terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

NÚBIA NONATO

NINHO


O ser feminino vira ninho
agasalha e entorpece em
sono profundo o que há de
vir.
Atrasa o relógio, dribla as
estações, regateia...
O sol, ignora meu mudo pedido
e minhas lágrimas mal escorrem.
Batem asas, num frenesi de quem
nem ao menos aprendeu a respirar.
A alvura do sorriso escapole
o calor do abraço desajeitado
se esvai...
Perco mais um para o mundo,
perco mais um para sorte.
Preparo o ninho resignada,
eles sempre voltam.


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