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QUEM PROCURA...
De
Coutinho todos procuravam fugir: no bar do Carneiro, no trabalho, nas raras
festas de família para as quais era convidado. Coutinho era um chato
incurável, de uma inconveniência avassaladora. Queria saber quanto Fulano
ganhava, quanto Beltrano pagara pelo carro novo, se a mulher de Sicrano casara
virgem. Passava o dia na porta do prédio em que morava, para acompanhar o entra
e sai dos vizinhos. Não raro, quando alguém chegava com uma sacola nas mãos, ele
perguntava:
--
O que temos de bom aí?
Justamente
por isso, causava estranheza o fato de Donato – só ele, mais ninguém – ter
tanta paciência com Coutinho.
Certo
dia, Donato esqueceu o celular na mesa do bar. Coutinho não se fez de rogado:
pegou a aparelho do amigo, acessou a lista de contatos e a de mensagens.
Depois, partiu para as fotos. Ficou excitado quando se deparou com a imagem de
uma mulherona seminua. A excitação cresceu – e muito – quando a viu pelada, em
poses pornográficas. Aquele corpão violão não lhe era de todo estranho. Quem
seria a beldade? Descobriu logo em seguida. A beldade era Maria Rita, sua
mulher.
Coutinho pensou - em alto e bom som - palavrão cabeludo. Mas não teve tempo de gritá-lo. Um
infarto fulminante levou sua bisbilhotice sabe-se lá pra onde. De
volta ao bar, Donato chamou o SAMU, tirou o celular das mãos do morto e apagou
as fotos. A partir daquele instante, Maria Rita era mulher desimpedida - o que, segundo ele, deveria melhorar ainda mais o desempenho dela.
BOLA CANTADA
Filhos e filhas,
noras e genros, netos e netas, todos ali, aflitos, queriam saber de seu João, 8.4:
-- E o que o médico lhe
disse, afinal?
-- O que eu já sabia: que
da cintura pra cima, tirando a catarata, está tudo bem. (OS)
TALVEZ VOCÊ GOSTE DE LER "TERAPIAS ALTERNATIVAS":

Adoro essas quase-histórias!!
ResponderExcluirAdoro essas quase-histórias!!
ResponderExcluirObrigado, Vólia. Beijo.
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