sábado, 25 de junho de 2016

SANATÓRIO GERAL: POR AUGUSTO NUNES

AUGUSTO NUNES É JORNALISTA
 Segue o baile

“Minha impressão é que vai ter muito escândalo. Não se muda do dia para noite. Agora, campanha pagando R$ 5 milhões a um advogado eleitoral ou R$ 80 milhões para marqueteiro, isso não vai mais existir. Só uma celebridade faz tanto dinheiro. Marqueteiro não é Beyoncé”. (Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff, na entrevista publicada pelo Valor Econômico nesta terça-feira, avisando que a fábrica de dinheiro sujo inventada pelo governo lulopetista para bancar campanhas eleitorais não vai enriquecer marqueteiros, mas só será desativada quando todos os candidatos companheiros estiverem na cadeia) 22/06/2016

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Ministério da Cretinice

“Se pegarmos o salário mínimo ao longo dos últimos 13 anos, teve um aumento acima da inflação de 77%. Não fosse a política de aumento acima da inflação, tivéssemos nós uma política de gastos limitados à inflação, este salário mínimo seria de R$ 500 e não de R$ 880. Esses números começam a dar conta da gravidade da situação”. (Miguel Rossetto, ex-ministro do Trabalho e da Previdência de Dilma, explicando que, se não tivessem perdido o emprego, os mais de 11 milhões de desempregados estariam ganhando muito bem) 22/06/2016

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A guerra do século
WWW.GAZETA DO POVO.COM.BR


 “Golpista Temer quer enfraquecer Mercosul. O Mercosul foi e é uma conquista importante para nós! Temos aqui também de resistir a essa ofensiva desse governo ilegítimo”. (Gleisi Hoffmann, senadora do PT do Paraná, numa discurseira em Montevidéu, acusando Michel Temer de querer acabar com o que não existe) 22/06/2016

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Destino incerto

“Mais uma vez, ‘Plutão já foi Planeta’, RN, desponta em SuperStar! A mais votada até a agora! Parabéns!” (Henrique Eduardo Alves, numa mensagem pelo Twitter que deixou os condutores da Lava Jato sem saber se é melhor mandar o ex-ministro do Turismo para a cadeia ou para o hospital psiquiátrico mais próximo) 22/06/2016

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Exterminador do Rio

g1.globo.com

“Eu tenho orgulho de dizer pra vocês que eu duvido que, nos últimos 50 anos, eu estou chutando, aconteceu um governo que transferiu tanto dinheiro do governo federal para o Rio de Janeiro como nós fizemos”. (Lula, no lançamento da candidatura de Jandira Feghali à sucessão de Eduardo Paes, confessando que foi ele o patrocinador da gastança do amigo, companheiro e comparsa Sérgio Cabral, o Exterminador do Rio.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

RAPIDÍSSIMAS

INTERNET

MILHAGEM

- De que lhe adianta viajar tanto assim, Ernesto, se você nunca põe reparo na paisagem?


SINA

Tanto fez que deu em nada.

TRADIÇÃO

Quem sai aos seus não degenera. Dizem as Ditas e os Ditos. É verdade. O que não significa que o sujeito preste.

ESPELHO

O homem se acha o máximo. Também pudera. Só se compara consigo mesmo.

BABA-OVO

Esse tipo é sempre valente. Jamais teme o ridículo.




INTERNET

O EX

- De fato, Paulinho sempre foi um homem bom. Só não gostava de trabalhar. Quer mais?

SEM FOCO

Quem tem mil planos, em geral, não tem nenhum.

BOM SENSO FC

A ideia era tão tola que ele resolveu não cometer o poema.

ORLANDO SILVEIRA - JUNHO/2016



VIDRÁGUAS: CARMEN SÍLVIA PRESOTTO

Fotografia: Greg Rakozy


PEGADAS

frestas do momento
o amor deixa resíduos
luz no corpo das horas
o amor faz sombras
pinga, frisa…
suor ao movimento

***



SOU POETA
À MARIA BETHÂNIA

Tenho gana
tenho raça, conVerso
povoo palavras
canto amo de graça

tenho sede, espaço o tempo
fome, redes, partituras
mil leituras, vazios existentes
sou poeta, texto em gente

Tenho medo...
estômago, grilos
ardo entre estilhaços
colo vidraças, apago fogo fácil

Sou poeta, ventre livro
palavra meu contrato
dia dia de esquinas, tremo
temo por estantes vazias

mão concreta, dedo atento
apedrejo silêncios, ando, sou poeta...

***

Carmen Silvia Presotto 
é Coordenadora Editorial na 
empresa Vidráguas.
É também autora dos seguintes livros:

Postigos: Poesia. Editora Vidráguas, 2010.
Encaixes: Poesia. Editora Vidráguas, 2006.             
Dobras do Tempo: Poesia. Editora Alcance, 2003.

IMAGENS: DJANIRA (1/2)


Orfeu da Conceição

Orfeu da Conceição

s.d. | Djanira
óleo e guache sobre cartão
75.70 x 55.60 cm
Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC
Reprodução fotográfica Ricardo Bhering


Violoncelista

Violoncelista

ca. 1944 | Djanira
óleo sobre tela, c.i.d.
72.00 x 60.00 cm
Reprodução fotográfica Jaime Acioli


O Circo

O Circo

1944 | Djanira
óleo sobre tela, c.i.d.
97.00 x 117.20 cm
Reprodução fotográfica Raul Lima



Olaria Itaipava

Olaria Itaipava

s.d. | Djanira
óleo sobre tela
89.00 x 116.00 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida


Igreja de Santa Rita (Parati, RJ)

Igreja de Santa Rita (Parati, RJ)

s.d. | Djanira
óleo sobre tela
53.50 x 72.50 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida


Menina no Divã

Menina no Divã

s.d. | Djanira
óleo sobre papel
66.80 x 47.50 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida



Auto-retrato

Auto-retrato

1944 | Djanira
óleo sobre tela
64.00 x 54.00 cm
Reprodução fotográfica Mario Besse

***


Desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa, gravadora e pintora, Djanira nasceu em Avaré, interior de São Paulo, em 20/06/1914, e morreu no Rio de Janeiro, em 31/05/1979.

Na obra de Djanira coexistem a religiosidade e a diversidade de cenas e paisagens brasileiras. Sua trajetória permite compreender a condensação de elementos apresentada em seus desenhos, pinturas e gravuras.


AS "NAMORADAS" DO VELHO MARINHEIRO

EDRA


O Velho Marinheiro, nosso Lobo do Mar, deu um pontapé na compostura e um chega pra lá no silêncio quase forçado que a família, antes do retorno triunfal de Mafalda ao lar, lhe impusera.  E pediu à neta:

-- Faça um favor a seu avô, Irene: mande este negócio que escrevi pra Deolinda pelo computador, pelo tal de e-mail, que vocês tanto usam. Com essas coisas não sei mexer, não. Nem quero aprender. O endereço está aí, anotado por ela, de próprio punho. Sinal de que espera alguma coisa de mim. Ou não?  

A neta ficou abismada com o que leu:

“Deolinda, Deolinda, coisa linda demais, faço minhas as poucas – mas sempre sábias – palavras de Mário Quintana: ‘Eu queria trazer-te uns versos lindos.../Trago-te estas mãos vazias/Que vão tomando a forma das tuas nádegas’”.

-- Não bastasse sua canalhice, o senhor errou feio: Quintana não falou em nádegas. Ele falou em seios – esbravejou a neta.

-- Eu sei, eu sei. Conheço o poema. Quem não sabe de nada é você. Perto das nádegas, os seios de Deolinda são pinto. O poema original já foi enviado para Guiomar, mulher de bunda miúda e seios fartos, quase uma vaca profana, como a cantada por aquele baiano, o  tal de Caetano. Um amigo me fez o favor de lhe enviar o bilhete. Estou semeando. Uma delas cai na rede desse velho solitário. (atualizada em junho/2016)

A ARTE DE SIMONE GRECCO



SÃO JOÃO
ESCULTURA EM ARAME


SÃO JOÃO (II)
ESCULTURA EM ARAME


SÃO JOÃO (III)
ESCULTURA EM ARAME



E O BALÃO VAI SUBINDO...


BIKE
PINGENTE EM PRATA


GUARDA-CHUVA
BRINCO EM PRATA


MÃE E FILHO
PINGENTE EM PRATA

INSTANTES: ANA ANDRADE



Sempre que a porta
dos sonhos se abre,
visto-me de aromas,
deito-me na tua cama
e (re)nasço onde me (d)escreves.....

***



A menina escutava a voz das estrelas e acreditava que a noite apressava os amanhãs, para engrandecer os dias de lugares, onde não fosse preciso domesticar as palavras e os homens não lhes roubassem as suas histórias.

***


PENSO EM TI

Penso em ti
quando a penumbra
desce sobre o vazio do meu leito
espelhando a solidão,
que me faz escrava
dos luares imponentes.
Penso em ti
quando obstinada,
escorrego
nas sombras do tempo
querendo-te meu ninho,
bebendo na minha fonte
os aromas proibidos...
Penso em ti
quando os momentos,
não têm cor
e os sentidos deambulam
num crescente desassossego,
que inflama o ciúme
alcandorado nas asas do meu peito.
Penso em ti
sempre que o eco do teu nome,
acorda as minhas alvoradas...


POLÍTICA/OPINIÃO: REINALDO AZEVEDO

AROEIRA

ALÔ, BOLSONARISMO. CUIDADO PARA NÃO
SE AFOGAR NA SALIVA DA INCIVILIZAÇÃO


(Por Reinaldo Azevedo) Ah, sim!

A violência retórica e a boçalidade das hostes bolsonarianas conseguem, como de hábito, ser superiores à brutalidade petista, que conheço há mais de 15 anos — antes de a turma chegar ao poder. Não me sinto herói por isso nem me quero dono da resistência. Já disse que não sou candidato a aiatolá.

Deveriam ouvir o seu líder. Eu o vi na televisão, numa entrevista, em desespero. Pela primeira vez, desafinou, falou fino, o lábio tremeu. Está com medo. Pela primeira vez, a sua pantomima brutalista pode ter consequências.

E consequências que decorrem da democracia e da civilidade. Como já afirmei aqui tantas vezes — e é um norte do meu pensamento —, o regime democrático é aquele em que nem tudo é permitido. Só nas tiranias tudo é possível. E é por isso que a ideia do rei filósofo, o bom tirano de Siracusa, não deu certo, né?

Não tenho queixo de vidro. Podem bater à vontade. Assim que me oferecerem um sentido virtuoso para as falas de Bolsonaro — incluindo aquela em que diz, numa entrevista a jornal, que ele próprio não estupraria Maria do Rosário porque a considera feia —, posso reconsiderar a minha posição.

As conquistas da civilização, ainda que esgrimidas por meus adversários, não são deles. Também são minhas.

Já escrevi aqui o que penso da decisão do Supremo: está correta. A minha coluna de amanhã (hoje) na Folha também trata do assunto.




REINALDO AZEVEDO
E vamos parar de besteira: ninguém chamou, nem eu, Bolsonaro de estuprador. A acusação é que ele fez a apologia do estupro. E fez. Não de todas as mulheres. Só daqueles que ele admira.

O fato de petistas e bolsonaristas me odiarem não significa, é evidente, que estou certo porque hostilizado por dois extremos. Isso significa apenas que estou sendo hostilizado por dois extremos.

Como todo mundo, luto pelo mundo que quero. Mas estou pronto para o que há.

Sempre que alguém me diz “no mundo ideal…”, eu aparteio: “Só temos este!”.


Força aí, tigrada! O que vocês pensam a meu respeito, eu já sei. Quero agora que tentem dar um sentido virtuoso à fala de seu líder.

CHARGES



AMARILDO




SPONHOLZ


Charge (Foto: Chico Caruso)
CHICO CARUSO



ALPINO



SPONHOLZ


PAIXÃO - GAZETA DO POVO




SPONHOLZ


SPONHOLZ





Charge (Foto: Moisés)
MOISÉS

OPINIÃO/POLÍTICA: RICARDO NOBLAT

AINDA HÁ MUITOS DELES SOLTOS

A QUE PONTO CHEGOU O PT

Blog do Noblat - 24/06/2016 - 05h59


(Por Ricardo Noblat) Partido roubou R$ 100 milhões do salário de servidores públicos.

Por obra e graça da Lava-Jato, saem de cena, por ora pelo menos, o PMDB e suas falcatruas. Entram novamente o PT e a corrupção nos governos Lula e Dilma.

O presidente interino Michel Temer agradece comovido.

Ele não poderia ter ganhado presente melhor a dois meses do desfecho no Senado do processo de impeachment da presidente afastada.

É fato que o discurso do golpe já rendeu o que podia. E que nas ruas escassearam as manifestações contra o governo provisório.

É fato também que o país vive a expectativa de que as coisas possam melhorar, embora desconfie de Temer e dos que o cercam.

Mas a queda de três ministros por suspeita de corrupção em tão pouco tempo não foi boa para o governo recém-montado. Poderia ter sido pior.

E o PMDB sofreu forte abalo ao ter alguns dos seus caciques, entre eles Renan Calheiros, Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney, atingidos pela delação de Sérgio Machado.

A seu modo, Temer celebrou, ontem, a volta do PT à vitrine com a prisão de Paulo Bernardo, ministro do Planejamento de Lula e ministro da Comunicação de Dilma.

Sem falar da batida policial de mais de seis horas de duração à sede do comando nacional do PT em São Paulo.

O escândalo da roubalheira na Petrobras esfriou à espera da delação da Odebrecht e da OAS. Se ela ocorrer, voltará a esquentar.

Não se teve mais notícias sobre o sítio de Lula em Atibaia, reformado de graça pela Odebrecht e a OAS. Nem sobre o apartamento reformado para a família Lula na praia paulista do Guarujá.

A Lava-Jato parecia ter dado uma trégua ao PT. Até que... Até que ela detonou um novo escândalo de grandes proporções: o Partido dos Trabalhadores roubou trabalhadores.

Pois é disso que se trata. Para terem acesso a empréstimos consignados, os servidores federais pagaram uma taxa da qual foi descontada uma parte para encher as burras do PT.

Funcionou assim: a empresa Consist, contratada pelo Ministério do Planejamento, cobrava cerca de R$ 1,00 de cada servidor por mês como taxa de manutenção do empréstimo.

De cada real, apenas R$ 0,30 pagava de fato o trabalho realizado por ela. O resto (R$ 0,70) era propina para Paulo Bernardo que a dividia com seu partido, segundo procuradores da República.

Entre 2009 e 2015, a Consist arrecadou algo como R$ 100 milhões em propina. Paulo Bernardo é acusado de ter pessoalmente embolsado R$ 7 milhões.

O ex-ministro é casado com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-chefe da Casa Civil do primeiro governo de Dilma. Há indícios que o dinheiro embolsado por ele financiou campanhas da mulher.

Uma coisa é saquear a Petrobras – é tão grave, quanto, mas as pessoas sabem que políticos indicam executivos de empresas estatais para saqueá-las.

RICARDO NOBLAT

http://noblat.oglobo.globo.com/


Outra bem diferente, de mais fácil entendimento, e capaz de provocar mais repulsa, é um partido político meter a mão no bolso de servidores públicos.

Que ele receba uma fatia mensal doada pelos militantes que empregou em cargos de confiança, é problema dos militantes, embora o dinheiro doado saia do Tesouro Nacional.

Mas roubar dinheiro de quem pena para ganhá-lo? Dinheiro necessário à sobrevivência de famílias?

É razoável imaginar que jamais um partido cometeu tal ousadia. Não se tem notícia de coisa parecida.


Nada de mais chocante haverá de ser descoberto pela Lava-Jato, nada. De todo modo, não se deve subestimar o PT.