.


NA REPÚBLICA DO RABO PRESO...

É impossível saber o prazo de validade de um ministro.



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A QUESTÃO É OUTRA

Em breve, ninguém mais perguntará ao parlamentar a que partido ele pertence, mas, sim, de qual quadrilha ele faz parte?


MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA

Para viver no Brasil, não basta ter nervos de aço. É preciso ter um saco imenso.


TIRO AO ALVO

Temer virou especialista: não erra um tiro no próprio pé.


DELAÇÃO PREMIADA

Cuidado, dona Marisa. Se Dom “Menas”, para salvar a própria pele, der com a língua nos dentes, o inferno lhe espera. .   


CHIQUEIRO

Elles não se emendam nunca: nascem porcos, vivem e morrem como porcos.


ORLANDO SILVEIRA - SETEMBRO DE 2017

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

HORA DA VITROLA: MARTINHO DA VILA E SIMONE

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EX-AMOR
De Martinho da Vila
Na interpretação do autor e Simone



Ex- amor
gostaria que tu soubesses
o quanto que eu sofri
ao ter que me afastar de ti

Não chorei
como louco eu até sorri
mas no fundo só eu sei
das angústias que senti

Ex-amor
gostaria que tu soubesses
o quanto que eu sofri
ao ter que me afastar de ti

Não chorei
como louca até sorri
mas no fundo só eu sei
as angústias que senti

Sempre sonhamos com o mais eterno amor
infelizmente eu lamento mas não deu
nos desgastamos transformando tudo em dor
mas mesmo assim, eu acredito que valeu

Quando a saudade bate forte, é envolvente
eu me possuo e é na sua intenção
com a minha cuca naqueles momentos quentes
em que se acelerava o meu coração

Ex-amor
gostaria que tu soubesses
o quanto que eu sofri
ao ter que me afastar de ti

Não chorei
como louca até sorri
mas no fundo só eu sei
as angústias que senti

Sempre sonhamos com o mais eterno amor
infelizmente eu lamento mas não deu
nos desgastamos transformando tudo em dor
mas mesmo assim, eu acredito que valeu

Quando a saudade bate forte, é envolvente
eu me possuo e é na sua intenção
com a minha cuca naqueles momentos quentes
em que se acelerava o meu coração

Ex-amor
gostaria que tu soubesses
o tanto que eu sofri
ao ter que me afastar de ti

Não chorei
como louca até sorri
mas no fundo só eu sei
as angústias que senti

CHÁ DAS CINCO: MICROCONTOS

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FOTO: ARQUIVO GOOGLE
Os microcontos são pequenas narrativas
 com até 150 caracteres, com espaço. 
Os que vão abaixo fazem parte de seleção
 feita por Carlos Willian Leite
para a revista Bula.


“Vende-se: sapatinhos de bebê nunca usados.”

Ernest Hemingway

“A velha insônia tossiu três da manhã.
Dalton Trevisan

“Uma gaiola saiu à procura de um pássaro.”

Franz Kafka

“Fui me confessar ao mar. O que ele disse? Nada.”

Lygia Fagundes Telles

“Ouvi um barulho no portão, fui ver era a Lua nova.”

Nei Duclós

“Eu ainda faço café para dois.”

Zak Nelson

“Alzheimer: conhecer novas pessoas todos os dias.”

Phil Skversky

“2 de agosto: a Alemanha declarou guerra à Rússia. 
Natação à tarde.”

Franz Kafka

“O suicida era tão meticuloso que teve que refazer diversas vezes 
o nó da corda para se enforcar.”

Carlos Seabra



HORA DA VITROLA ESPECIAL: DORIVAL CAYMMI

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MARACANGALHA
De Dorival Caymmi
Com o próprio autor,
Tom jobim
e uma turma da pesada


Eu vou pra Maracangalha eu vou
Eu vou de uniforme branco eu vou
Eu vou de chapéu de palha eu vou
Eu vou convidar Anália eu vou
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Se Anália não quiser ir eu vou só
Eu vou só eu vou só
Sem Anália mas eu vou
Papapara papaia papá
Papaparapapaia papá

Zezinho, grande amigo de Dorival Caymmi, falava muito em Maracangalha. Quando não tinha um bom pretexto para sair de casa, dizia pra mulher: "Eu vou pra Maracangalha". Maracangalha era um lugarejo onde havia uma usina de açúcar, a Cinco Rios, em que Zezinho fazia negócios em 1955, Caymmi estava em casa, na rua Cesário Mota Júnior, em São Paulo, pintando um auto-retrato quando de repente veio-lhe à lembrança a frase de Zezinho."Daí" - conta o compositor - "comecei a cantarolar a música e letra nascendo ao mesmo tempo. FONTE: REVISTA ÉPOCA ON LINE



MODINHA PARA GABRIELA
 De Dorival Caymmi
Com Gal Costa



Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ê meus camaradas
Eu nasci assim eu cresci assim e sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre Gabriela
 Quem me batizou quem me nomeou
Pouco me importou é assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela
 Eu sou sempre igual não desejo o mal
Amo o natural etc e tal
Gabriela, sempre Gabriela