quarta-feira, 1 de abril de 2015

CHARGES: DIRETO DA "BESTA"




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TENÓRIO – CHARGE ONLINE


ATRÁS DO JORNAL DA BESTA FUBANA 
SÓ NÂO VAI QUEM JÁ MORREU


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AMARILDO – A GAZETA

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PATER – A TRIBUNA


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DUKE – SUPER NOTÍCIA

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MARIOSAN – O POPULAR





ZELITO E ISOLDA

www.publicdomainpictures.net

Isolda e Zelito foram casados – no civil e religioso, se orgulhavam disso barbaramente – por exatos 35 anos. E não tomem os “exatos” por força de expressão. Isolda foi-se dessa para onde ninguém sabe em 31 de março de 2012, mesmo dia em que, há três décadas e meia se casara com Zelito, virgem da silva, orgulho da família.

Isolda morreu de morte atropelada, como a saudosa Iracema de Adoniram, no dia de seus anos. Quem mandou atravessar a rua na contramão? Não foi por falta de aviso de Zelito.  

Isolda e Zelito foram felizes a seu modo. Tiveram filhos, criaram filhos. Pagaram todas contas miúdas. Levaram juntos netinhos para passear.

Mas Zelito não passou um mísero dia sem lembrar da prima que morava duas quadras abaixo. Paixão de toda vida.

Isolda, por mais que dissimulasse, guardava um segredo que Zelito nunca conseguiu decifrar. Casamentos também são feitos de mistérios.

Passada a missa dos 30 dias, Zelito deu um chega para lá na discrição e partiu para cima da prima com uma lábia até então insuspeita. Afinal, raciocinava o recém-viúvo: “Se ela saiu com cada tipo, porque não sairia comigo, homem de posses razoáveis?”

Passaram a morar juntos.

O sonho de Zelito foi para o inferno. Embora não dissesse nada a ninguém, discreto que sempre foi,  ele falava para si mesmo: “Que mau hálito! Que secura!”

A prima, agora cônjuge, não era tão discreta assim: “Não bastasse ser pequeno, não funciona! Nunca vi inutilidade assim”., costumava "confidenciar" à manicure.

A campa de Isolda passou a receber flores todos os dias. Era a mais florida e conservada do cemitério.

A prima de Zelito dava de ombros.




COISAS DA VIDA


(Por Violante Pimentel) Há muitos anos, um conhecido advogado e professor  de Direito de Natal, Dr. Otávio Silva, foi vítima de uma grosseira brincadeira, por parte de alguns amigos. Muito católico, casado e com 12 filhos, só tinha olhos para a sua família. Jamais admitiu a infidelidade conjugal. Era o chamado homem “ferrolho”, e disso tinha orgulho. Achava que o sexo tinha como finalidade precípua a reprodução da espécie. Tudo para ele era pecado, inclusive evitar filhos. 

Numa sexta-feira, o Dr. Otávio foi convidado pelos colegas de escritório para participar de um almoço em comemoração ao aniversário de um deles, Dr. Geraldo. Por delicadeza, aceitou o convite. Avisou à esposa que não o esperasse para almoçar, e do escritório ele e os colegas foram diretamente para um tradicional restaurante da cidade, a "Peixada da Comadre". Saborearam um lauto almoço, acompanhado de vinho branco da melhor qualidade, não faltando sobremesas, café e licor. Foi uma tarde maravilhosa, com papo descontraído, onde foram postos em dia assuntos amenos, deixando-se de fora os problemas jurídicos do escritório. Ao saírem do restaurante, os advogados estavam bastante eufóricos, pelo excesso de vinho que haviam tomado, embora outros, como o Dr. Otávio, só tivessem bebido refrigerante e água de coco. 


Violante Pimentel é procuradora aposentada
 do Estado do Rio Grande do Norte

Dr. Geraldo, o aniversariante, era divorciado, e tinha liberdade para fazer o que bem quisesse. Ainda no restaurante, enquanto Dr. Otávio foi ao banheiro, ele, por brincadeira, combinou com os amigos para saírem dali para o Bordel de Maria Boa, levando o respeitável causídico, sem que ele percebesse. Para isso, teriam que distraí-lo com conversas e piadas, até chegarem ao cabaré. E foi assim que os dois carros entraram no estacionamento do bordel, que era protegido por um muro muito alto. Na certeza de que os amigos o estavam levando para ouvir um grupo de chorinho em um bar, o antigo advogado se surpreendeu quando a turma adentrou o salão principal, onde se encontravam algumas mulheres muito produzidas, bebendo e ouvindo música em uma antiga radiola, na companhia de alguns homens.

De repente, a mais bonita das moças, muito alta e elegante, a mandado de um desses amigos, aproximou-se do Dr. Otávio, insinuando-se com o seu decote exagerado, e fazendo-lhe galanteios picantes. Ao perceber a total indiferença do suposto cliente, a mulher disfarçou o seu desapontamento e se afastou do salão principal.

O antigo advogado, que há quarenta anos vivia para a esposa e seus doze filhos, muito nervoso, percebeu que não estava num ambiente familiar. Contrariado, perguntou ao aniversariante:

- Geraldo, responda, por favor: Aquela mulher é rapariga, é? É rapariga?

E o aniversariante, muito brincalhão, respondeu, com ênfase, tentando tranquilizar o antigo advogado:

- Juro que não, Otávio!!! Aquela mulher é uma Santa!!! Ela é uma Santa!!!

Dr. Otávio nunca perdoou essa brincadeira...




terça-feira, 31 de março de 2015

HORA DA VITROLA: FAGNER

FAGNER MUSICOU TRADUZIR-SE,
DE FERREIRA LUGAR





RAPIDÍSSIMAS (LXXIV)

skrachusquo.com

TPM
-- Vai largar a mulher só por causa de três dias por mês?
-- Não. É que, além da mulher, tenho cinco filhas, todas reguladas e com “períodos” diferentes.

SOGRAS
Nunca soube por que são tão execradas. Elas sabem.

ÚNICO DESEJO
O sonho nada secreto dos canalhas é tentar desqualificar quem a eles se opõe. 

DESTINO
-- Querido: idade não traz sabedoria a ninguém. Quem viveu como burro será internado como asno. Conforme-se.

JANTAR
-- Pare de bufar. Os convidados estão chegando. Eles não são maus. São apenas chatos.
-- E você acha isso pouco?

AMIGA DA ONÇA
-- Parabéns. Depois de três meses de regime severo, Jurema, já dá para perceber que seu nariz está afinando.

PAPO DE BAR
Ali, todo mundo tem solução para tudo, menos para os próprios problemas.

DA VIRADA
Aquela velha senhora continua entregando de graça o que ninguém mais quer.


CHARGES: DIRETO DA "BESTA"



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SPONHOLZ – JBF

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MYRRIA – A CRÍTICA




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NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

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JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO


migueljc

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO



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SID – CHARGE ONLINE


ATRÁS DO JORNAL DA BESTA FUBANA 
SÓ NÂO VAI QUEM JÁ MORREU



NÚBIA NONATO

pensandoemfamília.com.br
MAIS UM DIA

Mal me espreguiço e já sigo.
Abro a porta ainda descalça
percebo a paisagem embaçada
volto para pegar meus óculos.
Num momento fugaz ouço
o silêncio a minha volta, mas
é rápido, já foi.
Um passarinho de bico vermelho
cisca entre as plantas, levanta
a cabecinha atento, repara
e volta a ciscar.
Uma borboleta preta com detalhes
amarelos passa perto do meu
rosto, já me acostumei com essas
investidas.
Olho para as janelas ainda fechadas
ouvindo o teleco teleco do trem 
na estação.
Estico meu corpo reajuntando os
ossos que estalam na medida.
Prece concebida, realinho-me
na esperança de chegar ao final
de mais um dia.






O FREVO DE RUA


O frevo é pernambucano e nasceu pelas ruas do Recife, misturando polca, dobrados, maxixes, tangos e quadrilhas.

O frevo é pernambucano e degenerou-se a partir das bandas marciais que existiam no Recife no século XIX.

O frevo é pernambucano e teve a sua paternidade concebida pela banda do 4º Batalhão de Artilharia, o Quarto, e pela banda da Guarda Nacional, a Espanha de Pedro Garrido.

O frevo é pernambucano e na sua concepção despretensiosa e natural ousou misturar a dança e a música.

O frevo é eminetemente urbano.

Quem diz isso não sou eu. São vários pesquisadores, pernambucanos ou não. Entre eles, José Ramos Tinhorão.

No frevo, os dobrados desdobraram-se e foram sendo acelerados. Primeiro, os passos dos capoeiristas que acompanhavam as bandas e disputavam os espaços das ruas. Depois, as notas musicais, mais rápidas, mais curtas e mais altas. O frevo tomava corpo e forma. O frevo mostrava a alma.

O frevo sempre foi do povo. Primeiro do lumpen que acompanhava as orquestras. Depois, dos trabalhadores urbanos mais organizados.


CLÓVIS CAMPÊLO


Acompanhemos Tinhorão:

"Até o início do século XX, as marchas que começavam a ser frevos, antes mesmo do aparecimento desse nome, ainda não possuíam o caráter explosivo que o frevo de rua adotaria posteriormente. Quando, porém, a partir do início do século, são rompidas as relações urbanas algo feudais do Recife pela presença das indústrias têxtil e açucareira, e a cidade se enche de novas camadas de trabalhadores procedentes da zona rural, dissociados das tradições locais, esses moradores de mocambos da zona alagada permitem o advento do frevo de rua estritamente orquestral, destinado pura e simplesmente à cega libertação de energia dos pés-de-poeira.

Para a música produzida pelas fanfarras em suas passeatas carnavalescas isso queria dizer que não havia mais qualquer compromisso com o repertório ora marcial, ora foclórico herdado do século XIX, e os metais podiam enfim explodir em colcheias e semicolcheias nas introduções que desenhavam uma melodia marcada por síncopas, enquanto o ritmo, desprezando as medidas de tempo, produzia a ginga visivelmente inspirada nas desarticulações do corpo dos dançarinos entregues à loucura do passo."

Ou seja, o povo criou o frevo e o povo o libertou das amarras iniciais. O frevo sempre foi do povo. E, passo a passo, a liberdade do passo foi sendo inventada, ordenada e consentida. O frevo sempre foi liberdade.

Falo do frevo de rua, é claro, e dentro das concepções do crítico e estudioso paulista. As opiniões de Tinhorão estão no livro Pequena história da música popular (Ed. Vozes, Petrópolis, 1974, pág. 137/146). São interessantes e polêmicas quando trata de analisar as outras modalidades do frevo (frevo-canção e frevo-de-bloco)...

Portanto, agora, quando novamente se aproxima o carnaval, vale a pena lembrarmos do ritmo autenticamente pernambucano.

Por enquanto, porém, falemos da invenção e das evoluções do frevo de rua, o frevo que encantou Tinhorão.

O resto virá depois. (CC)




segunda-feira, 30 de março de 2015

OS PINTOS DO DEPUTADO

CÁ ENTRE NÓS: DAVI DERRUBA QUALQUER MÉDIA


Pelo título pode não parecer, mas o texto é sério. Tão sério e casto que pode ser lido para toda família, logo após o jantar, pela vovó puritana.

O fato é o seguinte: nos últimos dias, a imprensa divulgou pesquisa feita por renomada entidade britânica com mais de 15 mil homens, para descobrir o que seria o tamanho médio do pênis (ereto) – algo que inferniza meninos, adolescentes, adultos e maduros de todo o mundo. Só não perturbam mais os velhos de todo o mundo, porque esses já nem sabem a serventia do penduricalho. É mais um estorvo que, com o passar dos tempos, somos obrigados a carregar.

Anos atrás, prestava serviço para um deputado. Não era seu assessor de imprensa, coisa que à época, início de 2000, já não tinha mais paciência para ser. Minha função era escrever artigos em seu nome e divulgá-los. Embora fosse do ramo, ele não tinha paciência para me dizer o que queria dizer (talvez não tivesse o que dizer), menos ainda para ler o que eu escrevia em seu nome. A parceria deu certo. Ele dizia acreditar no meu “taco”, que eu era isso, era aquilo, que eu era tudo de bom. Mas eu vivia sobressaltado, insistia com sua secretária, para que ele corresse ao menos os olhos naquilo que, para todos os efeitos, era obra de sua autoria. Até porque não sou e nunca fui médium. Esforço em vão. O homem não estava nem aí, tinha outras preocupações. Lucrativas.

Às segundas-feiras, tinha que enviar dois artigos diferentes (em nome dele, claro) para alguns jornais do interior. Desgraça das desgraças, naquela segunda, não tinha uma mísera ideia. As duas principais revistas semanais traziam em suas capas duas matérias sobre inutilidades. Uma delas tratava sobre pesquisa mundial sobre o tamanho médio do pênis. Dizia que nós, brasileiros, tínhamos pequena vantagem, coisa de meio centímetro, em relação à média mundial. A outra revista tratava de inutilidade afim. Não me lembro o assunto, mas também o bravo povo brasileiro levava vantagem.

Resolvi escrever sobre aquilo. O título, irônico, era mais ou menos assim: BRASIL 2 X O MUNDO (em homenagem a Osvald de Andrade). Fiz artigo sério, mostrando que tudo aquilo era bobagem, que a gente precisava se destacar em coisas importantes, como saúde, educação, segurança etc. Por via das dúvidas, insisti com a secretária para que o deputado lesse o texto antes de ser publicado. Mais uma vez, em vão. Dias depois, ele me ligou puto da vida:

-- Que diabos! Você quer acabar com minha carreira? Um desafeto publicou no site dele fotos minhas com a boca pintada de vermelho, tiara na cabeça... E com perguntas assim: “Dá para votar num deputado que, em vez de trabalhar pelo povo, está preocupado com o tamanho do pinto alheio?” Maldita hora em que confiei em você.


Inútil argumentar. Meia hora depois, ele já não se lembrava mais do assunto. Ocupado que estava com lucros eleitorais. Não perdi o contrato, ele perdeu a eleição. Mas – disso ele sabe – não foi por conta do tamanho do pinto de seu ninguém.

FRASES: GENTIL CARDOSO


FRASES
GENTIL CARDOSO

Ilustração: o fino da bola


Daqui pra frente, quero todo mundo indo pra cima e chutando a bola
 pra dentro da área de qualquer ângulo.
 Sabe como é: contra time pequeno, bola na bunda é pênalti.

***
A bola é de couro, o couro vem da vaca, a vaca gosta de grama,
então joga rasteiro, meu filho.

***
Quem se desloca recebe, quem pede tem preferência.

***
O craque trata a bola de você, não de excelência.

***
* "Estou com o povo e quem está com o povo não perde o poder"
(Ao comemorar o título de campeão carioca pelo Vasco, em 1952. 

Foi demitido ainda no vestiário).
***

Dêem-me Ademir, que eu lhes darei o campeonato.
***

“Só me chamam pra enterro, 
ninguém me convida pra comer bolo de noiva.”
(Gentil era sempre chamado pra treinar times em crise)



(O pernambucano Gentil Cardoso (1906 – 1970) só não fez chover: treinou times como o Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense, Bangu, Bonsucesso, Ponte Preta, Corinthians, Santa Cruz, Sport e Náutico, entre outros, além da seleção brasileira. Foi campeão estadual pelas três equipes da capital pernambucana. Usava um megafone nos treinamentos.)