sexta-feira, 28 de novembro de 2014

RAPIDÍSSIMAS (XLI)

larissaewellingto.blogspot.com

CRISE HÍDRICA
-- Joaquim, querido: seu “volume morto” virou saudades de um tempo infeliz.

GENIVAL
Ele está de olho na butique dela; ela, no bolso dele. A recíproca, quase sempre, é verdadeira. Mudam os instrumentos de prazer. O amor amante é lindo. Travesseiros soltos etc.

ÚLTIMA IDADE
A porcaria de ficar velho não é ter que suportar a dor que dói aqui, a dor que dói acolá. É perder gente de quem se gosta.

DA BOCA PRA FORA
Os “generosos” gostam mesmo é de beijar com a boca alheia.

DEMÊNCIAS
Só os loucos são felizes. Não imaginam o quanto aporrinham os outros.

PERI & CECI
E o índio sem tribo segue a trilha que lhe coube: sempre só, em busca de Ceci.

BIRRA
-- Tatu, saia da toca. Venha me ver.
-- Da toca, Tatu não sai. Tatu não quer te ver.  

PÉS NO CHÃO
A insônia, crônica, lhe roubou o pouco que lhe restava: sonhos comezinhos.

2 comentários:

  1. Sempre maravilhosas as rapidíssimas

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  2. Obrigado, Vólia. Andei meio atrapalhado. A partir de janeiro, sem falta, retomaremos a publicação semanal de seus poemas. Abração.

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