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| A TRINCA NA "CASA DO SABER" |
O INSTITUTO LULA VIROU VELÓRIO
Com o sumiço dos empreiteiros, dos reitores e dos companheiros, só a
visita de advogados impede que o bunker do ex-presidente fique mais deserto que
enterro de indigente
Por Augusto Nunes
Em 07/10/2016 às 0:34
O Instituto Lula anda mais deserto que enterro de indigente. Os
empresários que patrocinavam o camelô de
empreiteiras disfarçado de palestrante estão na cadeia ou usando
tornozeleiras. Também se evaporou a fila de reitores interessados em
transformar em doutor honoris causa o
Exterminador do Plural que nunca leu
um livro nem aprendeu a escrever. E os candidatos que faziam o diabo para
enfeitar o palanque com o campeão de votos hoje fogem de Lula como o diabo da
cruz.
Como até Dilma Rousseff tem mais coisas a fazer, o réu da Lava Jato
dispõe de todo o tempo do mundo para conversar com os advogados que todo santo
dia dão as caras por lá. O ex-presidente que não é visitado por ninguém acorda
e dorme sonhando com algum milagre capaz de livrá-lo da visita à República de
Curitiba ─ e com a algum álibi que torne menos penosa a visita ao juiz Sergio
Moro. Não vai conseguir nem uma coisa nem outra.
O que já estava muito ruim ficou bem pior nesta semana. O acervo de
maracutaias envolvendo o chefão foi ampliado com negociatas produzidas em
parceria com seu sobrinho Taiguara Rodrigues. Há poucas horas, o ministro Teori
Zavascki anexou o ex-presidente ao balaio dos indiciados no Quadrilhão.
Bom nome. No caso de Lula, quadrilha é pouco. Tudo em que se mete é
superlativo.

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