segunda-feira, 18 de julho de 2016

INSTANTES: ANA ANDRADE

Não há lágrima
que abafe o silêncio
de uma despedida sem plurais!


***

VERSO VAZIO

Neste quarto sonolento
esgotam-se as horas
vertendo saudades:
entre os meus dedos
um dueto de cores,
inscreve-se na memória
onde desenho a tua nudez,
leve transparência
que se alimenta na distância...
cativa que sou
dos olhares exilados,
onde recolho os silêncios
que se enroscam
num manto de emoções.
Ainda assim
minha alma arde...
num luminoso chamamento
entre o real e o sonho,
querendo-te
meu ombro de ternura
eternidade consentida
sempre que o teu nome,
escorre na carícia
em que te pertenço:
- de tristeza amarga,
meus lábios se fecham
e uma despedida
sem compromisso,
perde-se no labirinto
de um verso vazio.

ANA ANDRADE

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