quarta-feira, 29 de março de 2017

HORA DA VITROLA: PASSOCA CANTA ADONIRAN (4)

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PASSOCA (FOTO: DIVULGAÇÃO)






LAGARTIXA

De Adoniran Barbosa, Paulo Bellinatti e Edson Alves

A lagartixa
Sobe nas paredes
E fica olhando
Analisando sem parar

Depois anda
Mais um pouco
E quando cansa
Pára pra descansar

Tem gente má
Que pega a vassoura
Atrás da porta
E bate, bate
Pra lagartixa apanhar

Em vez disso
Por que não vai dar uma volta?

Lagartixa, se espicha
Vai pro lado do jardim
Senão...
A piaçaba te pega
E depois disso
Vai ser o teu fim.








Marco Antonio Vilalba – Passoca – nasceu em Santos (SP) em 21/11/1949. Formado em Arquitetura, é violeiro, cantor e compositor. Quando estudante sofreu influências da música de João Gilberto e Chico Buarque. Nos anos 1970, tocou no grupo Flying Banana. Trocou bateria e o violão, pela viola no final dos anos 1970, influenciado por Renato Teixeira e Almir Sater.

PARA SABER MAIS SOBRE PASSOCA
ACESSE O SITE DICIONÁRIO CRAVO ALBIN
DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA 



IMAGENS: MORGAN WEISTLING (4)


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Conhecido por suas pinturas figurativas realistas, de adultos e crianças em ambientes antigos, Morgan Weistling nasceu em 1964 e foi criado no sul da Califórnia. Antes de se dedicar à pintura, trabalhou, por catorze anos, como ilustrador de cartazes de cinema. 

HORA DA VITROLA: ELZA SOARES (SE ACASO VOCÊ CHEGASSE)


LUIZ TRIMANO

SE ACASO VOCÊ CHEGASSE
De Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins

Se acaso você chegasse
No meu chateau e encontrasse
Aquela mulher que você gostou
Será que tinha coragem
De trocar nossa amizade
Por ela que já lhe abandonou?

Eu falo porque essa dona
Já mora no meu barraco
À beira de um regato
E de um bosque em flor
De dia me lava a roupa
De noite me beija a boca
E assim nós vamos vivendo de amor





CHÁ DAS CINCO: CATULO DA PAIXÃO CEARENSE, POR ROLANDO BOLDRIN

www.significados.com.br

A FLOR DO MARACUJÁ
De Catulo da Paixão Cearense

Encontrando-me com um sertanejo 
Perto de um pé de maracujá
Eu lhe perguntei: 
Diga-me caro sertanejo 
Porque razão nasce roxa 
A flor do maracujá?

Ah, pois então eu lhi conto 
A estória que ouvi contá
A razão pro que nasci roxa 
A flor do maracujá

Maracujá já foi branco 
Eu posso inté lhe ajurá
Mais branco qui caridadi 
Mais brando do que o luá

Quando a flor brotava nele 
Lá pros cunfim do sertão
Maracujá parecia 
Um ninho de argodão

Mais um dia, há muito tempo 
Num meis que inté num mi alembro 
Si foi maio, si foi junho 
Si foi janero ou dezembro

Nosso sinhô Jesus Cristo 
Foi condenado a morrer
Numa cruis crucificado 
Longe daqui como o quê

Pregaro cristo a martelo 
E ao vê tamanha crueza 
A natureza inteirinha 
Pois-se a chorá di tristeza

Chorava us campu 
As foia, as ribera 
Sabiá também chorava 
Nos gaio a laranjera

E havia junto da cruis 
Um pé de maracujá
Carregadinho de flor
Aos pé de nosso sinhô

I o sangue de Jesus Cristo 
Sangui pisado de dô
Nus pé du maracujá 
Tingia todas as flor

Eis aqui seu moço
A estória que eu vi contá
A razão proque nasce roxa 
A flor do maracujá.




LEIA TAMBÉM

Não sei se o pai salvou alma, mas tentou bom bocado.

CATULO DA PAIXÃO CEARENSE



Catulo da Paixão Cearense (1863-1943) nasceu em São Luis do Maranhão. Dos 10 aos 17 anos morou no Ceará. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1886. Trabalhou no cais do porto como estivador e escriturário. No começo do século ja tinha fama como poeta e autor de diversos livros de modinha. Com Catulo, o violão desprezado e perseguido vai-se tornando conhecido e adquirindo prestigio nos salões da elite. Em 1914 a convite de Nair de Tefé toca no Catete para o presidente Hermes da Fonseca. É então reconhecido e aplaudido como o grande poeta nacional, o mais autêntico.

"Catulo é bem a voz da terra brasílica" escreve Monteiro Lobato.Tão grande quanto seu talento era sua notória vaidade. Morava em uma casa de madeira em Engenho de Dentro que chamava hiperbolicamente de Palácio Choupanal. Nele recebia visitas de grandes nomes das letras, das artes e da política, Ao falecer já tinha assistido à inauguração de seu busto e era uma indiscutível glória nacional. (fonte.www.vagalume.com.br)



IMAGENS: JAMES TISSOT



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James Joseph Jacques Tissot (Nantes, França, 15 de outubro de 1836 – 8 de agosto de 1902) foi pintor e ilustrador. No início de 1860 alcançou grande sucesso, pintando cenas da vida cotidiana, especialmente de mulheres elegantemente vestidas, mostradas no Salão de Paris.



De 1886 em diante, concentrou-se nos temas religiosos, criando uma série de ilustrações para a Bíblia. Visitou o Médio-Oriente por duas vezes, mas ainda hoje, sua obra da “belle époque” é o que tem mantido sua popularidade com colecionadores e apreciadores da arte.




QUASE HISTÓRIAS: O PAI FOI O PAI



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O PAI FOI O PAI

Homem incapaz de degenerar, o pai. Defecava regra ou outra, mas sempre em busca da alegria alheia. O pai foi exuberante na simplicidade. Santo, segundo minha avó, mãe dele. Nada disso, segundo o próprio. Grande sujeito, o pai. Queria comprar livros. E mais livros. Para ler, distribuir, orientar. Mãe contrariada, claro. Embirrações. Salário pequeno, gastança besta. O pai os comprou – os livros –, os recomendou e os emprestou a quem lhe parecia necessitado. Poucos – quase ninguém – lhe devolveram os livros. Quem toma livro alheio se mete à besta e não devolve o que não lhe pertence. Nem lê o adjutório. O pai sabia disso. O pai dava de ombros, o pai não ligava, o pai dizia não assim, quase assim: “Se leu o título ao menos, valeu: está menos besta”. Não sei se o pai salvou alma, mas tentou bom bocado. (OS – março 2017)


***

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Em casa, Otávio resolveu fazer o que há muito não fazia: 
olhar-se no espelho. Quase enfartou. 
Era uma réplica piorada do capeta. Um caco ensebado. 
Tinha que pôr um fim naquilo.