quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

HORA DA VITROLA: FUNDO DE QUINTAL, MARTINHO E JORGE ARAGÃO


MIUDINHO, MEU BEM, MIUDINHO
De Arlindo Cruz e Franco
Com Fundo de Quintal, Martinho da Vila e Jorge Aragão



Pisa manso nessa dança,pedaço de mal caminho,
Faz passinho de criança,e balança com carinho,(que vale um vintém)
Miudinho meu bem, miudinho

Balança com muita elegância, na dissonância do meu cavaquinho meu bem
Miudinho meu bem, miudinho

Sem tirar os pés do chão
Vem cantando o refrão vem abrindo o caminho meu bem
Miudinho meu bem, miudinho

Você e neta de Dora rainha do frevo e do maracatu
Cai num fandango adoro um fricote
Se ralo num xote,baião e lundu
Seu bisavô que é o rei da embolada,
Quis armar uma cilada pra seu primo de Xerém
Maior calangueiro do Rio de Janeiro
Pintou no terrreiro não deu pra ninguém, então vem

Miudinho meu bem, miudinho,
Essa dança não é afoxé, bate mão bate pé pra ficar bonitinho meu bem
Miudinho meu bem, miudinho

Bole bole que eu sei que não é mole
abufa um fóle nesse muidinho meu bem

A sua madrinha foi dançar bumba meu boi nunca mais quis voltar
Sua tia até hoje anda dançando ciranda nas bandas de lá
E no sufoco vi teu pai dançando coco
Lá na praça do barroco pra arrumar um pichulê
E toda família já dançou quadrilha se liga na trilha e vem dizer no pé,vem na fé
Miudinho meu bem, miudinho

Se você já dançou o passado já dançou rezado Já leva um jeitinho meu bem
Miudinho meu bem, miudinho

Olhe só que não é jogo
Não faz passo louco faz bem miudinho, meu bem...
Miudinho meu bem, miudinho

FOTOGRAFIAS: MARCOS PRADO



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***

Marcos Prado (Rio de Janeiro, 1961) é um fotógrafo, produtor e diretor de cinema. Como fotógrafo, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles o World Press Photo 92 e o Focus on Your World 92, do PNUMA. Escolhido, em 2002, como Hasselblad Master, Marcos possui fotos nos acervos permanentes do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), e do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Realizou exposições individuais no Brasil e no mundo. Teve trabalhos de fotografia publicados em vários periódicos brasileiros, tais como Veja, Trip, Folha de S. Paulo e O Globo.

Produziu os documentários Os Carvoeiros (1999), inspirado em seu livro homônimo e dirigido por Nigel Noble, e Ônibus 174 (2002), de José Padilha e Felipe Lacerda. Dirigiu programas de televisão para a Globosat, para a National Geographic Television e para a NBC.

Estreou como diretor com o longa Estamira (2004), melhor documentário do Festival do Rio, da Mostra de São Paulo, do Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary e do Festival Internacional do Documentário de Marselha, além de prêmios em Belém, Miami e Nuremberg.[2]

Em 1997 fundou, com o cineasta José Padilha, a Zazen Produções, e juntos passaram a realizar seus próprios projetos. Produziu Tropa de Elite, de José Padilha, filme que ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Foi ainda o grande vencedor no Grande Prêmio Vivo de Cinema Brasileiro, em abril de 2008, levando oito prêmios, incluindo o de melhor direção para José Padilha e o de melhor filme Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro e, após dois anos, dirigiu Paraísos Artificiais.


Fonte/texto: Wikipédia

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CARTUNISTAS: JAGUAR


 [Lobista Fardado]
LOBISTA FARDADO - 1986



 [A Borracha é Nossa]
A BORRACHA É NOSSA - SEM DATA 




 [Primavera em Londres]
PRIMAVERA EM LONDRES - 2000



 [Sig Querendo dar uma de Paulistano]
1986


Estamos Aqui Curtindo Uma Tremenda Barata
1970



 [FH:
FH: A CRISE PASSOU - 1999




 [Sem Título]
1986



 [Voto em Quem Apoia as Minhas Aspirações]
1986


 [Uma Estrela?]
UMA ESTRELA - 1986


 [Passa o Dinheiro]
1964


 [Quem não Tiver Culpa que Atire a Primeira Pedra]
1964

***

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JAGUAR (FOTO: ARQUIVO GOOGLE)



Jaguar, pseudônimo de Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, (Rio de Janeiro, 29 de fevereiro de 1932) é um cartunista brasileiro.

Sérgio Jaguaribe começou sua carreira em 1952 na revista Manchete onde, por influência de Borjalo, passou a assinar somente Jaguar. Na mesma época trabalhava no Banco do Brasil subordinado a Sérgio Porto, que o convenceu a não deixar o emprego em favor do humorismo.

No início da década de 1960 passa a ser um dos principais cartunistas da revista Senhor, colaborando também na Revista Civilização Brasileira, na Revista da Semana, no semanário Pif-Paf e nos jornais Última Hora e Tribuna da Imprensa. Lança sua primeira coleção em 1968, Átila, você é bárbaro.

No ano seguinte, funda o jornal O Pasquim com Tarso de Castro e Sérgio Cabral. É o único a permanecer até o fim da publicação, em 1991, quando passa a editar o jornal A Notícia. Atualmente faz charges para o jornal O Dia. (FONTE: WIKIPÉDIA)


RAPIDÍSSIMAS

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FOTO: HEITOR ROVANI

GARE

Um dia, ele se deu conta de que (quase) todos tinham partido. E ele, ali, feito poste, com o bilhete vencido nas mãos.

INEVITÁVEL

Em bando, a canalhice individual aflora.

OS SANTOS

-- Joaquim, seu irmão é um canalha. Ele me come com os olhos.

-- Ainda bem, Maria, que é só com os olhos. Poderia ser muito pior.

CONFORTO

-- Não reclame, amigo. Peça aos céus para que essa não tenha sido a penúltima porrada que a vida lhe deu.

CONFORTO (2)

-- Isso, meu velho, faça tudo direitinho, como o doutor recomendou. Assim, você vai piorando mais devagarinho, certo?

SILÊNCIO

Às vezes, ele nos traz os melhores sonhos e as piores lembranças.

PLAYGROUND

Não raro, serve de arena para os pequenos gladiadores modernos.

DE PAI PRA FILHO

-- Depois de certa idade, mulher vira destilado. Deve ser apreciada com moderação.

MANIA

Odeia acordar tarde, embora nunca vá a lugar algum. (OS)

(ATUALIZADO EM SETEMBRO DE 2017) 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

CRÔNICA: WALCYR CARRASCO

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 ERA ESSENCIAL, MAS SUMIU

Há um mundo de objetos desaparecendo.
Em algum tempo,
o carro vai para a mesma categoria

Por Walcyr Carrasco
Época – 19/12/2017

Não há pior caso de marketing que o dos fabricantes de chapéu. No passado, nenhum sujeito elegante saía de casa sem o seu. Havia vários estilos: coco, palheta, panamá. Mulheres também tinham os seus, chiquérrimos.  Mas o chapéu sumiu do vestuário cotidiano. Entre os vários motivos, há um de profundo preconceito estético. Valorizada era a pele branca, de quem não tomava sol. Só há algumas décadas a cútis morena recebeu o status de bela. O chapéu aposentou-se. É usado ainda, mas por charme. Eu tenho alguns. Só ponho quando quero aparecer. Ainda se usa o boné, esse sim, em dias de sol inclemente. Junto com o chapéu, foi-se a bengala. Não se usava bengala por necessidade, como hoje. Era item essencial à elegância. Havia lindas, com castão de prata. Cadê as bengalas?

Objetos, coisas, desaparecem do cotidiano numa velocidade surpreendente. Alguns ainda resistem a esse processo. O relógio de bolso era chique, mas tornou-se raro. O de pulso sobrevive. Mas a cada vez conheço menos pessoas que usam. Para saber as horas, basta olhar no celular. Relógios digitais, com funções variadas, tomaram conta do mercado. Os grandes fabricantes de relógios tradicionais reagiram. “O relógio é a joia masculina”, já li em vários lugares. Relógios de grife custam fortunas. Eu tenho lindos relógios, que acumulei ao longo da vida. Todos guardados. Vários amigos também já aposentaram os seus. É questão de tempo para sumirem. Junto com as abotoaduras. Outro dia ganhei uma linda, de grife. Uma verdadeira joia. Levei um susto.

– Onde vou usar isso? – surpreendi-me.

O amigo que me ofereceu enumerou várias ocasiões possíveis. Às pressas procurei. No fundo do armário havia uma camisa, na qual evetualmente seria possível botar as ditas-cujas. Educadamente, garanti que usaria sempre. Onde, quando? Quem me deu o presente só usa bermuda e tênis. Boto smoking e gravata-borboleta ainda, muito eventualmente. Mas dá uma preguiça! É traje de museu.

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Outro item desaparece: lenço de pano. Como sou alérgico, do tipo capaz de espirrar 40 vezes seguidas, sempre tenho um. É cada vez mais difícil encontrar. Usa-se lenço de papel. Existir, existem, mas estão indo rapidamente para a prateleira do desuso. Junto com aparelhos de CD, vencidos pelo streaming. Dá uma tristeza quando me lembro do videocassete. De símbolo da modernidade, transformou-se num tijolo. Para não falar do super-8, que contagiou toda uma geração. Também sumiu, pelo menos do dia a dia, assim como máquinas fotográficas são cada vez mais restritas a profissionais. Em meus áureos tempos fiz até curso de revelação de fotografia. Mergulhava o filme em uma mistureba de produtos, no escuro total. Aos poucos a imagem ia aparecendo. Era impressa em papel, com os contornos de um rosto retomando a vida. Hoje eu faço tchan no celular e, tchun, olho a foto. Se não saiu boa, outra. Máquina fotográfica existe, mas restrita somente a apaixonados por elas ou profissionais.

Sapatos, ninguém vai dizer que não há. Só que a maioria das pessoas, homens e mulheres, no cotidiano, no metrô, no trabalho, usa tênis. Cada vez mais o sapato fica restrito a uma função social. Surgiu até o sapatênis, uma junção dos dois que vale para qualquer ocasião. Mulheres ainda amam sapatos de saltos finíssimos, onde se equilibram harmoniosamente. Hum...até há homens que gostam de ser pisados por esses saltos! A galera masculina optou por tênis. Eu, como todos os meus amigos, odeio sapatos de sola de couro. Escorregam. Muitos de meus amigos já usam somente chinelos e bermudas. Mais que isso: as empresas aceitam com tranquilidade esse traje no trabalho.

Há um mundo inteiro de objetos desaparecendo. Farei uma previsão. Em algum tempo, o carro vai para a mesma categoria. Já conheço várias pessoas (pioneiras) que, diante da praticidade dos aplicativos, venderam seus próprios veículos. É mais barato usar, não exigem manutenção nem pagamento de imposto. A próxima geração, em ritmo veloz, abdicará de carros pelas bicicletas, meios de transporte coletivos e aplicativos.

Só há um detalhe. Qualquer um desses objetos ainda tem função, como charme. Garota ou rapaz de chapéu, tênis, jeans e camiseta ficam mais interessantes. Uma gravata-borboleta num traje informal também. Já que está na hora de pensar nisso, todos são ótimos presentes. Inclusive de Natal. Fica a dica. Ah, sim. Já que toquei no assunto, se Papai Noel me der um carro, aceito humildemente.

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IMAGENS: WAYNE THIEBAUD (POP ART)


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Wayne Thiebaud (Arizona, EUA, 1920) é um importante gravurista e pintor norte-americano. É considerado um dos principais representantes da Pop Art.

Estilo artístico

- Destaca-se por retratar temáticas relacionadas a objetos do cotidiano. Suas principais obras são pinturas sobre doces, bolos, sorvetes, tortas e sobremesas. Possui também obras retratando batons, sapatos femininos e gravatas.

- Retratou também cenas urbanas, personagens populares (Mickey, por exemplo), além de paisagens.

- Utiliza cores alegres e brilhantes, sendo azul, rosa e verde as mais presentes em suas obras.

- Pinturas marcadas pela técnica da presença de linhas sombreadas, típicas dos anúncios publicitários das décadas de 1950 e 1960.

- Presença, em suas obras, de olhar irônico sobre os temas e situações do cotidiano.

- Grande parte de suas pinturas são em óleo sobre tela.

FONTE TEXTO: SUA PESQUISA.COM

FOTOGRAFIAS: JOÃO URBAN


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João Urban (Curitiba PR 1943). Fotógrafo. Começa a fotografar como amador por volta de 1964, quando registra passeatas, manifestações populares e grupos teatrais em Curitiba. No fim dos anos 1960, profissionaliza-se nas áreas de publicidade e fotografia industrial. Paralelamente, realiza ensaios sobre presidiários, pescadores e operários de uma fábrica de cimentos no Paraná. Desde 1973, participa de exposições no Brasil e no exterior. Entre 1977 e 1980, documenta trabalhadores agrícolas diaristas, o que dá origem aos livros Bóias-Frias, Tagelohner in Süden Brasiliens, 1984, publicado na Alemanha, e Bóias-Frias, Vista Parcial, 1988, lançado no Brasil. Participa da 14ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1977. Em 1981, expõe na Galeria do Instituto Nacional da Fotografia da Fundação Nacional de Arte - Funarte, no Rio de Janeiro. Na década de 1980, inicia o projeto de documentação do Caminho das Tropas, estrada que vai de Viamão, Rio Grande do Sul, a Sorocaba, São Paulo. O resultado é reunido no livro Tropeiros, 1991. De 1980 a 1988, retrata imigrantes poloneses e seus descendentes que vivem em cidades paranaenses. Essas fotos são mostradas na Polônia, em 1987, e reunidas no livro Tu I Tam: Poloneses Aqui e Lá, 1997. Recebe o Prêmio J.P. Morgan de Fotografia, em 1999. Entre 1999 e 2002, registra festas religiosas na cidade de Aparecida, São Paulo, junto com Suzana Barretto (1963). O trabalho é publicado no livro Aparecidas, em 2002.

FONTE/TEXTO: ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL