quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

QUASE HISTÓRIAS: A SENHORA DO JUVENAL

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Sempre impliquei com essa coisa de dizer ao amigo “me recomende à sua senhora”. Ora, respeito é bom. Que insinuação vagabunda é essa? Que bandalheira é essa? Há de ser muito safado para falar tamanha barbaridade a um amigo, ainda que ele seja um amigo urso e sua mulher a oitava maravilha do mundo moderno.

Em bom Português: quem fala uma coisa dessa chama o amigo de corno – de corno manso! Só um tipo assim seria capaz de recomendar algum homem à sua esposa.

Mas o tempo – senhor da razão – passa. E a gente sempre aprende com ele alguma coisinha, percebe que expressões populares nem sempre são inservíveis.

Hoje, velho, sou adepto da expressão. Mas sempre faço a ressalva:


-- Quando lhe peço para me recomendar à sua senhora, quero seu bem. Se ele topar a recomendação – o que é improvável – terá grande decepção. E vai querer você de volta. Juvenal: captou a mensagem? Sou seu amigo: me recomende à sua senhora. 

DONA FLOR

Sedutor de viúvas de maridos vivos, Vadinho não se fez de morto:

-- Deolinda, minha rosa, rainha das flores, mulata das mulatas: eu quero ser o outro da sua vida.

-- O que é isso, homem? Enlouqueceu de vez?

-- Não me diga "não", Deolinda. Sei de suas carências.  

-- Que absurdo! Sou casada, muito bem casada. Todo mundo sabe disso.

-- Não é o que se comenta. De tanto beber, Teodoro está quase morto; eu, só alegria. (OS)
  

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