quinta-feira, 18 de junho de 2015

CLÓVIS CAMPÊLO




GILDO BRANCO

Pernambucano, compositor de frevos, nascido em uma família de flautistas amadores, seu nome de batismo era Astrogildo Américo Branco Filho. Era irmão de Aline Branco, cantora que fez nome na Rádio Clube de Pernambuco na década de 1930.

Até 1939, trabalhou como comerciário na Livraria Universal.

Em 1946, ingressou no Clube Português do Recife como escriturário, passando mais tarde a supervisor. Foi no Clube Português onde conheceu o maestro Nélson Ferreira, que o lançaria como compositor.

Em 1960, teve uma música gravada pela primeira vez. A cantora Voleide Dantas gravou o frevo-canção Periquito bateu asas, feito em parceria com Sebastião Rosendo. Em 1961, Raimundo Santos gravou frevo-canção Gulosa. A partir daí, os seus frevos passaram a ser sucesso em todos os carnavais recifenses.

Em 1962, Evaldo França gravou A lua disse, cuja letra transcrevemos abaixo e que foi o ganhador do concurso de músicas de carnaval instituído pela Prefeitura do Recife.

Em 1964, voltou a ganhar a primeira colocação no concurso da Prefeitura coma música Amor de marinheiro, cantada por Penha Maria.

Em 1966, emplacou mais um sucesso com a música Cochilou, o cachimbo cai, gravada por Germano Batista.

CLÓVIS CAMPÊLO

Inúmeros sucessos seus fizeram partes dos carnavais posteriores, como Você está sozinha (1969), feita em parceria com Valdemar de Oliveira e gravada por Expedito Baracho; Levante o dedo (1970), em parceria com Aldemar Paiva e gravada pelo Coral RCA; Pertinho dela (1971), também gravada por Expedito Baracho e mais uma vez vencedora do concurso instituído pela Prefeitura do Recife; O frevo é de Pernambuco (1974), gravada por Claudionor Germano e também vencedora do concurso de músicas carnavalescas daquele ano. Inúmeros outros frevos-canções seus fizeram sucesso, como Os direitos são iguais, Como vai de amor, Olinda do meu coração e Passei no vestibular.

Como compositor de frevos-canções, foi um cronista que registrou os fatos, costumes, e acontecimentos da sua época.

A LUA DISSE
(Gildo Branco)

Gagarin subiu, subiu, subiu,
foi até ao espaço sideral,
chegou perto da lua e sorriu:
"Vou embora pro Brasil
que o negócio é carnaval".

A lua disse:
"Não vá demore mais,
pois ouvi que lá na Terra
querem me passar
pra trás".

Mas o Gagarin não ligou
e deu no pé:
"Vou mesmo pro Brasil,
eu quero é conhecer Pelé".

Recife, 2009





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