domingo, 3 de setembro de 2017

LÍNGUA AFIADA: NISE DA SILVEIRA


Resultado de imagem para imagens nise da silveira
NISE DA SILVEIRA (FOTO: ARQUIVO GOOGLE)

Para navegar contra a corrente são necessárias condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão.

***


Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas.

***

É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade.

***

A contaminação psíquica é pior que piolho. Vai passando de uma cabeça para outra, numa rapidez incrível. E, como você sabe, todo mundo já pegou piolho.

***

Há no meu temperamento essa fúria. Quando eu quero uma coisa, eu insisto. Todo o dia, sem falta, eu levantava cedo, pegava o ônibus e ia trabalhar em Engenho de Dentro. Todo dia, todo dia... Nada me tirava daquele caminho.

***

Só os loucos e os artistas podem me compreender.


***


Todo mundo deve inventar alguma coisa, a criatividade reúne em si várias funções psicológicas importantes para a reestruturação da psique. O que cura, fundamentalmente é o estímulo à criatividade. Ela é indestrutível. A criatividade está em toda parte.

***

“Porque passei pela prisão, eu compreendo as pessoas e os animais que estão doentes, pobres, que sofrem. Eu me identifico com eles. Sinto-me um deles.”




Resultado de imagem para imagens nise da silveira
NISE (FOTO: ARQUIVO GOOGLE)


Nise da Silveira (Maceió, 15 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1999) foi uma renomada médica psiquiatra brasileira e aluna de Carl Jung.

Dedicou sua vida à psiquiatria. Manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamento de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia

Durante a Intentona Comunista (23 de novembro de 1935), foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros marxistas. Ficou detida no presídio Frei Caneca por 18 meses. Ali, também se encontrava preso Graciliano Ramos. Nise tornou-se uma das personagens de seu livro Memórias do Cárcere.

De 1936 a 1944, permaneceu com seu marido na semi-clandestinidade, afastada do serviço público por razões políticas. Durante seu afastamento fez uma profunda leitura reflexiva das obras de Spinoza, material publicado em seu livro Cartas a Spinoza em 1995. (FONTE: WIKIPÉDIA)



Resultado de imagem para imagens nise da silveira
GLÓRIA/NISE E PERSONAGENS (FOTO: DIVULGAÇÃO)




Vale a pena assistir ao filme Nise – O Coração da Loucura, dirigido por Roberto Berliner e estrelado por Glória Pires. O filme conta a história da psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999), que inovou o tratamento oferecido para as pessoas com problemas mentais e, em especial, para aquelas com esquizofrenia. Ela propôs e aplicou formas alternativas de cuidados, com base na arte, no afeto e no convívio com animais, em substituição a métodos agressivos e comparáveis à tortura. Na NETFLIX.


IMAGENS: JEAN-FRANÇOIS MILLET



Resultado de imagem para imagens Jean-Francois Millet
AS RESPINGADORAS


Resultado de imagem para imagens Jean-Francois Millet
PLANTADORES DE BATATAS


Resultado de imagem para imagens Jean-Francois Millet
DESCANSO DO MEIO-DIA


Resultado de imagem para imagens Jean-Francois Millet
CEIFEIROS DESCANSANDO


Resultado de imagem para imagens Jean-Francois Millet
ANGELUS


Resultado de imagem para imagens Jean-Francois Millet
O SEMEADOR


Resultado de imagem para imagens Jean-Francois Millet
MULHER AO RASTELO

***

Jean-François Millet (1814-1875), pintor francês realista do século XIX, criou em suas obras várias representações da vida no campo.

Os seus quadros mais conhecidos são O Angelus e As Respigadoras. A partir de 1849, Millet instala-se em Barbizon, perto da floresta de Fontainebleau. Lá, ele passava as manhãs cuidando do seu jardim; as tardes eram dedicadas à pintura.

Em suas obras, Millet queria mostrar ao mesmo tempo a rudeza e a nobreza do trabalho no campo. Ele representou muitas cenas da vida no campo sem as idealizar, ao contrário do que faziam os seus contemporâneos. Ele fazia no local os esboços que utilizava depois para compor os seus quadros.

(FONTE:acrilex.com.br)

VEJA TAMBÉM

Há 120 anos, nascia Di Cavalcanti. Para homenageá-lo, a Pinacoteca do Estado de São Paulo exibe a partir de sábado (02/09) a exposição No Subúrbio da Modernidade, que reúne mais de duzentas obras do autor, entre desenhos, ilustrações e pinturas.

Imagem representativa da obra


https://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/09/imagens-di-cavalcanti.html#comment-form

AS CHARGES DO DIA


Charge (Foto: Chico Caruso)
CHICO CARUSO
O GLOBO



AMARILDO - A GAZETA (ES)




Nenhum texto alternativo automático disponível.
SPONHOLZ



AROEIRA - O DIA


Charge do dia 03/09/2017
MIGUEL - JORNAL DO COMMERCIO (PE)


Charge (Foto: Antonio Lucena)
ANTÔNIO LUCENA - BLOG DO NOBLAT


DUKE - O TEMPO 

sábado, 2 de setembro de 2017

HORA DA VITROLA: LUPICÍNIO RODRIGUES. POR PAULINHO DA VIOLA E GILBERTO GIL


Resultado de imagem para imagens lupicínio rodrigues
LUPICÍNIO POR J. BOSCO


NERVOS DE AÇO
De Lupicínio Rodrigues
Com Paulinho da Viola


 
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor,
Ao lado de um tipo qualquer?

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço,
Que nem um pedaço do seu pode ser?

Há pessoas de nervos de aço,
Sem sangue nas veias e sem coração,
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação.

Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror.
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor.


ESSES MOÇOS
De Lupicínio Rodrigues
Com Gilberto Gil e Rildo Hora


 
Esses moços, pobres moços
Ah! Se soubessem o que eu sei
Não amavam, não passavam
Aquilo que já passei
Por meu olhos, por meus sonhos
Por meu sangue, tudo enfim
É que peço
A esses moços
Que acreditem em mim

Se eles julgam que há um lindo futuro
Só o amor nesta vida conduz
Saibam que deixam o céu por ser escuro
E vão ao inferno à procura de luz
Eu também tive nos meus belos dias
Essa mania e muito me custou
Pois só as mágoas que trago hoje em dia
E estas rugas o amor me deixou

Esses moços, pobres moços
Ah! Se soubessem o que eu sei
Não amavam, não passavam
Aquilo que já passei
Por meu olhos, por meus sonhos
Por meu sangue ,tudo enfim
É que peço
A esses moços
Que acreditem em mim

IMAGENS: CARYBÉ



Resultado de imagem para imagens obras carybé


Resultado de imagem para imagens obras carybé


Resultado de imagem para imagens obras carybé


Resultado de imagem para imagens obras carybé


Resultado de imagem para imagens obras carybé


Resultado de imagem para imagens obras carybé


Resultado de imagem para imagens obras carybé


Resultado de imagem para imagens obras carybé


***

O artista Hector Julio Páride Bernabó, mais conhecido como Carybé, nasceu no dia 7 de fevereiro de 1911 na cidade de Lanús, localizada na zona sul de Buenos Aires. Ele se tornaria famoso pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista.

Ele passou alguns anos na Itália, dos 6 meses aos 8 anos, partindo então para o território brasileiro, a princípio residindo no Rio de Janeiro, onde o pintor realizou seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes. Seu principal estilo se resume na pintura figurativa, a qual lembra a estética abstrata.

No solo carioca Hector ganhou o apelido que o consagraria como artista, pois no grupo de escoteiros do Clube do Flamengo que ele integrava cada um recebia a denominação de um peixe; coube a ele Carybé, que designava uma espécie de piranha. Para se destacar no campo artístico e se diferenciar do irmão, que tinha um nome similar e era igualmente artista plástico, ele assumiu este epíteto como pseudônimo.

Resultado de imagem para imagens obras carybé

De 1935 a 1936 ele atua ao lado do escritor argentino Julio Cortázar e trabalha como desenhista no jornal El Diário. Em função de seu trabalho ele é enviado para Salvador, em 1938, tornando-se um legítimo baiano a partir de 1950. Em 1957 ele finalmente se naturaliza brasileiro.

Sua primeira mostra coletiva ocorre em 1939, quando Carybé empreende uma parceria com o artista plástico Clemente Moreau, no Museu Municipal de Belas Artes de Buenos Aires. Em 1940 ele se torna o ilustrador da obra Macunaíma, de Mário de Andrade. Um ano depois o pintor empreende uma longa jornada pelo Uruguai, Brasil, Bolívia e Argentina, financiando esse ‘tour’ com a remuneração recebida por sua ilustração do Almanaque Esso.

Carybé estréia como tradutor em 1943, vertendo para o espanhol, em conjunto com Raul Brié, a obra Macunaíma, de Mário de Andrade. Neste mesmo ano ele conquista o Primeiro Prêmio da Câmara Argentina del Libro por sua ilustração do livro Juvenília, de Miguel Cané, ícone da literatura argentina.

Suas produções traduzem muito do espírito baiano, revelando o dia-a-dia deste povo, sua cultura popular, seu folclore. Em 1955 ele obtém o prêmio de melhor desenhista na III Bienal de São Paulo. Sua obra atinge o montante de cinco mil produções, dentre pinturas, desenhos, esculturas e delineamentos iniciais de alguns trabalhos. Suas ilustrações enriquecem publicações de famosos literatos, entre eles Jorge Amado e Gabriel García Márquez.

Em virtude de seus trabalhos voltados para a cultura afro-brasileira, enfocando seus ritos e orixás, principalmente em princípios dos anos 70, ele conquistou um importante título de honra do Candomblé, o obá de Xangô. Parte de sua produção encontra-se hoje no Museu Afro-Brasileiro de Salvador, englobando 27 painéis simbolizando os orixás baianos, produzidos em madeira de cedro. Carybé morreu de um ataque cardíaco no meio de uma sessão de candomblé, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, no dia 2 de outubro de 1997, em Salvador. (FONTE: Ana Lucia Santana - www.infoescola.com)

VEJA TAMBÉM:

Baile popular - 1972

Há 120 anos, nascia Di Cavalcanti. Para homenageá-lo, a Pinacoteca do Estado de São Paulo exibe a partir de sábado (02/09) a exposição No Subúrbio da Modernidade, que reúne mais de duzentas obras do autor, entre desenhos, ilustrações e pinturas.


https://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/09/imagens-di-cavalcanti.html#comment-form



AS CHARGES DO DIA




NANI

CLAYTON - O POVO (CE)




Charge (Foto: Chico Caruso)
CHICO CARUSO - O GLOBO



Charge (Foto: Antonio Lucena)
ANTÔNIO LUCENA - BLOG DO NOBLAT



Charge do dia 02/09/2017
MIGUEL - JORNAL DO COMMERCIO (PE)


ELVIS - AMAZONAS EM TEMPO


ZOP - CHARGE ON-LINE



Nenhum texto alternativo automático disponível.
SPONHOLZ

COLAGENS: MATTHIEU BOUREL



bourel-zupi-5





bourel-zupi-4



bourel-zupi-2


bourel-zupi-8



bourel-zupi-7


bourel-zupi-10

FONTE/FOTOS
www.zupi.com.br

***

Resultado de imagem para foto de matthieu bourel


As colagens surrealistas de Matthieu Bourel são criadas a partir de recortes de imagens antigas, que foram empilhados em camadas, resultando em novas composições.

Radicado em Berlim, o artista francês brinca com a percepção de seu espectador. Essas composições fotográficas na maioria das vezes em preto e branco, mas também são exploradas em obras coloridas. Inspirado no surrealismo clássico, com formas esculturais, ele cria múltiplas dimensões dentro de suas obras em 2D.

Sua arte fragmentada evoca a passagem do tempo. As fascinantes colagens de Bourel muitas vezes tem origem em retratos extraídos do cinema clássicos ou antigas fotografias retiradas de livros ou revistas antigas. (Fonte: www.zupi.com.br)

VEJA TAMBÉM

catenzaro-urso


Oi, vamos dar um rolê, visitar umas colagens do "curitiba"? (OS)


RAPIDÍSSIMAS

: POR QUE OLHAS PRA MIM? BATEU SAUDADE
NA MEDIDA
-- E aí, Juvenal: está bebendo muito?
-- Não. Apenas o necessário.

PESSOAS?
Da maioria absoluta desgosto profundamente. Pela minoria absoluta, tenho afeto. Na dúvida, durmo com o cão que já não tenho. Saudade do Guga.

ESFORÇO IMPRODUTIVO
Sempre tentou, por necessidade, fazer mais do que podia. Questão de sobrevivência. Quase nunca deu certo. Oremos.

MENOS MAL
Diz o senso comum: “o peixe morre pela boca”. Morrer pelos fundos deve ser trágico.

SIMILITUDES
Hoje é assim: casamento e microempresa têm tudo a ver: acabam logo.

INCAPACIDADES
-- Querida: nunca menti para você. Não é má vontade minha. Coisas práticas me atrapalham demais. Por falta de grana, não fiz o Jardim da Infância. Se me entende... Chame o eletricista para trocar a lâmpada.

SÁBIA, SABIÁ
Por mais que teus pios me irritem, a falta deles me enche de saudade.

O ESCRITOR
Achou que ia estourar no norte; o sul lhe deu pé na bunda.

(OS - Atualizado em setembro de 2017)


POLÍTICA/OPINIÃO: J.R.GUZZO

Resultado de imagem para caricatura de Rodrigo Janot
JANOT/ILUSTRAÇÃO: CLAYTON - O POVO (CE)

LIVRO DOS MISTÉRIOS

Teremos direito, mas só no futuro, a revelações de Rodrigo Janot
sobre a bomba que colocou em cima da mesa quatro meses atrás
e que até agora não explodiu

Por J.R. Guzzo
Blog Fatos
01/09/2017 – 18h45

O procurador-geral Rodrigo Janot, que está para ser substituído nos próximos dias, anunciou que vai escrever nada menos que dois livros sobre a sua passagem pelo cargo. Nessa ocasião revelará, segundo promete, pormenores inéditos daquela que parece ser a maior realização de sua vida: a doação, em caráter perpétuo, de um perdão para os mais de 200 crimes confessados pelo empresário Joesley Batista, em troca de uma delação termonuclear que acabaria com o governo Michel Temer.

A declaração desperta de imediato algumas curiosidades. A primeira pergunta que vem à mente é: por que dois livros? Tudo isso? Dante Alighieri precisou de um livro só para escrever a Divina Comédia – será que o procurador-geral tem mais coisas a dizer que ele? Uma segunda pergunta: por que o procurador-geral acha que sua passagem pela função merece ser contada em dois livros inteiros, ou mesmo num livro só? Obviamente, a liberdade de expressão lhe dá o direito de escrever quantos livros quiser, e sobre os assuntos que quiser. Ninguém tem nada a ver com isso. Mas obras de próprio punho por parte de altas autoridades se dividem em apenas dois tipos: as que são mortalmente chatas, e mal conseguem ser lidas pela própria família do autor, ou as que prometem segredos de Estado capazes de abalar o movimento de translação da Terra e que, quando vai se ler, acabam por não entregar nada. Em ambos os casos, são o que há em matéria de coisa inútil.

Janot informou, ao anunciar sua futura obra, que se sentiu obrigado a registrar por escrito os eventos de sua passagem pelo cargo. “Devo isso à sociedade brasileira”, disse ele. Vem, então, uma terceira pergunta: por que, com todo o respeito, o procurador-geral acha que a sociedade brasileira se sente credora das suas memórias? Alguém lhe cobrou alguma coisa? Quanta gente estaria realmente interessada nesse assunto? E se está devendo, por que já não pagou? Enfim, uma quarta e última pergunta, talvez necessária para esclarecer melhor a terceira: por que o procurador não revela agora, enquanto está no cargo, as “coisas” que promete revelar no livro? Se são importantes e baseadas em provas, é sua obrigação apresentar todas elas agora. Se não são uma coisa nem outra, então o que adianta contá-las depois?

A COLUNA DO CLÓVIS



A FEIRA DE CARUARU

(Por Clóvis Campêlo) Comecemos pela Wikipédia: “A Feira de Caruaru é um importante mercado ao ar livre da cidade brasileira de Caruaru em Pernambuco. Na feira são vendidos produtos das mais variadas naturezas, desde frutas, verduras, cereais, ervas medicinais, carnes, bem como produtos manufaturados como roupas, calçados, bolsas, panelas e outros utensílios para cozinha, móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos e importados. Considerada uma das maiores feiras ao ar livre do país, a Feira de Caruaru atrai pessoas de todo o Nordeste brasileiro. A feira foi considerada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial do Brasil”.

Segundo o site do Iphan, “a Feira surgiu em uma fazenda localizada em um dos caminhos do gado, entre o sertão e a zona canavieira, onde pousavam vaqueiros, tropeiros e mascates. No final do século XVIII, foi construída nesse local a capela de Nossa Senhora da Conceição que ampliou a convergência social e fortaleceu as relações de trocas comerciais no local. Assim, a feira cresceu com a cidade e se tornou um dos principais motores do seu desenvolvimento social e econômico”.

Ainda segundo o Iphan, “essa enorme feira livre, frequentada por milhares de pessoas que compram carne, frutas, verduras, cereais, flores, raízes e ervas, panelas e outros utensílios de barro, calçados, vestuário, ferramentas, móveis e eletrodomésticos usados, e ferro velho. Há espaço do artesanato ou Feira dos Artistas onde são vendidas peças de barro, madeira, pedra, metal, palha, coco, cordas, couro, tecidos, bordados e lã, além de muitos outros materiais. Barracas vendem comidas típicas (sarapatel, buchada, cuscuz, macaxeira, carne de bode, de sol, mungunzá, xerém e coalhada, entre outras) enquanto poetas e repentistas mostram seus versos”.


Essa diversidade tamanha inspirou o compositor Onildo Almeida a compor música homônima, gravada por ele sem muita repercussão em 1956, e transformada em sucesso nacional no ano seguinte, na voz de Luiz Gonzaga.

Segundo o Diário do Nordeste, em texto de Fernando Maia, “os versos do compositor caruaruense são a síntese do que representa para os nordestinos essa autêntica realização popular. Não há qualquer exagero de que ali tem de tudo. Localizada no Parque 18 de Maio – data da emancipação política da cidade – ocupa uma área de 43 hectares, sem contar com mais de 15 hectares que são destinados para o estacionamento de ônibus, caminhões, vans e veículos particulares, que chegam todos os dias de várias localidades do Nordeste”.

Segundo o site G1, da Globo, em matéria de Joalline Nascimento, “A música ‘A Feira de Caruaru’ foi apresentada pela primeira vez ao público na extinta Rádio Difusora, onde Onildo trabalhava. Ele estava operando um programa em um dia de domingo quando aproveitou para melhorar a letra. "Enquanto eu lia a música, Rui Cabral, que animava o programa, chegou. Ele perguntou o que era e eu disse que era uma música. Ele disse: 'Com essas bugigangas todas?' Falei que sim e ele me pediu para cantar", recorda o compositor”.

Ainda segunda a mesma matéria, “o rei do baião estava em Caruaru no ano de 1957 quando ouviu a música pela primeira vez. Onildo ainda não conhecia Gonzaga. "Eu conheci ele quando perguntou se a música era minha e me pediu para gravar. Claro que eu deixei". No mesmo ano, Luiz Gonzaga pediu para que Onildo fizesse uma letra em comemoração ao centenário de Caruaru. Foi quando ele compôs "Capital do Agreste". As duas músicas fizeram parte de um mesmo disco do rei do baião”.