Mulher Sentada
1918 | Flávio de Carvalho
pastel, c.i.d.

Retrato
1925 | Flávio de Carvalho
aquarela sobre papel, c.i.d.
25.00 x 22.00 cm
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

A Inferioridade de Deus
1931 | Flávio de Carvalho
óleo sobre tela, c.s.d.
65.00 x 72.00 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ
Reprodução Fotográfica Paulo Scheuenstuhl

Ascensão Definitiva de Cristo
1932 | Flávio de Carvalho
óleo sobre tela
75.00 x 60.00 cm
Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Casal
1932 | Flávio de Carvalho
Óleo sobre tela, c.s.d.
59.00 x 55.00 cm

Mulher Esperando
1937 | Flávio de Carvalho
óleo sobre tela, c.s.d.
93.00 x 73.50 cm
***
Flávio Resende de Carvalho (Amparo da Barra Mansa, RJ, 1899 -
Valinhos, SP, 1973). Pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo, decorador,
escritor, teatrólogo, engenheiro. Muda-se com a família para São Paulo em 1900.
Em 1911, passa a estudar em Paris e, três anos depois, na Inglaterra, onde, em
Newcastle, em 1918, inicia o curso de engenharia civil no Armstrong College da
Universidade de Durham e ingressa no curso noturno de artes da King Edward the
Seventh School of Fine Arts. Conclui o curso de engenharia em 1922 e nesse ano
volta a residir em São Paulo, onde chega logo após a realização da Semana de
Arte Moderna. Desenvolve atividades em várias áreas artísticas e intelectuais,
freqüentemente de forma inovadora e provocativa. Participa de concursos
públicos de arquitetura, como para o Palácio do Governo do Estado de São Paulo,
em 1927, e, embora não tenha sido vencedor em nenhum deles, seus projetos são
considerados pioneiros da arquitetura moderna no país. Em 1931, realiza o polêmico
evento Experiência nº 2, em que caminha com boné na cabeça, de forma
desafiadora, em sentido contrário ao de uma procissão de Corpus Christi e é
bastante hostilizado. Em 1932, abre um ateliê, onde funda o Clube dos Artistas
Modernos - CAM, com Antonio Gomide (1895-1967), Di Cavalcanti (1897-1976) e
Carlos Prado (1908-1992). No ano seguinte, cria o Teatro da Experiência e
encena o Bailado do Deus Morto - espetáculo de teatro-dança de sua autoria com
estética inovadora, para o qual cria cenografia e figurino e que tem, em sua
maioria, atores negros. Realiza, em 1934, a sua primeira exposição individual.
A mostra é fechada pela polícia sob alegação de atentado ao pudor, e reaberta
alguns dias depois, por ordem judicial. Em 1947, realiza os desenhos da Série
Trágica, em que registra a morte da própria mãe. Após publicar, em 1956, uma
série de artigos sobre moda na coluna Casa, Homem, Paisagem - em que escreve
sobretudo a respeito de arquitetura e urbanismo -, que mantém no Diário de São
Paulo, apresenta-se - e causa escândalo - em passeata pelo centro da cidade de
São Paulo com o New Look, um traje tropical masculino por ele desenvolvido e
que consiste de saia e blusa de mangas curtas e folgadas (FOTO ACIMA).
TEXTOS, FOTOS E
LEGENDAS:
ENCICLOPÉDIA ITAÚ
CULTURAL
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