sábado, 17 de fevereiro de 2018

CHÁ DAS CINCO: CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

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Foto: arquivo Google

CANÇÃO AMIGA

Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça
Todas as mães se reconheçam
E que fale como dois olhos

Caminho por uma rua
Que passa em muitos países
Se não me veem, eu vejo
E saúdo velhos amigos

Eu distribuo um segredo
Como quem ama ou sorri
No jeito mais natural
Dois carinhos se procuram

Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas

Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças

***

OUÇA
CANÇÃO AMIGA,
MUSICADA POR MILTON NASCIMENTO



HORA DA VITROLA: DORIVAL CAYMMI (O MAR)


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O MAR
De Dorival Caymmi
Por ele mesmo


O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito

O mar... pescador quando sai
Nunca sabe se volta, nem sabe se fica
Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos
Nas ondas do mar

O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito

Pedro vivia da pesca
Saia no barco
Seis horas da tarde
Só vinha na hora do sol raiá

Todos gostavam de Pedro
E mais do que todas
Rosinha de Chica
A mais bonitinha
E mais bem feitinha
De todas as mocinha lá do arraiá

Pedro saiu no seu barco
Seis horas da tarde
Passou toda a noite
Não veio na hora do sol raiá
Deram com o corpo de Pedro
Jogado na praia
Roído de peixe
Sem barco sem nada
Num canto bem longe lá do arraiá

Pobre Rosinha de Chica
Que era bonita
Agora parece
Que endoideceu
Vive na beira da praia
Olhando pras ondas
Andando rondando
Dizendo baixinho
Morreu, morreu, morreu, oh...

O mar quando quebra na praia

***

VEJA TAMBÉM

- Boas amizades são urdidas na quietude, Ananias. Ser amigo não é bisbilhotar a vida do outro, querer que o outro lhe conte o que ele não quer contar. Há tempo para tudo: para discutir coisas sérias, para contar piadas, para assuntar besteiras, para, eventualmente, desabafar. Mas, para que seja, de fato, bem aproveitado, o tempo não abre mão de uma dose generosa de silêncio. Aprendi isso com o mar. Por Orlando Silveira


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IMAGENS: PORTINARI (COLHEITAS)



                                                      Colheita de mel de abelha indígena - 1960



                                                     Colheita do Milho - 1959




                                                       Colheita de Café - 1957





                                                   Colheita de feijão  - 1957




                                                   Colheita de Arroz  - 1957



                                                     Colheita de Cacau - 1954



                                                                                     Colheita do algodão - 1937




Campo de Arroz - 1947



AUTORRETRATO - 1957

Cândido Portinari (1903-1962) foi um pintor brasileiro. Autor de quase cinco mil obras, entre elas os painéis "Guerra e Paz" da sede da ONU em Nova York e o mural da Biblioteca do Congresso em Washington. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, onde começou a se destacar. Passou dois anos em Paris que foram decisivos para criar o seu estilo. As exposições coletivas no Museu de Arte Moderna de Nova York, na década de quarenta, ao lado de artistas já consagrados, abrem o caminho para individuais em Nova York.

Em 1935, recebe prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pinturaCafé, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, é convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema (1902-1998) pinta vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC) (1936-1938), com temas dos ciclos econômicos do Brasil, propostos pelo ministro.

Morreu aos 58 anos, no Rio de Janeiro, vítima de intoxicação causada pelas tintas que utilizava.


Fonte texto: e-biografias


FOTOGRAFIAS: AS MAIS FAMOSAS DO BRASIL (1)




1. O coração do Rei (1970) – Fotografia feita em 30 de setembro de 1970, durante o jogo Brasil 2 x México 1, no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. Na imagem, o suor na camiseta de Pelé forma desenho de um coração. A versão que a foto teria sido simulada já foi desmentida dezenas de vezes. “Ainda hoje há quem me pergunte se não foi Photoshop, sempre tenho de explicar que isso nem existia naquela época”,afirma Luiz Paulo Machado. Fotografia: Luiz Paulo Machado.


2. A piscada de Ayrton Senna (1989) – Fotografia feita em 26 de março de 1989, durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Na fotografia, Ayrton Senna pisca o olho para o chefe de equipe da McLaren, Ron Dennis, sinalizando que estava pronto para correr. Fotografia: Evandro Teixeira.



3. Serra Pelada gold mine (1986) – Fotografia feita em abril de 1986, no garimpo de Serra Pelada, no sul do Estado do Pará. Serra Pelada se tornou mundialmente conhecida por ter abrigado a maior corrida do ouro da era moderna, onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro. Fotografia: Sebastião Salgado.



4. A garota de Ipanema (1960) – Fotografia feita em março de em 1960 pelo fotógrafo francês Milan Alram, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, a garota da foto, Eneida Menezes Paes Pinto Pinheiro (Helô Pinheiro), seria imortalizada por Vinícius de Moraes e Tom Jobim na canção “Garota de Ipanema”, uma das músicas mais executadas no mundo. Fotografia: Milan Alram.




5. O "suicídio" de Vladimir Herzog (1975) – A fotografia, que tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura militar, foi feita em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo. Na fotografia, o jornalista Vladimir Herzog é encontrado enforcado com um cinto. Mais de três décadas depois, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor do registro, afirmou, em entrevista a “Folha de S. Paulo”, ter sido usado pela ditadura para forjar uma cena de suicídio. Fotografia: Silvaldo Leung Vieira.  (FONTE: REVISTA BULA)


O MAR ENSINA

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Foto: Arquivo Google

- Ananias, eu sei que no bar do Carneiro, mas não só aqui, muita gente me toma por arrogante. O que fazer? Nada. Ora, cada um pense o que quiser. Não ligo. Mas posso lhe garantir que não sou arrogante. Tenho apenas paciência zero com a maioria das pessoas. Acho quase impossível manter conversa com elas por mais de vinte minutos, se tanto. O que as pessoas, em geral, têm a me dizer não me interessa. A recíproca é verdadeira. Para que manter a farsa? Que fique cada um no seu quadrado. Melhor assim. Ninguém é obrigado a ouvir minhas falações, mas eu também não sou obrigado a ouvir as falações alheias. Compreende?

- Perfeitamente. Sou obrigado a deduzir que tenho sorte: comigo – não sei o motivo – o senhor tem paciência de Jó. Há dias em que ficamos sentados à mesma mesa por duas, três horas...

- Sabe por quê?

- Não, Velho Marinheiro. Nem imagino.

- Porque nós, Ananias, permanecemos a maior parte do tempo em silêncio. Boas amizades são urdidas na quietude. Ser amigo não é bisbilhotar a vida do outro, querer que o outro lhe conte o que ele não quer contar. Há tempo para tudo: para discutir coisas sérias, para contar piadas, para assuntar besteiras, para, eventualmente, desabafar. Mas, para que seja, de fato, bem aproveitado, o tempo não abre mão de uma dose generosa de silêncio. Aprendi isso com o mar. (Fevereiro de 2018)


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

HORA DA VITROLA: JORGE ARAGÃO (EU E VOCÊ SEMPRE)


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Foto: Jornal Extra


EU E VOCÊ SEMPRE
De Flavio Cardoso / Jorge Aragão



Logo, logo, assim que puder, vou telefonar
Por enquanto tá doendo
E quando a saudade quiser me deixar cantar
Vão saber que andei sofrendo

E que agora longe de mim
Você possa, enfim
Ter felicidade
Nem que faça um tempo ruim
Não se sinta assim
Só pela metade

Ontem demorei pra dormir, tava assim, sei lá
Meio passional por dentro
Se eu tivesse o dom de fugir pra qualquer lugar
Ia feito um pé de vento

Sem pensar no que aconteceu
Nada, nada é meu
Nem o pensamento
Por falar em nada que é meu
Encontrei o anel
Que você esqueceu

Aí foi que o barraco desabou
Nessa que meu barco se perdeu
Nele está gravado só você e eu

RAPIDÍSSIMAS

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Imagem: Arquivo Google

UNS E OUTROS

O mal-educado é apenas um idiota. O politicamente correto, um idiota autoritário.

UMAS E OUTRAS

Convicção nada tem a ver com grosseria.

QUERÊNCIAS

Deus é Pai. Cada vez mais preciso de menos.

MICARETA

Eu ando, ela anda. Juntos, desandávamos. Bons tempos, aqueles.

ESPELHO MEU

Quem só se compara consigo mesmo nunca sabe se andou pra frente ou pra trás.

FUTEBOL

Sabe o que diferencia uma torcida organizada da outra? Nada. A boçalidade é a mesma.

FUTEBOL II

Quer conhecer um homem? Arrume um bando para ele.

DE BARRIGA CHEIA

Nós, os mais velhos, podemos reclamar de tudo, exceto da rotina. Toda manhã, acordamos com uma nova dorzinha.

RESSACA

Há dias em que a gente acorda assim: meio vagabundo, passarinho sem ninho.

CHÁ DAS CINCO: ÁLVARES DE AZEVEDO



POR QUE MENTIAS?

 
Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?

Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro…
Leviana sem dó, por que mentias?

Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!

Vê minha palidez – a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias…
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

(Álvares de Azevedo)
  

IMAGENS: DIEGO RIVERA



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AUTORRETRATO


Diego Rivera (1886 – 1957) foi um dos maiores artistas plásticos mexicanos, especializado na prática do muralismo. De ascendência judaica, ele iniciou sua trajetória artística estudando na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no seu país de origem. Aos 21 anos, ele teve a oportunidade de ir para a Europa, com o auxílio de uma bolsa de estudos.

A passagem de Rivera pelo continente europeu aprimora sua vocação para as artes, uma vez que neste período ele conhece vários artistas, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró, além do arquiteto Antoni Gaudí, e movimentos estéticos que se tornaram fonte de inspiração para sua produção artística.

Ao retornar para sua terra natal, em 1921, ele passa a se devotar à pintura mural – arte de pintar sobre um muro, em sua face exterior, como num fresco, ou em um painel exposto constantemente – tentando assim resgatar a perdida suntuosidade da era pré-colombiana vivida pelo México, sufocada sob longa tirania colonial e opressiva exploração oligárquica, subjugada pela cultura metropolitana importada da Espanha.

Rivera iniciou seus trabalhos em um ateliê madrilenho, na Espanha. É quando ele encontra sua primeira mulher, a pintora russa Angelina Beloff. Em 1929 ele se casa com a artista plástica mexicana Frida Kahlo. Sua militância política de Rivera foi aspecto importante de sua vida. Comunista, sua ideologia transparece com clareza entre os temas de sua obra. Em seus trabalhos é comum ver a presença dos indígenas, retratados em sua face sócio-histórica, sob um ponto de vista estritamente idealizado. Seus personagens guardam características clássicas, pois embora representadas em um estilo bi-dimensional, estas imagens se encorpam, inspiradas nas pinturas renascentistas e nas vivências do artista com o Cubismo.

Entre suas obras murais, são célebres as do Palácio do Governo, de 1929, e as do Palácio Nacional, de 1935, no México. Mas ele também atuou em Nova York, empenhando-se em um trabalho monumental no Rockfeller Center, de 1930 a 1934, o qual foi eliminado antes de sua conclusão, pois empreendia uma dura crítica ao sistema capitalista.

Diego Rivera produziu mais de dois mil quadros, cinco mil desenhos e cerca de quatro mil metros quadrados de pintura mural. (FONTE: INFOESCOLA)

FOTOGRAFIAS: SÉRGIO JORGE



Imagem representativa da obra
SOBREVIVENTE DE CANUDOS - 1965


Imagem representativa da obra
SALVEM MEU CACHORRINHO - 1959


Imagem representativa da obra
PALMEIRAS x CORINTHIANS - 1957


Imagem representativa da obra
PELÉ – 1000º GOL - 1971


Imagem representativa da obra
PEIXES - 1989


Imagem representativa da obra
LAVAGEM DO BOMFIM - 1990


Imagem representativa da obra
PALHAÇO ARRELIA - 1993

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Imagem representativa do artigo
Vencedor do primeiro Prêmio Esso de Fotojornalismo, 
em 1960, Sérgio Jorge (Amparo – 07/04/1937) é considerado 
um dos grandes mestres da fotografia brasileira.

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Fotos: Enciclopédia Itaú Cultural