sexta-feira, 3 de abril de 2015



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LUSCAR – CHARGE ONLINE


ATRÁS DO JORNAL DA BESTA FUBANA 
SÓ NÂO VAI QUEM JÁ MORREU



AUTO_cicero

CÍCERO – CORREIO BRAZILIENSE



clayton

CLAYTON – O POVO


CDP

SPONHOLZ – JBF


AUTO_son

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

AUTO_genildo

GENILDO – CHARGE ONLINE



RAPIDÍSSIMAS (LXXVI)


www.tumblir.com

SEM CULPAS
Há coisas que não são para a gente. Paciência.

O PAGADOR DE CONTAS
Passou a vida fazendo isso, como todos que prestam fazem. Começou a desmilinguir quando não pode mais fazê-lo.

VOCÊ JAMAIS SERÁ UM DELLES
Nem eu. Ainda bem.

QUARTA DE CINZAS
-- Quinze minutos com você, querido, é uma eternidade.

GENTE PÚBLICA
Um candidato a cargo legislativo, quando e se eleito, vira “homem público”. Com a mulher não é diferente: eleita, ela vira “mulher pública”. Quem topa um trem desses?

AQUELA MOÇA
Mimada de berço, ela se achava uma caixinha de “prazeres”, caixinha de” surpresas”. Prometia muito, entregava nada. Uns (prazeres) e outras (surpresas) eram mais do mesmo: surrados, por previsíveis.



DALINHA

Dalinha Catunda



A COR DA SAUDADE

A saudade quando pinta
Não há cor pra traduzir
É martelo na lembrança
Batendo a se repetir
É dor açoitando o peito
Olho e não vejo direito
Porque só sei é sentir.

BRUNO NEGROMONTE

ORIGINAL E VERSÁTIL, EMERSON LEAL TRAZ EM CD HOMÔNIMO UM PROFÍCUO CAMINHO PARA O FUTURO DA MPB
Com o aval de nomes como Chico Buarque, Tom Zé e Luiz Tatit, o artista soteropolitano Emerson Leal lança CD homônimo mostrando um caminho
A renovação da música popular brasileira é algo constante. Principalmente nos dias atuais, onde uma nova conjuntura advinda com o avanço das tecnologias propicia isso. O cenário que antes restringia-se às grandes gravadoras passou a ter uma maior autonomia, abrindo portas e facilitando a vida dos artistas que não estão com seus nomes vinculados as multinacionais da indústria da música. É bom ressaltar que as amarras não deixaram de existir, mas com este novo panorama foram criados caminhos alternativos, modificando o modo de se produzir música não só no Brasil, mas em todo o mundo. Hoje é possível gravar um disco sem sair de casa, assim como também se gravar e lançar um projeto sem necessariamente existir o produto físico, entre outras diversas alternativas existentes. No entanto nem tudo são flores nesta atual realidade, uma vez que a demanda de novos artistas e seus respectivos produtos em um país de proporções continentais como o nosso acaba em muitos casos limitando-se a determinadas regiões por conta da hegemonia ainda existente das grandes gravadoras e seus lobbys com alguns grupos que regem os principais meios de comunicação existentes. Esse tipo de situação dificulta a execução e consequentemente a propagação da boa música independente, que para superar isso faz uso do talento nato. Característica que Emerson Leal possui em demasia e que tem atraído a atenção de grandes medalhões da música brasileira. Se compararmos o cenário antes descrito a uma grande colcha de retalhos, podemos afirmar , sem sombra de dúvidas, que este o cantor e compositor soteropolitano da nova safra da MPB é uma estampa de fino trato que vem bordando com os mais preciosos fios da canção a sua trajetória. Seu talento singular, o faz múltiplo em sua sonoridade atraindo a atenção do meio musical, como foi o caso de Chico Buarque, uma de suas grandes referências, que em depoimento dado pela internet confidenciou ao João Bosco que Emerson seria uma "fera", um verdadeiro "craque". 
Radicado no Rio de Janeiro desde 2008, o músico autodidata trouxe em sua bagagem a diversidade rítmica que caracteriza a sua terra de origem, a Bahia, acoplando a isso características intrínsecas de suas experiências que o fazem ir além das fronteiras musicais convencionais. Melodista preciso, o seu talento inato acabou o credenciando a parcerias com nomes como Tom Zé e Luiz Tatit, que em entrevista afirmou que Emerson apresenta um trabalho que chega para cumprir um crucial papel no cenário atual da música brasileira, pois apresenta todos os elementos que constituem e que se espera de uma canção bem feita. Vale ressaltar que antes de sua chegada ao Rio, Leal já incursionava pela música quando residia ainda em Salvador apresentando-se em espetáculos como o “Arte final” ao lado da banda Oda Mae Brown, a qual além de ser um dos fundadores, tocava guitarra, cantava e compunha. Sua experiência no Rio de Janeiro e o "know-how" adquirido a partir destas vivências substanciou as múltiplas facetas do artista, de modo que isso hoje reflete-se em seu trabalho tanto no modo de compor, quanto de tocar e cantar. Multifetado, é válido lembrar que o artista, ao lado de nomes como Tom Zé, Luiz Tatit, Tatiana Lima e Vânia Medeiros, foi responsável pelo lançamento do BookSong Tom Zé, um apanhado com 30 canções do cantor e compositor de Irará (BA) e publicado pela Editora Multifoco.
Lançado em 2012, o disco que leva seu nome conta com 10 canções. Dessas Leal assina nove. A única que não é de sua autoria é "Blues da vampira", da lavra do compositor Eduardo Pinheiro. Com o baiano Oto Paim assina "No Japão" (que conta com a participação da cantora Ariella, vocalista da extinta banda paulistaOs Ilhonas) e "Doce", que segundo o cantor e compositor foi composta ainda na época do colégio e era o nosso sucesso nas rodinhas de violão. Com Fernando Salem compôs "Me love me", um ijexá que conta com a participação da cantora Verônica Ferriani. "O Salem me mandou essa letra. Achei que tinha uma cara de ijexá e assim fiz, com a melodia. Ele incluiu essa canção nos shows que fez na época de lançamento do seu disco de 2010, o "Rugas na pele do samba", mas ainda não tinha sido lançada em disco. Quando fui gravar, pensei que seria ótimo ter a companhia de uma voz feminina e convidei a Verônica Ferriani, que arrasou, como sempre!" relata o Leal. Consta também no álbum parcerias com nomes como Tom Zé (que assina, de modo hábil, a letra de"Círculo") e Luiz Tatit, cuja a parceria rendeu duas canções: "Coisa perene" e a a meticulosa "Das flores e das dores". De modo solo Emerson Leal ainda apresenta "(Que é que te deu) de repente", "Mais da cama que da fama" e "Silêncios", canções que atestam e expõem o talento autoral do artista. Gravado no estúdio carioca El Tiburón, o disco conta com as guitarras de Fabrício Mota e o acordeon de Marcus Zanomia, além do multifacetado Emerson Leal que assume não apenas a concepção e produção do projeto, mas todo o cerne do álbum, desde as programações, instrumentos, vozes, arranjos e o projeto gráfico até a edição, gravação, mixagem entre outras etapas que levam ao resultado final deste debute fonográfico com distribuição da Tratore. 
Sob a égide de grandes nomes da MPB Leal chega trazendo em sua arte um novo gás que faz-se necessário para esta renovação substancial da música popular brasileira sem deixar de perpassar pela rica sonoridade já existente em nossa arte através dos mais diversos gêneros de modo bastante eficiente e com letras e melodias bastante originais, o que acaba credenciando-lhe, sem sombra de dúvidas, como um dos mais promissores nomes da música brasileira da atualidade com um trabalho que substancia-se em peculiaridades que acabam por destacá-lo. Seja no modo original de escrever suas letras, seja em sua maneira perspicaz de compor e executar suas melodias, seja através do seu afinado canto quando solta a sua voz Emerson Leal mostra uma arte feita com esmero a partir de valorização de todas as etapas em um trabalho onde letra e melodia unem-se de modo uníssono, celebrando a canção e o bom gosto.
Aos amigos leitores deixo aqui a canção "Coisa perene":

quinta-feira, 2 de abril de 2015

RAPIDÍSSIMAS (LXXV)

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TAVARES
-- Querida, sei que você precisa emagrecer, questão de saúde. Cuide-se. Trate de afinar as pernas, diminuir os peitos e o abdômen. Só não me perca a bunda, sua marca patenteada.

TAVARES (II)
-- Sua prosa é muito agradável, mas o que me afogueia mesmo é esse seu decote.

TAVARES (III)
-- Não vou mentir para o senhor, padre: minha cunhada me põe enlouquecido. Nunca tivemos nada, só em pensamento. Se eu partir para o concreto, a que preço vai minha penitência?

TAVARES (IV)
-- Sou como papai, gata: nunca brochamos.
-- Nunca!?
-- Precavido e vaidoso, ele desistiu de tentar aos 50 anos.
-- Quantos anos o senhor tem?

-- 63.

NÚBIA NONATO

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SIANA
Siana era uma fada
lá do murundu,
com ela não tinha
febre que não
cessasse, dor que
não passasse
nem doença que
não se curasse.
Siana curava dor
até de amor!
Amor de desalinho
sem compostura
amor descabelado
sem alinhavo, amor
de amarguras.
Paixonite aguda
febre terçã, afazia
má digestão.
Siana só tropeçava
era na tal da morte,
com ela não tinha jeito,
com ela não tinha sorte.
Nessas horas Siana
se recolhia e por respeito
a lei apenas chorava
e se despedia.




quarta-feira, 1 de abril de 2015

CHÁ DAS CINCO: FERREIRA GULLAR (3/5)

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MAU DESPERTAR

Saio do sono como
de uma batalha
travada em
lugar algum

Não sei na madrugada
se estou ferido
se o corpo
tenho
riscado
de hematomas

Zonzo lavo
na pia
os olhos donde
ainda escorre
uns restos de treva.

Em 1976, publica o "Poema Sujo", escrito em 1975, no exílio em Buenos Aires, que representa a solução dos problemas vividos por todos os intelectuais do período, que viram seus ideais populistas serem sufocados pela revolução de 1964.


Para o teatro Ferreira Gullar escreveu, em 1966, em parceria com Oduvaldo Vianna Filho, a peça "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come". Em parceria com Arnaldo Costa e A.C. Fontoura, escreveu, em 1967, "A Saída? Onde Fica a Saída?". Junto com Dias Gomes, em 1968, escreveu "Dr. Getúlio, Sua Vida e Sua Glória". Para a televisão, colaborou para as novelas Araponga em 1990; Irmãos Coragem, em 1995 e Dona Flor e Seus Dois Maridos, em 1998. (Fonte: e-biografia)



OFF PRICE

Que a sorte me livre do mercado
e que me deixe
continuar fazendo (sem o saber)
fora de esquema
meu poema
inesperado
e que eu possa
cada vez mais desaprender
de pensar o pensado
e assim poder


CHARGES: DIRETO DA "BESTA"




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TENÓRIO – CHARGE ONLINE


ATRÁS DO JORNAL DA BESTA FUBANA 
SÓ NÂO VAI QUEM JÁ MORREU


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AMARILDO – A GAZETA

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PATER – A TRIBUNA


duke2

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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MARIOSAN – O POPULAR





ZELITO E ISOLDA

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Isolda e Zelito foram casados – no civil e religioso, se orgulhavam disso barbaramente – por exatos 35 anos. E não tomem os “exatos” por força de expressão. Isolda foi-se dessa para onde ninguém sabe em 31 de março de 2012, mesmo dia em que, há três décadas e meia se casara com Zelito, virgem da silva, orgulho da família.

Isolda morreu de morte atropelada, como a saudosa Iracema de Adoniram, no dia de seus anos. Quem mandou atravessar a rua na contramão? Não foi por falta de aviso de Zelito.  

Isolda e Zelito foram felizes a seu modo. Tiveram filhos, criaram filhos. Pagaram todas contas miúdas. Levaram juntos netinhos para passear.

Mas Zelito não passou um mísero dia sem lembrar da prima que morava duas quadras abaixo. Paixão de toda vida.

Isolda, por mais que dissimulasse, guardava um segredo que Zelito nunca conseguiu decifrar. Casamentos também são feitos de mistérios.

Passada a missa dos 30 dias, Zelito deu um chega para lá na discrição e partiu para cima da prima com uma lábia até então insuspeita. Afinal, raciocinava o recém-viúvo: “Se ela saiu com cada tipo, porque não sairia comigo, homem de posses razoáveis?”

Passaram a morar juntos.

O sonho de Zelito foi para o inferno. Embora não dissesse nada a ninguém, discreto que sempre foi,  ele falava para si mesmo: “Que mau hálito! Que secura!”

A prima, agora cônjuge, não era tão discreta assim: “Não bastasse ser pequeno, não funciona! Nunca vi inutilidade assim”., costumava "confidenciar" à manicure.

A campa de Isolda passou a receber flores todos os dias. Era a mais florida e conservada do cemitério.

A prima de Zelito dava de ombros.




COISAS DA VIDA


(Por Violante Pimentel) Há muitos anos, um conhecido advogado e professor  de Direito de Natal, Dr. Otávio Silva, foi vítima de uma grosseira brincadeira, por parte de alguns amigos. Muito católico, casado e com 12 filhos, só tinha olhos para a sua família. Jamais admitiu a infidelidade conjugal. Era o chamado homem “ferrolho”, e disso tinha orgulho. Achava que o sexo tinha como finalidade precípua a reprodução da espécie. Tudo para ele era pecado, inclusive evitar filhos. 

Numa sexta-feira, o Dr. Otávio foi convidado pelos colegas de escritório para participar de um almoço em comemoração ao aniversário de um deles, Dr. Geraldo. Por delicadeza, aceitou o convite. Avisou à esposa que não o esperasse para almoçar, e do escritório ele e os colegas foram diretamente para um tradicional restaurante da cidade, a "Peixada da Comadre". Saborearam um lauto almoço, acompanhado de vinho branco da melhor qualidade, não faltando sobremesas, café e licor. Foi uma tarde maravilhosa, com papo descontraído, onde foram postos em dia assuntos amenos, deixando-se de fora os problemas jurídicos do escritório. Ao saírem do restaurante, os advogados estavam bastante eufóricos, pelo excesso de vinho que haviam tomado, embora outros, como o Dr. Otávio, só tivessem bebido refrigerante e água de coco. 


Violante Pimentel é procuradora aposentada
 do Estado do Rio Grande do Norte

Dr. Geraldo, o aniversariante, era divorciado, e tinha liberdade para fazer o que bem quisesse. Ainda no restaurante, enquanto Dr. Otávio foi ao banheiro, ele, por brincadeira, combinou com os amigos para saírem dali para o Bordel de Maria Boa, levando o respeitável causídico, sem que ele percebesse. Para isso, teriam que distraí-lo com conversas e piadas, até chegarem ao cabaré. E foi assim que os dois carros entraram no estacionamento do bordel, que era protegido por um muro muito alto. Na certeza de que os amigos o estavam levando para ouvir um grupo de chorinho em um bar, o antigo advogado se surpreendeu quando a turma adentrou o salão principal, onde se encontravam algumas mulheres muito produzidas, bebendo e ouvindo música em uma antiga radiola, na companhia de alguns homens.

De repente, a mais bonita das moças, muito alta e elegante, a mandado de um desses amigos, aproximou-se do Dr. Otávio, insinuando-se com o seu decote exagerado, e fazendo-lhe galanteios picantes. Ao perceber a total indiferença do suposto cliente, a mulher disfarçou o seu desapontamento e se afastou do salão principal.

O antigo advogado, que há quarenta anos vivia para a esposa e seus doze filhos, muito nervoso, percebeu que não estava num ambiente familiar. Contrariado, perguntou ao aniversariante:

- Geraldo, responda, por favor: Aquela mulher é rapariga, é? É rapariga?

E o aniversariante, muito brincalhão, respondeu, com ênfase, tentando tranquilizar o antigo advogado:

- Juro que não, Otávio!!! Aquela mulher é uma Santa!!! Ela é uma Santa!!!

Dr. Otávio nunca perdoou essa brincadeira...