Amigos, eis uma verdade eterna: — o passado sempre tem razão.
Toda família tem um momento em que começa
a apodrecer. Pode ser a família mais decente, mais digna do mundo. Lá um dia
aparece um tio pederasta, uma irmã lésbica, um pai ladrão, um cunhado louco.
Tudo ao mesmo tempo.
A família é o inferno de todos nós.
A fidelidade devia ser facultativa.
O gordo só é cruel na mesa, diante do
prato, com o guardanapo a pender-lhe do pescoço.
D. Helder só olha o céu para saber se
leva ou não o guarda-chuva.
Na mulher, certas idades constituem,
digamos assim, um afrodisíaco eficacíssimo. Por exemplo:— quatorze anos!
O jovem só pode ser levado a sério
quando fica velho.
Hoje, a primeira noite é a centésima, a
qüinquagésima. O casamento já é uma rotina antes de começar.
O ser humano está mais para Lucho
Gatica do que para Paul Valéry.
O que se está fazendo aqui é uma música
popular brasileira que não é popular, nem brasileira e vou além: — nem música.
Aqui o branco não gosta do preto; e o
preto também não gosta do preto.
Não se apresse em perdoar. A
misericórdia também corrompe.
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