quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ROLANDO BOLDRIN EM O "CAUSO" DO DIA


A MOCINHA NO CINEMA ACHOU 
QUE O LADRÃO ESTAVA COM BOAS INTENÇÕES...




Rolando Boldrin (São Joaquim da Barra – SP 22 de outubro de 1936) é músico, ator e apresentador de televisão. Desde pequeno, aos sete anos, já tocava viola e começou uma empreitada musical junto com seu irmão aos 12 anos de idade, formando a dupla Boy e Formiga.

Entre o final da década de 50 e começo da de 60, ao lado de vários nomes como Lima Duarte, Laura Cardoso, Dionísio Azevedo e outros, atuou como ator na TV Tupi. Entre as décadas de 1960 e 1980, trabalhou em diversas novelas das TVs Record, Tupi e Bandeirantes.

Aproveitando o espaço na televisão, Boldrin foi um dos maiores divulgadores da música sertaneja brasileira. Em agosto de 1981, estreou o programa Som Brasil, na TV Globo, com o objetivo de divulgar a música brasileira de inspiração regional. Boldrin contava causos, dançava e exibia peças teatrais e pequenos documentários. Mas o destaque eram as atrações musicais, cujo repertório incluía músicas de cantores e compositores que tinham como fonte a cultura popular brasileira. Boldrin deixou o programa em 1984. Mas levou a ideia a outros dois programas apresentados por ele, também na década de 1980: Empório Brasileiro (TV Bandeirantes) e Empório Brasil (SBT). Atualmente apresenta o programa Sr. Brasil, pela TV Cultura de São Paulo. Fonte: Wikipédia

***
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DEU A LOUCA NO ZÉ


-- Não, não sou louco, não. Apenas não quero sofrer nova decepção. 
Se o tratamento não der certo, como é que eu fico? 
Por Orlando Silveira, em "Deu a louca no Zé". 



CHÁ DAS CINCO: CLARICE LISPECTOR



Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, 
resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. 
Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, 
o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, 
melhor será desistirmos e procurar mais adiante
 os sentimentos que nos negaram. 
Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, 
ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. 
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, 
nada se consegue;outras vezes, 
nada damos e o amor se rende aos nossos pés. 
Os sentimentos são sempre uma surpresa. 
Nunca foram uma caridade mendigada, 
uma compaixão ou um favor concedido. 
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, 
e desprezamos quem melhor nos quer. 
Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, 
e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

***

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.

***

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência
 e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.


POLÍTICA/OPINIÃO: MARCO ANTONIO VILLA

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Afinal, quem tem propostas concretas para governar o país?
Ilustração: Dreamstime

IMAGEM DE POSSÍVEIS CANDIDATOS NÃO IMPORTA.
O QUE IMPORTA É CONHECER SUAS PROPOSTAS


O Brasil é um país fantástico. Agora há o ranking de imagem sobre possível candidatura para a presidência em 2018. O que importa a imagem? Queremos saber o que eles pensam em relação ao Brasil. Como projetam o Brasil daqui alguns anos? (MAV – Redação JP)




A COISA REPETE-SE NO RIO, UM ESTADO DESTRUÍDO

Nova fase da Lava Jato no Rio de Janeiro mira ex-integrantes do governo Sérgio Cabral. São cinco mandados de prisão, inclusive contra o ex-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, e o empresário George Sadala.

“Como diz a procuradora-geral da República, o Rio é uma terra sem lei. A coisa vai se repetindo no Rio de Janeiro, é um Estado destruído. A Constituição é clara sobre a intervenção federal, que é aplicado no RJ”, diz Marco Antonio Villa. (MAV – Redação JP)



AS CHARGES DO DIA

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DUKE - O TEMPO (MG)



ALECRIM - A CHARGE ON-LINE



LAERTE - FACEBOOK



AMARILDO


POLÍTICA/OPINIÃO: CLAUDIO LAMACHIA

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Ilustração: YouTube

MAU EXEMPLO

Quanto mais descrente da classe política fica a população,
mais espaço ganham as falsas, perigosas e indesejáveis soluções

Por Claudio Lamachia
O Globo – 21/11/2017

A despeito do importante trabalho de investigação em curso, responsável por colocar luz sobre os meandros obscuros da política, existe uma percepção generalizada de que predomina no país o desgoverno.

Essa sensação é reforçada a cada novo episódio de tensão entre as autoridades e instituições da República e a cada novo escândalo de corrupção. O cenário é preocupante.

Quanto mais descrente da classe política fica a população, mais espaço ganham as falsas, perigosas e indesejáveis soluções.

Em meio à mais grave crise política e ética vivida pelo país desde a redemocratização, é válido questionar a escassez de bons exemplos entre os ocupantes das altas esferas de poder. Esse vácuo agrava a crise, perpetua um temerário estado de ressentimento social, dificulta a busca por soluções e ajuda a difundir, ainda mais, os efeitos deseducativos da corrupção.

Um contraexemplo singelo, mas forte em conteúdo simbólico, pôde ser visto em vídeo viralizado recentemente pela internet. Um bando de assaltantes usa referências da política atual enquanto assalta um cofre, levando maços e maços de dinheiro.

Orgulhosos, eles se comparam ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Citam o presidente Michel Temer, o ex-presidente Lula e o deputado Jair Bolsonaro. Eis a situação: setores da política, fundamentais para o funcionamento das instituições, figuram como inspiração manifesta de feitos deste calibre.

Essa carência de boas referências é sintoma de um problema maior: parte substancial da classe política resolveu apostar tudo o que lhe resta em sua própria sobrevivência, dando as costas para a construção de consensos e de pactos que permitam saídas conjuntas, moderadas e razoáveis. Prova disso são as distorções no já tímido alcance da reforma política em andamento.

Quem imaginaria que o projeto serviria de subterfúgio para a aprovação de um fundo público indecente para financiamento de campanhas?

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Lamachia é presidente nacional da OAB
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

A grande lição precipitada pela crise é que o “salve-se quem puder” resulta na piora da situação de todos. É hora de mudar de atitude e de promover o bem comum como forma de garantir o bem individual de todos.

A Ordem dos Advogados do Brasil, maior entidade civil do país, com mais de um milhão de inscritos, diz não ao desvio. Pediu a cassação de Eduardo Cunha, o impeachment de Dilma Rousseff e o de Michel Temer. Não existe lado quando o assunto é a aplicação da lei.

O impedimento de Temer, infelizmente, continua engavetado pela Câmara dos Deputados, que dá outro péssimo exemplo. O mesmo faz o Conselho de Ética do Senado ao não abrir o procedimento capaz de dizer se as acusações contra o senador Aécio Neves são ou não procedentes.

A guinada para o bom exemplo não é fácil e depende de um esforço coletivo intenso. A sociedade civil deve estar comprometida com o respeito à Constituição e com o dever cívico da escolha criteriosa dos candidatos na próxima eleição. O preço do voto errado, como temos visto, é muito alto.

INSTANTES: ANA ANDRADE

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Um anjo me falou
que no céu não havia idiomas;
então porque é que
os homens inventaram tantas rezas?

***

O frio não dava tréguas e a noite caminhava devagar. Atrasava o passo propositadamente, sem vontade de chegar a casa, onde apenas a solidão a esperava. A vida, era uma ilusão, que pensara poder dominar...Havia no seu pensamento, um espaço imaginário, sem realidade plausível. Estava absurdamente só, entregue aos seus "fantasmas". Atravessando as ruas da madrugada. esquecida da razão que a levava a divagar, na exigência obstinada e absurda de chegar a lado nenhum. Sentia-se rodeada de fragmentos, toda uma existência feita de pedaços estilhaçados..Todos lhe diziam para não desistir de si, mas sentia que a vida é que desistia dela. Algures talvez existisse um horizonte, que pudesse olhar e perceber que tinha o tempo dentro de si.

Pese todas as considerações filosóficas a vida não se explica, ela apenas se resume numa enorme manta de retalhos.

De repente sobreveio o cansaço e uma pressa urgente de chegar a casa. Acelerou o passo...ao longe o ruído de uma badalada conta as horas, que o tempo debita...!

***

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FOTO: MARCOS MENDES


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Há momentos em que o olhar vago nada vê, 
exceto o passado em preto e branco. 
Por Orlando Silveira, em "Rapidíssimas"

IMAGENS: CHILDE HASSAM


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FREDERICK CHILDE HASSAM (1859-1935) FOI UM PINTOR AMERICANO IMPRESSIONISTA

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Foi despertado pela mulher, quando o sol já lhe corava as bochechas... 
Por Orlando Silveira
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A ARTE DE SIMONE GRECCO



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Formada pela Faculdade de Belas Artes
de São Paulo (1972)  e com diversos cursos
de especialização nos Estados Unidos,
Simone Grecco é uma artista plástica –
mestre em esculturas em arame –,
cuja obra é admirada no Brasil e no exterior.
Para entrar em contato com Simone, acesse:

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FOTOGRAFIAS: PAULO GARCEZ

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MARIA DELLA COSTA

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ELIS REGINA


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CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


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DINA SFAT


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RUBEM BRAGA


 
PAULO FRANCIS



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LEILA DINIZ

 
NÉLSON RODRIGUES 

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Carioca da Zona Norte, nascido em 1931, Paulo Garcez fez um pouco de tudo. Foi assistente de montagem do documentarista francês Jean Manzon, Correspondente de rádio da AP, repórter no Jóquei Clube. Quase terminou fotógrafo oficial do presidente Juscelino Kubitschek, mas preferiu a redação do Diário Carioca, onde deu início à carreira de repórter fotográfico.

No livro Arte do Encontro, publicado pela editora Bem-te-vi, estão reunidos seus retratos das grandes personagens cariocas dos anos 60 e 70. São retratos precisos: o Drummond pensativo, a Nara sorridente, Dina Sfat sedutora, além do Rubem Braga um quê casmurro que NoMínimo apresenta neste ensaio.

FONTE TEXTO: OBSERVATÓRIO 74

03/04/2012

AS VIAGENS DE ZÉ LINS

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Ilustração: Depositphotos

Zé Lins esperou, pacientemente, que todos convidados fossem embora e que mulher e filha – a única dos rebentos que ainda morava com eles, embora já beirasse os trinta anos – destilassem os inevitáveis comentários pós-festa e se recolhessem. Demorou, mas sua hora chegara. Serviu-se de uma dose generosa de uísque. Apanhou cigarros e cinzeiro. Certificou-se de que não lhe faltariam os fósforos. Dirigiu-se à varanda, puxou a espreguiçadeira. Hora de manter as pernas estendidas. Malditas varizes. 

Zé Lins, então, puxou prosa com Guilhermino, desde sempre seu melhor amigo. Mais que irmão, um confidente. A única pessoa com a qual se abria inteiramente. Entre eles, não havia segredos. Falavam sobre tudo, não havia assunto proibido. Guilhermino ainda tinha uma vantagem em relação a todas demais pessoas que Zé Lins conhecia: Guilhermino não dizia sim, não dizia não. Guilhermino nada falava, só ouvia. 

O anfitrião dava de ombros, achava ótimo. A cumplicidade entre eles era tanta que Zé Lins adivinhava o que o amigo queria lhe perguntar, sabia quando ele estava de acordo, quando tinha alguma objeção a fazer. Então, deitava falação, caprichava nos argumentos, detalhava seus planos, buscava as minúcias do passado. Como a conversa iria longe, Zé Lins achou por bem deixar o litro de uísque por perto. E assim foi feito. Coisa chata interromper, de tempos em tempos, bate-papo tão gostoso. Corre-se sempre o risco de perder o fio da meada. 

Foram horas de confabulação. Zé Lins e Guilhermino falaram sobre tudo: de amores perdidos, de conquistas e fracassos profissionais e, claro, da paixão pelo time alvinegro, campeão dos campeões. Zé Lins apagou. Não viu Guilhermino ir embora. Nem ouviu o galo cantar. Foi despertado pela mulher, quando o sol já lhe corava as bochechas:

- Vai dormir na cama, homem. Está todo torto. As varizes já lhe arruinaram as pernas. Agora, quer escangalhar a coluna?

- E o Guilhermino, onde está Guilhermino?

- Que Guilhermino o quê! Francamente. Você passou a noite falando sozinho. Depois desandou a cantar “Antonico”. Zé Lins, você precisa se tratar. Vai por mim. É só ficar sem ninguém por perto para chamar os fantasmas.


ANTONICO
De Ismael Silva
Com Gal Costa

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