terça-feira, 19 de janeiro de 2016

CHARGES: DIRETO DA "BESTA"

JORNAL DA BESTA FUBANA
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SPONHOLZ -JBF



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MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)



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ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO



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THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE



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NICOLIELO – JORNAL DE BAURU


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DUKE – O TEMPO (MG)


                                    nani      
                  NANI – CHARGE ONLINE
   



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NANI – CHARGE ONLINE




QUASE HISTÓRIAS


A VOLTA

Não é especialista em Cecília Meireles, mas gosta muito de alguns de seus poemas, em especial daquele, Lua adversa, que traz os seguintes versos: “Tenho fases como a lua, fases de andar escondida, fases de vir para a rua...” Identifica-se com isso. No dia em que conheceu esses versos, disse para si mesma: “Sou eu”.

Está na fase “de andar escondida”. Aproveita o tempo para ler, ouvir música, assistir a seus filmes prediletos, escrever algumas coisas. Pouco sai de casa. De pronto – ainda que polidamente –, dispensa convites para quaisquer tipos de eventos sociais. Mais de duas pessoas reunidas lhe parecem multidão. E, nesses tempos, tudo o que ela não quer é multidão.

Fica irritada quando não entendem seu querer, quando querem arrancá-la de casa à força. Que diabos! Quem ama não coage, quem ama respeita as fases da lua! Não compreendem que ficar sozinha não é necessariamente sinônimo de depressão?

Nessas fases “de andar escondida”, apenas uma pergunta a atormenta: “Quando virá novamente a fase de ir para a rua?” (OS)



NÚBIA NONATO

 
www.colegioweb.com.br


POÇO

Penso no poço,
no lodo que
assenta, no
limo que
esconde,
na pedra
que escora.
Penso no poço
cuja água reflete
teu sorriso, mas
disfarça a miséria
que te rodeia.
Penso no poço,
penso no eco
de teu nome.
Penso no poço
que abriga tua
alma e no laço
que flutua.
Lacrei o poço.
Venero apenas
o reflexo que
roubei quando
sorrias. (NN)



CLÓVIS CAMPÊLO

VIDA DE CACHORRO


Campêlo e Romeu pelas ruas de Boa Viagem


O meu amigo Renato Rodrigues reclama, com razão, que as ruas do bairro da Boa Viagem estão infestadas de fezes de cachorro. Nem todos os cachorreiros têm a consciência de que devem limpar o cocô dos seus animais. E, como se não já bastassem os esgotos estourados, Boa Viagem é só excrementos.

Embora não crie nenhum desses bichos, todos os dias costumo passear com Romeu, o cachorro maltês de Pedro, o meu neto. Já criamos uma rotina que é por ele cumprida com muita alegria. Afinal, ninguém gosta de viver trancado o dia inteiro dentro de um apartamento.

Nesses passeios, Romeu satisfaz as suas necessidades diárias e se desestressa no contato com outros cães. É impressionante como cada vez mais as pessoas dividem a existência com esses animais, pequenos ou grandes e nem sempre dóceis. Existe hoje um verdadeiro comércio que gira em torno dessas criações. Produtos criados especificamente para o consumo dos cães, e que vão de rações, passam por biscoitos, roupas e até cervejas e refrigerantes. Também já estão no mercado planos de saúde e funerários para cães e outros animais, hospitais veterinários e lojas pet shop cada vez maiores e mais completas. Incrível e impressionante como o sistema sempre encontra novos guinchos para se expandir e lucrar.

Voltando a Romeu, porém, nem sempre esses passeios são amistosos e pacíficos. Algumas vezes, por razões que a própria razão desconhece, os animais se estranham e se agridem. Foi o que aconteceu no encontro entre Romeu e Jean Pierre, um cão da raça basset, no calçadão de Boa Viagem, que se engalfinharam numa briga feroz. Depois da rusga, a jovem senhora proprietária do cãozinho cuja raça é oriunda da França, o repreendeu com severidade. Não me pareceu, no entanto, que Jean Pierre tivesse compreendido a bronca, muito mais interessado que estava em continuar a briga com Romeu. Coisa de cachorros, imagino.

Já noutro dia, encontro com Paulo e seu cãozinho, John Lennon, esse sim, muito mais amistoso. Deram-se bem, ele e Romeu. E descubro que Paulo, assim como eu, também é beatlemaníaco. Estava com uma camiseta que fazia referência aos shows de Paul McCartney no Recife, em 2012. Como ambos fomos aos shows, conversamos sobre isso: a excelente qualidade dos músicos que acompanhavam o velho Maca naquela ocasião; a boa forma do velhinho roqueiro, após três horas de show sob o intenso calor recifense, com o qual, com certeza, ela não estaria acostumado; a sua presença de palco e a sua empatia com o público, numa demonstração evidente de que aquela é realmente é a sua praia. Descubro que Paulo mora na mesma rua em que eu moro, e percebo que aquela pode ser uma nova amizade que está se iniciando, alimentada pela paixão pelos Beatles e pelo amor aos nossos cachorros. Coisa de urbanóides, com certeza.

Em janeiro, eu e o cachorro vamos nos separar. Meu neto vai morar em João Pessoa e Romeu o acompanhará. Talvez eu venha a arrumar outro companheiro para os passeios diários. Gostaria que fosse um cão preto, talvez até um vira-latas. Vou chamá-lo de Tubarão.


Recife, dezembro 2015

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A ARTE DE SIMONE GRECCO



NOSSO TIME - Pedra mineira (2010)


NOSSA FAMÍLIA - Pedra mineira (2010)


MÃE E FILHA (2010)


LU E BOLINHA (2010)


FILMANDO REX - Escultura de parede
Pedra mineira (2010)


BUDA - Pedra mineira (2009)


SÃO FRANCISCO (2009)



Formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1972)
 e com diversos cursos de especialização nos Estados Unidos, 
Simone Grecco é uma artista plástica, cuja obra a todos encanta. 
No Brasil e no exterior.
Para entrar em contato com Simone Grecco
mestre em esculturas em arame, acesse

CHARGES: DIRETO DA "BESTA"

JORNAL DA BESTA FUBANA


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CLAYTON – O POVO (CE)




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CHICO CARUSO – O GLOBO


clayton
CLAYTON – O POVO (CE)


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LUSCAR – CHARGE ONLINE



nani
                                                                  NANI – CHARGE ONLINE



clayton
CLAYTON – O POVO (CE)



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IOTTI – ZERO HORA (RS)


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DUKE – O TEMPO (MG)


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AROEIRA – O DIA (RJ)




RAPIDÍSSIMAS


COCORICÓ

No frigir dos ovos, estavam todos em frangalhos.

FESTANÇA

Há pessoas que só vão a festas para ter assunto nos dias seguintes.

TENÊNCIA

Perseverar é necessário mesmo – desde que seja na trilha certa.

MELHOR IDADE

Eis uma expressão estúpida. Jamais trocaria a virilidade dos trinta anos pela “experiência” que não me serve para nada.

SAUDOSISMO

Para muitos, o passado é que era bom. Pura bobagem. A memória, além de seletiva, costuma ser curta.

OTIMISTAS

Os incorrigíveis são os piores.

BALANÇO

Depois de certa idade, viver é acumular perdas.


O CANTO DE VÓLIA


À HORA DA ESTRELA

Encontro-me comigo
À hora da estrela.
E um sem número de verdades
Desfilam diante de um eu atônito.

Deparo-me com minha geografia
Cada pedaço de mim tem uma história,
Cada expressão tem algo a dizer,
Cada ruga do rosto tem um fato a contar...

Encontro-me com meus fantasmas
À hora da estrela.
E um sem-número de vultos
Desfilam diante de um eu nostálgico.

Deparo-me com rostos amados,
E também com faces que prefiro esquecer.
Vultos, sombras desconhecidas...
Rostos que amo, que amei,
Por alguns muito chorei...
Desfilam diante de mim
Em uma cornucópia de lembranças de vida.

Encontro-me com meus sonhos
À hora da estrela...
E um sem-número de emoções
Assalta-me o peito...

Tanta coisa que sonho, que sonhei...
Projetos que idealizei, realizei,
Sonhos que ficaram pela estrada...
Talvez um dia, talvez mais tarde, talvez nunca...

Encontro-me com o tempo
À hora da estrela.
E o tempo zomba de mim
Porque passo por ele desfiando
A minha efemeridade,      
Diante da sua eternidade

Eu rio também do tempo,
Pois as minhas rugas e cicatrizes,
Falam de histórias de vida,
Tristes ou felizes.

Eu conto ao tempo que muito vivi,
Que muito ri e chorei,
Que a muitos eu amo e amei.
Ele fica sozinho na eternidade
E eu caminho seguindo

Com meus sonhos e saudades
E, por onde passo, deixo
Inesquecíveis lembranças
Da minha suave efemeridade.

16/12/2015

Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana,
 engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica.. 
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
e Onde As Paralelas Se Encontram (Romance). 

domingo, 17 de janeiro de 2016

OS PQPs DA SEMANA




Como definir os idiotas do MPL – Movimento Passe Livre? Trabalhadores não são. Se “estudam”, mais cabulam aulas que aprendem. Quem divide o mesmo espaço com marginais (black blocs) o que é, ladrão de mulher? Em 2016, a Prefeitura deve gastar cerca de R$ 2 bilhões com subsídios ao transporte. A saúde vai bem, como se sabe, não é? Tarifa zero? Parem de beber, fumar e cheirar. 

***

Até quando vamos ignorar o inestimável valor de Aloysio Mercadante – ex-líder dos “aloprados”? O ministro (polivalente) da Educação conseguiu um belo feito: em 2015, “apenas” 53 mil estudantes tiraram zero na prova de redação do ENEM. No ano anterior, 529 mil zeraram. A mágica? Mudanças na metodologia do cálculo das notas zero. A melhoria no ensino fica para depois, que ninguém é de ferro. 

***

Estamos no pior dos mundos, não há saída à vista, ao menos no curto prazo. O desgoverno petista agradece aos céus, todo dia, pela oposição indigente que tem. Essa, por sua vez, não sabe como agir ante um governo tão corrupto, incompetente e mentiroso como o atual. Quem paga a conta desse pacto de mediocridade? Nós, ora bolas. 

***


Temos cara de imbecis. Só pode ser isso. Dilma sancionou, no dia 14 de janeiro, sem vetos, a lei orçamentária de 2016. Da peça de ficção, constam R$ 10,15 bilhões de receitas provenientes da cobrança do CPMF – imposto que ainda não foi (se é que será) aprovado por deputados e senadores em pleno ano eleitoral. Ou seja: governo e parlamentares fingem contar com o ovo no fiofó da galinha. Como confiar nessa gente? 

***

O Movimento Passe Livre talvez seja a única “escola de samba” cuja comissão de frente desfila mascarada, com a retaguarda dos black blocs. 

*** 

Quem suporta a ladainha entoada por políticos flagrados com as quatro patas nos cofres públicos? Dizem que têm a consciência tranqüila, que estão à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos, que acreditam na Justiça etc. Criticam o “vazamento seletivo” de informações confidenciais, mas não as questionam. Além de ladrões, são cínicos. Bandidos em dose dupla. 

***

Dilma gaba-se de ter uma vida íntegra, de nunca ter-se apoderado de dinheiro público em benefício próprio. Pode ser, pode não ser. As investigações dirão. Não se pode afirmar o mesmo da corja que a acompanha. Muitos dos seus parceiros estão mais enlameados que burro no brejo. Vários deles foram por ela nomeados ministros ou são seus parceiros políticos. Omissão e conivência são crimes. Ou não? 

***

No passado, Dilma fez parte de um grupo que defendia a luta armada em prol da ditadura do proletariado. Os desvairados roubaram um cofre de Adhemar de Barros – notório larápio que governou São Paulo. O dinheiro era fruto da corrupção, ou seja, fora roubado do povo. Como Dilma não se cansa de dizer que é pessoa proba, a conclusão só pode ser uma: ela é adepta do dito “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”. 





quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

TATICO, O HUMILHADO


Quem diria? Quem diria? Depois de anos, Tatico, que nunca teve boca para falar mal de seu ninguém, homem que nunca disse palavrão na frente de mulheres, sujeito pra lá de recatado, tomou dois conhaques, empanturrou-se, dormiu um baita pesadelo de feijoada.  

Quem diria? Quem diria? O que não fazem dois conhaques? Na verdade, quatro. Escondido da mulher, Tatico tomara outros em casa. 

Tatico, que nunca fora disso, dormiu pelado, acordou pelado. Sono da tarde, sono pesado, sono de feijoada. Desatento, esqueceu que era dia da diarista. Rosinha na manicure, E pelado foi até a cozinha, ávido por um copo de água gelada. A diarista berrou:

-- Que diabo é isso? O senhor perdeu a vergonha, seu Tatico?

O conhaque fazia efeito, Tatico, sempre humilde, ficou valente, bateu de prima:

-- Vai me dizer que nunca viu nada menor que isso?

O tiro saiu pela culatra. A diarista foi implacável:

-- Não. não mesmo, seu Tatico. Ninguém é obrigada a ver uma porcaria dessas.

Tatico pediu à diarista que ela o desculpasse e pelo amor de Deus não dissesse nada à sua mulher. Afinal, o casamento deles vai de mal a pior. Antes de voltar para o quarto, Tatico entornou mais duas doses, reiterou o pedido de desculpas e fez com que ela jurasse que faria boca de siri. 

Ela prometeu silêncio absoluto, mas lhe deu um conselho:

-- Agora, vá logo para o quarto, sua mulher está chegando... Seu Tatico, o senhor precisa se cuidar, como é que vai se apresentar por aí com uma coisinha tão pequena?  (OS - maio/2015)