sexta-feira, 1 de maio de 2015

A ARTE DE SIMONE GRECCO


















 



















Formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1972)
 e com diversos cursos de especialização nos Estados Unidos, 
Simone Grecco é uma artista plástica, cuja obra a todos encanta. 
No Brasil e no exterior.

Simone Grecco

Para entrar em contato com Simone, 
mestre em esculturas em arame, acesse


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ATRÁS DO JORNAL DA BESTA FUBANA 
SÓ NÂO VAI QUEM JÁ MORREU


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DALINHA



Dalinha Catunda é poetisa, cordelista e declamadora
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.cordeldesaia.blogspot.com



E A CHUVA CHEGOU!

A chuva chegou de vez

Trazendo transformação

A saparada faz festa

Saudando a nova estação

O canto da passarada

Saúda a nova jornada

Que traz vida pro sertão.

***

O sertão trocou de roupa

Volta o tempo da bonança

Na paisagem brota o verde

Carregado de esperança

O rei sol faz feriado

E sertanejo animado

Prepara sua festança.

***

O açude já encheu

Da grota escuto a zoada

O rio já deu enchente

A água corre toldada

Diante da correnteza

Eu testemunho a beleza

Que chega com a invernada.



BRUNO NEGROMONTE

Em seu segundo volume, a série Pernambuco forrozando para o mundo presta uma singela homenagem a um dos compositores mais representativos da música Nordestina contemporânea
Por Bruno Negromonte
Com a primeira letra do seu nome artístico também escreve-se xote, um dos gêneros musicais ao qual sua obra está intrinsecamente ligada. Nascido na região cearense do Crato, Xico Bizerra teve a oportunidade de vivenciar toda a rica sonoridade que alimenta aquelas pairagens. O que o pequeno Francisco talvez não dimensionasse era o quanto aquela experiência influenciaria sua obra anos mais tarde quando já se encontrava longe do sopé da Chapada do Araripe.
A simploriedade destes primeiros anos, somado a um astuto, sonoro e poético modo de enxergar os mais ínfimos detalhes poéticos que o cercam deram ao compositor as principais credenciais e ferramentas para torná-lo uma espécie de bastião do apuro estético em defesa da nordestinidade em sua melhor potência. Vem do seu matulão o projeto Forroboxote e canções como “Se tu quiser”, “Oração do sanfoneiro”, “Tangendo a dor” e tantas outras. São xotes, baiões, valsas, forrós, e uma gama de ritmos, composições e parcerias que não param de crescer e que agora finalmente encontram-se sincretizados nesta coletânea que chega em comemoração aos quinze anos de estrada do compositor completados ao longo de 2015. 
Com o primeiro volume dedicado ao saudoso Dominguinhos, agora chegou a vez do selo Passadisco prestar essa homenagem a este nome que mostra-se a cada nova produção como um dos mais importantes, promissores e representativos compositores da música nordestina contemporânea. Difícil mensurar a sua relevância dentro do atual quadro do cancioneiro nordestino, no entanto, este segundo volume da série Pernambuco Forrozando para o Mundo arrisca-se, de modo bastante abrangente, e acerta na mosca ao prestar essa justa homenagem a quem tão bem vem construindo um mosaico sonoro onde se destaca a mais pura verdade e autenticidade sertaneja imergidas na seiva da poesia.
Com projeto gráfico de Ana Rios, as fotos (capa e luva) ficaram a cargo do acervo do médico Paulo Fernando Fragoso de Carvalho e Tom Cabral (encarte). A masterização de Delbert Lins (da Gusdel Estudio). O disco que conta com quinze canções, dentre elas uma versão inédita registrada pelo Projeto Sal do clássica "Se tu quiser", enumera um sem fim de importantes nomes da música nordestina, dentre eles Elba Ramalho, Dominguinhos, Marinês, Trio Nordestino, Petrúcio Amorim, Jorge de Altinho, Amelinha, Adelson Viana, Waldonys, Quinteto Violado entre outros.
O lançamento deste novo projeto do selo Passadisco acontecerá na próxima quarta-feira a partir das 19hs na loja homônima ao selo localizada no Shopping Sítio da Trindade, Estrada do Encanamento, 480. O endereço fica no Parnamirim, bairro localizado na zona norte da capital pernambucana, onde o obstinado, Fábio Cabral mantém o selo e a loja. Vale salientar que o projeto junino chega um semestre depois de Fabio "gerundiar" outro ritmo pernambucano, o frevo.
Eis as quinze faixas presentes no álbum "Pernambuco forrozando para o mundo - Volume 02":
01 - Se tu quiser - Elba Ramalho 
02 - Musa - Dominguinhos 
03 - Chico das águas - Quinteto Violado 
04 - Oração do sanfoneiro - Chambinho, Cezzinha, Targino Gondin, Waldonys e
Adelson Viana 
05 - Pé-de-saudade - Marinês 
06 - Jarrim de fulô - Santanna, O Cantador 
07 - Forró do bole bole - Trio Nordestino 
08 - Hoje tem forró - Silvério Pessoa 
09 - Baião vagamundo - Flávio José 
10 - Céu de baião - Amelinha 
11 - Esconderijo do amor - Trio Sabiá 
12 - Oferendar - Flávio Leandro 
13 - Aroma de alegria - Josildo Sá 
14 - Pelos cantos da casa - Maciel Melo 
15 - Vou deixar não - Irah Caldeira 
16 - Bom de prosa - Petrúcio Amorim 
17 - Você não quis - Adelmário Coelho 
18 - Oceano do querer - Jorge de Altinho 
19 - Tangendo a dor - Nádia Maia 
20 - Se tu quiser - Projeto Sal
Para conhecer este e outros títulos conheçam o website da loja: http://www.passadisco.com.br/

quinta-feira, 30 de abril de 2015

FRASES: MILLÔR FERNANDES (3/3)

diariodopoder/divulgação

Se todos os homens recebessem exatamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo.

Aniversário é uma festa pra te lembrar do que resta.

O dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra facilmente qualquer um.

Numa vida média de 50 anos, 80 a 100 dias são empregados pelos homens só no ato de fazer a barba. Ignora-se o que as mulheres fazem com esse tempo.

A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.

Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem.

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, então diga isto com uma imagem.

Dizem que quando o Criador criou o homem, os animais todos em volta não caíram na gargalhada apenas por uma questão de respeito.

Nunca esqueça: a vida também perde a cabeça.


A única diferença entre a loucura e a saúde mental é que a primeira é muito mais comum.



LEIA TAMBÉM:
Frases: Millôr Fernandes (1/3)
Frases: Millôr Fernandes (2/3)

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M. AURÉLIO – ZERO HORA



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JORGE BRAGA – O POPULAR


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BRUM – TRIBUNA DO NORTE


ATRÁS DO JORNAL DA BESTA FUBANA 
SÓ NÂO VAI QUEM JÁ MORREU


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FAUSTO – OLHO VIVO



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NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE


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PELICANO – TRIBUNA (SP)




QUASE HISTÓRIAS

ARQUIVO GOOGLE

CAMINHO SUAVE

Meu pai, grande pai, tentou me ensinar grandes coisas. Pobre pai. Por birra, burrice minha, aprendi pouco. Fui mau aluno. Paciência. Nunca quis ser o primeiro da classe. O penúltimo lugar sempre me pareceu suficiente.

Mas, dos ensinamentos do pai, incorporei um, definitivo:

-- Deus não se manifesta no barulho. 

O CONTADOR DE CARNEIROS

Era uma vez um homem que, desde menino, acostumara-se a ver a vida pela janela. Esperava sempre as condições ideais para fazer aquilo que sonhava fazer – a maneira mais objetiva de nunca fazer nada. Condições ideais não existem.

Como o tempo não para, ele também ficou velho, como ficam velhos todos, ou quase todos, os meninos. (Alguns morrem no meio do caminho.)

Ainda lhe restam forças para fechar a janela, tomar o elevador e, finalmente, caminhar. Mas de que lhe vale este fiapo de vigor, se ele não aprendeu a atravessar a rua?

Melhor cerrar a cortina. E contar carneiros. Como sempre fez.

ADROALDO, O PAPAGAIO


padrebentovet.wordpress.com

ADROALDO, O PAPAGAIO

Quando o cachorrinho morreu, companheiro de muitos e muitos anos, o mundo desabou. Ali, todos choraram – e muito. O papagaio verteu umas lágrimas, emudeceu por vários dias, não queria saber de seu ninguém.  Aliás, ali, ninguém queria saber mais de seu ninguém.

Ante a dor generalizada, todos – pai, mãe, filhos e a empregada – fizeram juramento público: “Não queremos mais criação. A gente se apega demais, sofre demais, melhor não ter mais bicho em casa. O papagaio é o último. Acabou.”

Com o tempo, a rotina retomou seu leito maçante. Pai e mãe voltaram a caminhar no parque e a se sentar no banco pra assuntar bobagens. Os filhos não tinham mais como não cuidar de si, da vida, das obrigações. A empregada retomou a cantoria, com a voz medonha que Deus lhe deu. O papagaio, embora saudoso do cão amigo, voltou a imprecar contra tudo e todos que habitam a terra do sol. Era sua forma de driblar a dor.

Num dia que não era tão belo assim, pai e mãe no parque, sentados assuntando bobagens, assistiam ao desfile dos contentes com seus cachorrinhos de estimação. Viram um pobre diabo abandonado. Pai e mãe se entreolharam. E disseram em uníssono: “Nem pensar, juramos que não”. O coração mole da mãe resolveu dar um biscoito ao largado. O coração bobo do pai falou mais alto: “Bolacha sem água, com um calor desses, não pode ser”. E lá veio um copinho d’água.

Já não eram mais dois.

Voltaram pra casa. Abriram o portão. E o papagaio não se conteve:

-- Seja bem vindo, Totó. (janeiro/2014)






CLÓVIS CAMPÊLO

MATIAS DA ROCHA

O NOSSO SEGUNDO HINO

Do mesmo modo que a música “Aquarela do Brasil”, do compositor mineiro Ary Barroso, é considerada por muitos como o nosso segundo Hino Nacional, considero o frevo “Vassourinhas”, de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos, como o segundo hino do estado de Pernambuco.

Consta que a música foi composta pela dupla em janeiro de 1909 e vendida ao Clube Vassourinhas por três mil réis em novembro do ano seguinte.

A história é confirmada pelo pesquisador Evandro Rabelo em texto postado no site da Fundação Joaquim Nabuco. Afirma o pesquisador que na sede do Clube Vassourinhas foi encontrado por ele um recibo datado de 18 de novembro de 1910, no valor acima citado, assinado pelos autores da música. Do mesmo modo, ainda segundo Rabelo, no 2º Cartório de Registro Especial de Títulos e Documentos, consta outro documento, assinado por Joana Batista, em 1949, onde declara que a marcha foi composta por ela e Matias da Rocha no dia 6 de janeiro de 1909, no arrabalde de Beberibe, em um mocambo de frente a estação do Porto da Madeira.

Joana Batista Ramos faleceu em 1952, na sua casa no bairro do Zumbi, aos 74 anos de idade. Um ano antes, porém, em 1951, quando o Clube Vassourinhas foi ao Rio de Janeiro participar com êxito do carnaval carioca, ela cantou a marcha famosa devidamente orquestrada.

Sendo uma das músicas mais gravadas e executadas em toda a história da música popular pernambucana, “Vassourinhas”, no entanto, é questionada por alguns estudiosos do assunto, no que tange à simplicidade da sua estrutura melódica, já que o frevo-de-rua exige virtuosismo e um amplo conhecimento musical por parte dos seus compositores.

Entretanto, em 1956, ao lado da Orquestra Mocambo, regida pelo maestro Nélson Ferreira, Félix Lins de Albuquerque, mais conhecido como Felinho, com seu clarinete, introduziu variações tão brilhantes na música que praticamente a recriou, tornando-se por isso reconhecido e admirado.

CLÓVIS CAMPÊLO

Assim como Nélson Ferreira, Felinho nasceu na cidade de Bonito, no agreste pernambucano, no dia 14 de dezembro de 1895, e faleceu no Recife, em 9 de janeiro de 1980, deixando uma vasta obra musical.

No que tange a Matias da Rocha pouco se sabe sobre a sua biografia, além de que tenha sido um dos fundadores do Clube Vassourinhas, em 1889. Segundo o texto de Evandro Rabelo supra citado, era elegante, negro, afilado, maestro, tocador de violão, primo de Joana Batista Ramos e autor de outras músicas que não tiveram a felicidade de serem perpetuadas. Ambos eram alfabetizados, já que assinaram o recibo de venda do frevo famoso.

Recife, 2011



NÚBIA NONATO

www.publico.pt

VAGAR

Dirijo-me
ao moço
que tece
o tempo.
Peço-lhe
vagar,
peço-lhe
a generosidade
dos antigos  que não
apreciam a correria
dos que se atrelam
aos minúsculos
ponteiros.