sábado, 26 de setembro de 2015

FIM DO MUNDO

-- Mafalda, às vezes, tenho a impressão de que o mundo vai acabar em breve. Se é que já não acabou, e a Globo se fez de morta, para não espantar os anunciantes.

-- Por que esse pessimismo todo, criatura. Nem parece mais o Velho marinheiro, o Lobo do mar de outrora. Passa horas esfolando esse dedão em busca de um bicho de pé que os médicos já lhe garantiram que não existe.

-- Não é pessimismo, Mafalda. É pura constatação. Você viu o que aconteceu aqui ontem, domingo, em nossa casa?

-- Ora, aconteceu o que sempre acontece aos domingos aqui, meu velho: casa cheia de filhos, netos, namorados e namoradas de uns e outras. Mesa farta, graças a Deus.

www.ultimosacontecimentos.com.br

-- Além de surda, você anda desatenta demais, nunca foi assim, deve estar com uma dessas doenças modernas. Será que não viu o comportamento deles? A casa estava lotada, mas sem ninguém. Eles só se falam pelo computador. Vão acabar fazendo filhos pela internet. Saem os bebês de proveta, entram os nenéns de notebook. De vez em quando, um dá uma risada, e outro gargalha também. Ninguém sabe o motivo de tanto riso. Vai ver que riem de nós dois – dois velhos bestas.

-- É a modernidade, bobalhão. Queria que as moças passassem a tarde fazendo tricô, como nos nossos tempos? Que passassem o dia fazendo quitutes? Francamente.

-- Modernidade uma pinoia. É falta de educação ficar estirado, tarde todinha, no sofá dos outros. Daqui a pouco, não vou ter onde me sentar. Ninguém tira o prato da mesa. Ninguém lava um copo. Nem filhos. Nem visitas. Nem ninguém. Sobra pra você arear as panelas – e, pra mim, enxugar e guardar a louça. Aonde vamos parar? O mundo vai de mal a pior.

-- Pessimista.

-- Pessimista uma ova. Ainda vou encontrar o bicho do pé. Só para desmoralizar os médicos. (2013)


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JORNAL DA BESTA FUBANA

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MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)



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JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO



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NANI


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BRUNO – VALEPARAIBANO (SP)



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M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)


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PATER – A TRIBUNA (ES)

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PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)


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M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)

ATOS FALHOS (I)

POLÍTICOS QUE JÁ “MORRERAM” PELA BOCA




“Se está com desejo sexual, estupra, mas não mata.”

(Do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) durante a campanha para prefeito de São Paulo, em 1992.)

“Quem não teve uma namoradinha que teve que abortar.”

(De Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro, ao afirmar que a discussão sobre o aborto é tratada de forma hipócrita muitas vezes, em 2010.)

“Relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos.”

(Da então ministra do Turismo e hoje senadora Marta Suplicy (PT-SP), sobre as longas esperas enfrentadas pelos passageiros durante o caos aéreo, em 2007.)

“Ilustre ministro moreno escuro.”

(Do deputado federal Júlio Campos (DEM-MT), em referência ao ministro Joaquim Barbosa, do STF, porque não lembrava seu nome durante uma reunião da bancada de seu partido.)

“Lamento que ele tenha morrido longe das pistas.”

(Do ex-governador de São Paulo Paulo Egydio, no enterro de José Carlos Pace, piloto de Fórmula 1, morto em acidente aéreo.)

“Essa mulher é uma vaca inútil.”

(De Leonel Brizola, então governador do Rio de Janeiro, comentando declarações da deputada Rita Camata sobre o massacre de meninos na Cinelândia.)


CLÓVIS CAMPÊLO

ARIANO SUASSUNA E RACHEL DE QUEIROZ
Recife, 1991
Fotografias de Clóvis Campêlo









CLÓVIS CAMPÊLO

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

HORA DA VITROLA: PAULINHO DA VIOLA (FOI UM RIO...)

musica.terra.com.br/ Paulinho e Monarco


FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA
De Paulinho da Viola
Com a Velha Guarda da Portela

Laiá, laiá…

Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar…

Porém!
Ai, porém…
Há um caso diferente
Que marcou um breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de carnaval
Eu carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém que não me lembro anunciou

Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou…
Ah! Minha Portela!
Quando eu vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu, nem era do mar

Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar…

Laiá, laiá…



Essa música é a história da paixão pela Portela e uma resposta que Paulinho dá a ele mesmo, quando, por alguma desilusão, andou arrastando asas para a Mangueira, com “Sei lá Mangueira” (1969), em parceria com Hermínio Belo de Carvalho. “Foi um Rio Que Passou em Minha Vida” foi uma oportunidade de reatar com o antigo amor e se transformou no maior sucesso de todo o seu cancioneiro. - Antônio do Amaral Rocha (Revista Rolling Stone)



CARICATURAS: MÁRIO QUINTANA


JORNALDOTOTONHO.COM.BR




QUINTANAETERNO.BLOGSPOT.COM



CARTAZ
(PARA UMA FEIRA DO LIVRO)
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem.


BIOGRAFIA
Era um grande nome — ora que dúvida! 
Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua… 
E continuaram a pisar em cima dele.


A COISA
A gente pensa uma coisa, 
acaba escrevendo outra
 e o leitor entende uma terceira coisa…
 e, enquanto se passa tudo isso, 
a coisa propriamente dita começa a desconfiar 
que não foi propriamente dita.


AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada:
 o essencial é que as perguntas estejam certas.


O TRÁGICO DILEMA
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, 
é porque um dos dois é burro.


DO ESTILO
O estilo é uma dificuldade de expressão.


EXAME DE CONSCIÊNCIA
Se eu amo o meu semelhante? 
Sim. 
Mas onde encontrar o meu semelhante?



ROGERIODEALMEIDA.BLOGSPOT.COM

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SANTIAGO


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ANDRÉ BROWN





Gaúcho de Alegrete, Mario Quintana (30/07/1906 – 05/05/1994), foi poeta, tradutor e jornalista. É considerado um dos maiores poetas brasileiros do século 20. O poeta é responsável pelas primeiras traduções no Brasil de obras de autores do quilate de Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre outros.





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AMARILDO – A GAZETA (ES)


JORNAL DA BESTA FUBANA


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ALPINO – BLOG DO ALPINO



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LUSCAR – CHARGE ONLINE

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DUKE – O TEMPO (MG)


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NICOLIELO – JORNAL DE BAURU


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BENETT – GAZETA DO POVO (PR)


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DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)


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SPONHOLZ – JBF







DALINHA



vado.wordpress.com

A DOR DO POETA

Ninguém decifrou a dor do poeta
Em suas metáforas nos poemas,
Nelas o Vate incute seus dilemas
Utilizando uma forma indireta.

***

Ninguém percebeu suas amarguras,
Nem o triste percurso do seu fado...
O destino não foi um bom legado,
E nem foram poucas suas agruras.

***

Se nos versos revela-se contente,
O sorriso dissimula a tristeza...
Fingindo ser feliz, o bardo mente!

***

Tendo a musa cúmplice tão presente
Na composição germina nobreza
Ocultando a dor que só ele sente.



 
Dalinha Catunda é poetisa,
cordelista e declamadora

BRUNO NEGROMONTE

Quando o talento é À vera
Foi a partir de um trote para dublar uma conceituada cantora da MPB em uma gincana a qual participou que Mila Ribeiro deu os seus primeiros passos para alcançar o patamar onde hoje encontra-se. O que aparentemente tratava-se de uma brincadeira acabou por propiciar a pretensa artista uma oportunidade de galgar os primeiros degraus no universo artístico. O que seria um ato corriqueiro e simples para muitos acabou como o pontapé inicial para os seus primeiros passos na música, e hoje a artista colhe os frutos dessa, digamos, brincadeira. Quem diria que aquela dublagem marcaria o início da biografia musical deste promissor talento de nossa música?. Ainda hoje a cantora e compositora relembra com carinho aquela passagem em sua história que tatuou em sua memória aplausos intermináveis de um público que talvez não mensurasse onde a artista iria chegar, mas que já tinha plena convicção que o seu talento mostrava-se inquestionável já naquela ocasião. Dali em diante estava germinada a semente artística que afloraria anos depois em forma de letras e melodias e que teria como fruto o álbum homônimo ao nome da artista, lançado recentemente e que apresenta uma cantora capaz de agradar aos mais exigentes ouvidos. Projeto gerado via Catarse (ferramenta colaborativa capaz de financiar os mais distintos desejos sempre acompanhado por alguma recompensa a quem se propõe a ajudar) o disco chega como a primeira oportunidade da cantora e compositora apresentar ao grande público poesias e melodias maturadas ao longos dos anos que precedem o início de sua vida artística de modo profissional. De modo veemente, é possível afirmar-se que qualquer pessoa presente no dia daquela despretensiosa brincadeira não seria capaz de imaginar que a nugativa diversão resultaria em um disco arraigado de sinônimos tão nobres. Apesar da não pretensão em ser cantora seu destino pregou-lhe uma peça.
Por possuir um talento que vai além da interpretação Mila Ribeiro faz-se capaz de apresentar um trabalho maturado em textos e melodias precedentes ao seu desejo de registro e que substanciam com força total as distintas facetas da artista. Na audição do álbum é possível perceber que as características que cercam a artista afloram em sua plenitude. O lado intérprete de Mila apresenta-se em três momentos: "Brisa boa", "Paisagem" e "Jah will show the way". A primeira trata-se de uma composição romântica do Cristiano Borges cujo refrão onomatopeico nos cerca e envolve de modo inebriante; já "Paisagem" é uma composição do multinstrumentista soteropolitano Rubem Farias (que ainda assina em parceria com Mila Ribeiro a faixa "Combinado", canção que busca retratar saudades e lembranças). A outra composição não autoral presente no disco Mila Ribeiro foi buscar na cena musical nova yorkina a partir do cantor e compositor Mark Shine. "Jah will show the way" é uma parceria do jamaicano radicado em Nova York com Aroldo Santarosa, ex-integrante da banda de rock paulistana Casa das máquinas que hoje reside nos EUA. Neste cd Mila conta com a participação de Mark Shine que já havia gravada inicialmente no álbum "Metamorphosis". As cinco faixas restantes são essencialmente autorais. Ora em parceria, ora de modo solo, Mila Ribeiro compõe intuitivamente, mesmo sem ser instrumentista e apresenta canções como "Retrato" (em parceria com o instrumentista Bruno Cardozo), "Pequeno grande amor" (com Agenor de Lorenzi) e "Samba da espera" (em duo com Leonardo Ferreira e que chega em modo de homenagem a cantora, compositora e instrumentista maranhense Tânia Maria). O disco ainda com duas canções da lavra da artista: "Cala-te" e "Estou aqui", que reafirma o talento da artista demostrando ser uma compositora imbuída de sensibilidade e talento.
"Mila" mostra-se capaz de sobrepujar todas as expectativas de quem o escuta não apenas por ter uma cantora de voz única e carisma inigualável mas também por trazer na feitura de sua sonoridade um gabaritado time de músicos. Nos contrabaixos estão o conceituado Marcelo Marianoe Sidiel Vieira; de modo multifuncional Sandro Haick assume bateria, violão e guitarra; na sanfona o sergipano Mestrinho; assumindo a flauta em sol e o sax tenor Wilson Teixeira. O disco ainda conta com Silvera nos vocais, a bateria e a percussão de Cuca Teixeira e o autor de "Retrato", Bruno Cardozo, que volta a ficha técnica do álbum na produção musical e executando piano acústico, rhodes, hammond, roland VP-330 e prophet t8. O projeto gráfico ficou a cargo do designer paulista Renato Valladão. Um belo conjunto para uma pessoa que um dia não tinha por pretensão ser cantora, mas que não esquivou-se do seu destino e após cantar pelas noites europeias do principado de Mônaco agora apresenta a um público que bem soube cativar um primeiro projeto fonográfico que não apenas atesta o seu talento, mas que apresenta uma artista imersa na sensibilidade. É como bem intitulou na plataforma Catarse.me o seu projeto musical: "Essa moça faz o que melhor faria."
De modo intuitivo Mila descobriu que a sua relação com a música é algo que vai muito além da despretensiosidade. Talvez a artista não soubesse, mas é bem provável que a música e a poesia já encontrava-se pronta para a qualquer momento despertar de algum gene ou reminiscência. Quando por alguma razão a Deusa música opta por alguém, não existe o menor subterfúgio e essa escolha manifesta-se nos modos mais distintos e simplórios como aconteceu com esta artista que soube trilhar um coeso caminho entre as despretensiosas gincanas e brincadeira em festas de amigos até o patamar de promissor talento da música brasileira como se é possível perceber através do álbum "Mila". Hoje percebe-se, sem sombra de dúvidas, que melhor caminho a artista não poderia seguir. Seu êxito se dá com certeza por conta da verdade que a artista bem soube impregnar naquilo que faz. A convicção, o talento e a determinação traduz-se a partir de características bastante peculiares que regem a música da artista em questão. Quando o talento é à vera não há subterfúgio para o reconhecimento. 
Fica aqui para os amigos leitores desta coluna duas canções presentes no álbum. A primeira trata-se de "Pequeno Grande amor", canção de autora da própria intérprete em parceria com Agenor de Lorenzi como frisado anteriormente.
A segunda canção trata-se de "Samba da espera", parceria da cantora com Leonardo Ferreira:

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

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DUKE – O TEMPO (MG)


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NANI – CHARGE ONLINE




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NANI – CHARGE ONLINE


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CLAYTON – O POVO (CE)



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GENILDO – CHARGE ONLINE


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ADNAEL – CHARGE ONLINE



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MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

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S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS


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SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)


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                                                                   IOTTI – ZERO HORA (RS)    



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