| JOSIAS DE SOUZA É JORNALISTA |
SOB
TEMER, NÃO HAVERIA
UM
INATIVO COMO TEMER
Na
Previdência geral, o teto da aposentadoria
é de
R$ 5.189. Na pública, é diferente. Temer,
por
exemplo,recebe R$ 30.600
Por Josias
de Souza
UOL –
11/10/2016 – 19:35
.
Uma
vez que o privilégio é institucionalizado, a anomalia vira uma espécie de dogma
religioso. Embalado pela vitória na votação do primeiro turno da emenda do teto
de gastos, Michel Temer promete enfrentar uma doutrina que parece imutável:
''Não haverá mais distinção entre a Previdência geral, dos trabalhadores, e a
Previdência pública, dos trabalhadores do serviço público”, disse o presidente,
em entrevista. “Nós temos que igualar isso, e esse é um ponto que já está
definido.''
Deve-se
louvar a disposição de Temer. Sobretudo se consideradas suas limitações. Em
1994, Fernando Henrique Cardoso elegeu-se brandindo um programa que incluía a
reforma da Previdência Social. Entregou um arremedo do que prometia. Sem
delegacão popular, Temer revela-se mais ambicioso. Acena com a hipótese de
mexer até em vespeiros como as aposentorias de políticos e militares. Hummm…
Na
Previdência geral, o teto da aposentadoria é de R$ 5.189. Na pública, é diferente. Michel Temer, por exemplo,
aposentou-se em 1996, aos 55 anos.
Hoje, conforme revelou o repórter Elio Gaspari, recebe R$ 30.600 como procurador inativo do Estado de São Paulo. Ah, que
país maravilhoso será o Brasil se o presidente Temer conseguir eliminar
privilégios semelhantes ao que é desfrutado pelo aposentado Temer!
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