quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

IMAGENS: CLÓVIS CAMPÊLO



ENTRE A NATUREZA E O CONCRETO
Recife, dez/2013
Fotografia de Clóvis Campêlo





A BORDO DO FERRY-BOAT
Baía de São Marcos
São Luís/MA, fevereiro 2014
Fotografias de Clóvis Campêlo


 









NÚBIA NONATO

DURAS PENAS


www.pipocadebits.com

Aprendi a duras penas que
o rugir de uma tempestade
dura pouco, que as  ondas
que se elevam sobre o farol,
repousam plácidas  como
pequenas vagas  espumantes
que lambem meus pés.

Aprendi que é no silêncio onde
povoam os mais vis pensamentos,
que o meu mais forte e cruel
oponente  habita, eu mesma.

Que eu me permita ao açoite
das tempestades, ao assédio
incansável das ondas furiosas.
Que eu me permita dobrar-me
humildemente e escutar no
vão das vicissitudes a voz
cúmplice do Criador.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

PELA RAZÃO ERRADA

praiadeubatuba.blogspot.com

Souza chegou ao consultório médico devastado: trêmulo, suando frio, pressão nas alturas, coração ameaçando sair pela boca.

O doutor foi direto ao ponto:

-- O senhor vai ter que se submeter a uma série de exames. Preciso saber os estragos que esse seu estresse medonho já provocou. O que está acontecendo?

-- Doutor é o seguinte: não suporto mais trabalhar onde trabalho. É muita pressão, muita grosseria dos chefes, muitas exigências descabidas. E o salário não é lá essas coisas, tenho condições de ganhar mais em outro lugar. Não consigo descansar nos finais de semana. Só de saber que a segunda-feira está chegando, surto.

-- E por que o senhor continua lá?

-- Porque, verdade seja dita, o plano de saúde que a empresa oferece aos funcionários é muito bom. Só por isso.  

Publicado em 18/09/2014


COISAS DA VIDA

O TROTE

(Por Violante PImentel) Margarida e Deusa eram duas empregadas domésticas, que trabalhavam na casa de Dona Dalva, em Nova Cruz. Desde o dia em que começaram a trabalhar juntas, estabeleceu-se entre elas uma grande antipatia. Eram rivais no amor e disputavam o mesmo homem. Perderam a cerimônia da dona da casa, e passaram a se agredir na sua frente.

Num certo dia, as duas mulheres se agrediram fisicamente, chamando a atenção dos vizinhos. A dona da casa já estava propensa a dispensá-las, e a contratar novas serviçais.

Havia em Nova Cruz um homem muito astucioso, por nome Manoel Toscano, vizinho de Dona Dalva. Cheio de ouvir as brigas das duas empregadas, Manoel resolveu fazer-lhes um susto. À noite, o telefone de Dona Dalva tocou, e uma voz masculina, dizendo que estava falando da Delegacia de Polícia, pediu para falar com Margarida da Silva e Deusa dos Santos. As duas foram, então, “intimadas” a comparecer àquela delegacia de Polícia, às oito horas da manhã seguinte.


Violante Pimentel é procuradora aposentada
 do Estado do Rio Grande do Norte

As duas mulheres foram dormir assustadas, e pela manhã, antes da hora marcada, já estavam na delegacia de Polícia. Logo foram avisadas de que o Delegado ainda não havia chegado, e que elas deveriam permanecer naquela sala aguardando.  Foram chegando outras pessoas, e a sala de espera, aos poucos, ficou lotada. Já eram quase 11 horas, quando, na Delegacia de Polícia, as duas mulheres começaram a discutir, irritadas e temerosas do que iriam ouvir do Delegado. Os ânimos se alteraram e as duas se agrediram com impropérios, chamando a atenção das pessoas que ali se encontravam.

No momento em que um soldado tentava acalmá-las, entrou o Delegado, e, imediatamente, deu ordem para que elas o acompanhassem até a sua sala. A autoridade policial, então, perguntou-lhes o motivo que as levara até ali. Ouviu delas a resposta de que estavam atendendo à intimação por telefone, que dele haviam recebido na noite anterior. O Delegado, muito mal humorado, respondeu que isso não era verdade, pois ninguém podia ser intimado por telefone. Mas já que ele encontrou as duas se agredindo, inclusive dizendo palavrões, elas iriam passar o resto do dia presas, para que aprendessem a respeitar uma Delegacia de Polícia. E deu ordem ao soldado para trancar as duas mulheres numa cela, até 17 horas .

As rivais chegaram na casa de Dona Dalva arrasadas, e a partir de então acabaram-se as brigas...


CLÓVIS CAMPÊLO

SOFRÊNCIA!



Oriunda da zona da mata sul do Estado de Pernambuco, a minha mãe, durantes muitos anos, manteve um pequeno sítio na zona rural da cidade de Rio Formoso. Era um lugar maravilhoso, resultante do desmembramento do Engenho Carrapato, onde ela vivera quando menina. Um local repleto de árvores frutíferas, repletas de pássaros canoros, cortado por um pequeno riacho, repleto de peixes e muçus.

Ainda menino, gostava de estar ali nas férias. Mas, sempre nos finais de tarde, apesar de curtir o local, era acometido de uma tristeza inexplicável, uma depressão que se desfazia na manhã seguinte, quando o sol a tudo iluminava. Nunca entendi direito esse sentimento negativo que me acometia a alma no final do dia.

Sempre imaginei que apenas eu, nesse mundo repleto de pessoas boas e más, fosse o depositário dessa emoção. Até que um dia, entrevistando o escritor Edson Nery da Fonseca, no belo sobrado onde morava, na cidade de Olinda, ouvi-o dizer a mesma coisa: não gostava dos entardeceres bucólicos dentro do mato. Preferia os fins de tarde à beira-mar, curtindo a sinfonia dos ventos e sentindo os últimos raios do sol que se ia. Éramos companheiros, portanto, naquele sentimento estranho e supostamente solitário.

Clóvis Campêlo

Também nos dias de chuva, sinto-me alterado por uma tristeza inexplicável. Como bom sagitariano que sou, preciso do calor e da luminosidade do sol para me energizar. Não conseguiria, portanto, morar em um local onde o céu não seja aberto e azul, e o dia claro como deve ser um dia feliz.

A explicação para isso encontrei no livro de homeopatia do dr. Nilo Cairo, onde ele mostra que o aumento da pressão barométrica nos dias de chuva pode influenciar de modo negativo algumas almas mais sensíveis. Do mesmo modo, o aumento da umidade relativa do ar, fazendo com que os fungos proliferem também pode afetar os maníacos depressivos como eu, e deixar-lhes de baixo astral.

Quando menino, no inverno chuvoso do Pina, quando a praia e o mar desapareciam no ambiente púmbleo e invernoso, imaginava-me como um pato selvagem dos desenhos animados da televisão, migrando para o sul em busca do sol quente.

Enfim, a vida é isso. Somos animais que reagem química e fisicamente aos estímulos externos. Adaptar-se é preciso para sobrevivermos. Acho que consegui.


Recife, janeiro 2015




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

BRUNO NEGROMONTE

JOÃO TAUBKIN - ENTREVISTA EXCLUSIVA
Um baixo, guitarra, violão e uma bateria; eis o João Taubkin Trio, um projeto contemporâneo constituído por diversos gêneros em uma coerente unidade sonora
Se alguns sobrenomes pesam dentro da música o que João traz é um deles. João Taubkin é filho do conceituado pianista, arranjador, compositor e produtor Benjamim Taubkin, mas vem trilhando o seu próprio caminho no universo fonográfico desde 2002, quando participou da gravação do CD "Danças, jogos e canções", da Orquestra Popular de Câmara. De lá até cá vem dando vazão a sua sonoridade não só acompanhando o seu pai, mas através de diversos projetos ao lado de outros grandes nomes da música brasileira, tais quais Paulo Moura, Léa Freire, Mônica Salmaso entre outros. Sem contar a sua trajetória internacional ao lado de nomes como o do argentino Carlos Aguirre, o do indiano Madhup Mudgal e o do suíço Laurence Revey. Tudo e muito mais sobre o entrevistado de hoje pode ser conferido através da pauta publicada ao longo da semana anterior aqui mesmo nesta coluna. Não deixando as parcerias de lado, atualmente João hoje vem dedicando-se ao projeto João Taubkin Trio, que ao lado do baterista Bruno Tessele e do guitarrista Zeca Loureiro vem brilhantemente conseguindo encontrar o eixo central da alquimia sonora a qual se propuseram ao dar início a esta ideia. De modo bastante solicito, João Taubkin disponibilizou um pouco do seu tempo para nos presentear com esta despretensiosa e exclusiva entrevista que traz, dentre outras coisas, curiosidades a respeito de sua biografia e de sua carreira tais quais como o seu caminho cruzou com outros componentes do seu trio, suas influências enquanto músico e quais os projetos para este ano que acaba de começar. Boa leitura!
Quem conhece a sua biografia sabe que você tem um histórico familiar de envolvimento com a música, mas isso nem sempre é fator determinante para que nos tornemos músico. Quando foi que você atinou para a música por conta própria?
João Taubkin - No inicio do ginásio criei um grupo de rock com os amigos e desde então nunca mais parei. Na época tocava guitarra. Quando terminei o colegial não sabia o que eu queria fazer, entrei no cursinho no embalo e nesse cursinho fiquei por 1 mês. Cabulava muitas aulas e comecei a perceber que não tinha sido uma boa escolha. A partir daí, decidi me aprimorar como músico e o instrumento que escolhi foi o baixo (que já tocava no colegial). Fui fazer aula com o Celso Pixinga, que foi uma pessoa importante e por volta de 2001, meu tio Daniel Taubkin me chamou pra fazer parte do grupo dele que era formado por grandes músicos como o percussionista Guello, João Crystal, Emerson Villani e Gigante Brazil. O Gigante em especial, foi uma pessoa muito importante nesse inicio, principalmente pela generosidade. Daí em diante, comecei a tocar com o meu pai e com outros grandes professores. Essa foi a minha faculdade.
Você passou todo o ano de 2010 na maturação da ideia e na elaboração daquilo do molde que você buscava para o projeto. Ao longo desse tempo houve alguma mudança significativa na concepção do João Taubkin Trio?
JT - Quando você não está mais sozinho, as pessoas que estão no processo (Zeca e Bruno) passam a influenciar o trabalho. Isso é inevitável.
Como se cruzaram os caminhos do Bruno Tessele e do Zeca Loureiro com o teu?
JT - O curioso é que conheci ambos na oficina de musica de Curitiba em momentos diferentes no inicio do ano 2000. Na experiência dessa oficina, os alunos de todos os cursos se encontravam nos intervalos pra fazer um som. Foi assim que a gente se conheceu, já tocando.
Todas as faixas presentes neste projeto levam a sua assinatura. Todas elas foram concebidas para atender a este projeto ou já havia alguma engavetada que acabou encaixando-se a esta proposta?
JT - A maioria das músicas presentes no disco não foram feitas pensando na formação de trio. Quando o trio se formou, eu adaptei as músicas.
Certa vez em entrevista seu pai comentou que haveria dois tipos de música: uma que atende a expectativa do mundo e aquela que há dentro de você. O grande desafio seria conciliar essas duas realidades. Você quando compõe leva em consideração essas realidades e procura adequá-la do modo mais harmonioso possível ou não?
JT - Eu faço música sem pensar nessas questões. Ela nasce de uma expressão genuína. Se eu gostar, coloco ela no mundo.
Ser filho de um músico do gabarito do Benjamim facilita as coisas ou a responsabilidade só aumenta? Essa inevitável referência ao nome do seu pai o incomoda?
JT - A responsabilidade aumenta mas ao mesmo tempo, ser filho dele, me possibilitou estar em contato com a música e músicos da melhor qualidade. Essas experiências sempre me colocaram em situações de muita exigência, que foi muito bom pra mim. Nunca consegui um trabalho por ser filho dele mas as experiências que tive ao lado dele são inesquecíveis. A referência que as pessoas fazem em relação ao meu pai é inevitável, mas quando as pessoas conhecem a minha música fica claro que a minha identidade é outra.
Quais as suas maiores influências que você destacaria na concepção de sua sonoridade além do Benjamim?
JT - Minhas influências são diversas mas destaco como principais o Led Zeppelin e o Milton Nascimento. Esses sons mudaram a minha vida.
É possível perceber que sua música não faz concessão. Há ramificações sonoras diversas, por exemplo, neste seu primeiro álbum. Passar longe do conceitual é uma busca constante em sua sonoridade ou é algo espontâneo?
JT - A minha busca é pela identidade. Ela nasce como resultado das experiências que vivi ou inspirada por um filme, um show, uma viagem, uma pessoa, um lugar.
A música instrumental brasileira apesar de riquíssima e de grande sucesso junto a festivais no Brasil e no Exterior não tem o espaço devido nos grandes meios de comunicação. Você acredita que este tipo de cenário é reversível ou tornou-se algo crônico, uma vez que a desvalorização de nossos valores culturais é algo que está presente em nosso consciente coletivo já há muitos anos?
JT - É uma situação delicada pois o ‘jabá’ é um sistema muito atrativo pra quem quer fazer dinheiro. Por exemplo, o artista paga pra rádio, a rádio toca a música infinitas vezes e com isso ele vende mais discos, mais shows e consegue continuar pagando esse jabá. É um sistema que se retroalimenta. Falo da rádio nesse exemplo, mas incluo todos os meios de comunicação. Daí cai na questão da educação. As pessoas são educadas por esses veículos. Esse sistema impossibilita a diversidade da informação. Quem não tem contato com uma cultura de qualidade tem o acesso muito mais restrito, pois esses veículos constrõem um muro de concreto na entrada do caminho que possibilitaria isso. Não acho que a música instrumental tenha que ser uma música das grandes massas, ao meu ver ela não tem esse perfil, mas o espaço que ela ocupa é muito pequeno, a fatia do bolo deveria ser mais generosa. Apesar disso, tem gente séria que divulga a boa música, com menos força que esses grandes veículos mas cumprem um papel muito importante.
Quais os projetos para este ano de 2015?
JT - Em 2014 o trio fez seu primeiro show fora do país, em um festival de música na Colômbia. Fora isso terei o prazer de participar de projetos de outros artistas. Sou muito feliz com o meu projeto, mas tenho muito prazer em fazer parte de outros trabalhos. Isso garante o meu sustento e me enriquece como ser humano. Amo o que faço! Eu vivo cada dia. Acho que isso afina o olhar para as coisas e abre um monte de possibilidades.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

COISAS DA VIDA

O ELOGIO


(Por Violante Pimentel) Zé Mateus era um exímio sapateiro de Nova-Cruz (RN), que não passava um dia sem tomar sua branquinha. Quando resolvia encher a cara, não cumpria os compromissos assumidos, com relação ao conserto de sapatos, e isso punha em dúvida a sua credibilidade. Aos poucos, a clientela ia se afastando. Entretanto, levando em conta a perfeição com que trabalhava, antigos clientes ainda insistiam em procurar os seus serviços.
 
Certo dia, Dr. Gilmar, um conhecido dentista da cidade, levou-lhe um par de sapatos para pôr meia-sola, exigindo que o serviço fosse feito com rapidez. Para isso, pagou-lhe adiantado. No dia seguinte, o homem foi buscar os sapatos, mas a porta do quartinho onde o sapateiro trabalhava estava fechada. Somente uma semana depois, o dentista encontrou o sapateiro trabalhando, e sóbrio.

Ao ver o cliente, Zé Mateus não escondeu o nervosismo.  Tinha passado a semana bebendo, e o conserto dos sapatos não havia sido feito.

Antes que o dentista perguntasse pelos sapatos, o sapateiro procurou se justificar:

- “Doutô”, não tive tempo de fazer o serviço do "sinhô", mas garanto que amanhã eu faço! Amanhã o serviço "tá" pronto!

O dentista retrucou:

-Faça mesmo! Você recebeu o pagamento adiantado!

E o sapateiro, querendo agradar o cliente, falou:

- Olhe, “doutô", pra mim,o homem mais importante de Nova-Cruz  é o "sinhô"! Nem o “doutô” Gadelha vale tanto! Nem o prefeito vale tanto! Nem o juiz vale tanto! Nem o promotor vale tanto! Nem o padre vale tanto! Tudo isso é fichinha, perto do senhor!!!

O dentista, irritado com tanta bajulação, disse:

- Só falta agora você dizer que eu sou mais importante do que Deus! Será que eu sou?

E o sapateiro, gaguejando, respondeu:

- Agora danou-se, “doutô”… Aí eu jogo num empate!!!



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CLÓVIS CAMPÊLO

O FLAMENGO DO RECIFE



O Flamengo, primeiro clube campeão pernambucano de futebol, foi fundado no dia 20 de abril de 1914.

Seu padrão era composto de calção branco e camisa preta com uma cruz branca no peito esquerdo, resquício do antigo Cruz Branca, clube do qual se originou. Posteriormente, a cruz branca do peito seria retirada, permanecendo, porém, o clube com as cores branca e preta.

Segundo o falecido jornalista Givanildo Alves, em História do Futebol em Pernambuco, o nome da agremiação resultou da simpatia dos seus associados pelo Flamengo do Rio de Janeiro, que, em 1914, vencera pela primeira vez, de forma brilhante, o campeonato carioca.

Em 1915, quando conquistou o primeiro e único campeonato pernambucano da sua história, o Flamengo se reorganizava. Para tanto, no dia 11 de março, às 20 horas, na casa número 9 da rua dos Prazeres, na Boa Vista, os associados do clube se reuniram para eleger uma nova diretoria, que ficou assim composta: presidente, Alcebíades Braga (reeleito); vice-presidente, Braz Croccia; 1º secretário, Elteredo Antunes; 2º secretário, A. Caminha; tesoureiro, Antônio Miranda; orador, Eduardo Lemos; diretor, Gastão B. Bittencourt; comissão fiscal, Waldemar Silva, João Baptista e O. Carvalho. A posse da nova direção ocorreu no dia 21 de março, às 14 horas.

Sobre o nome completo e correto do clube, a impressa da época tanto utilizava Sport Club Flamengo quanto Flamengo Sport Club. A esse respeito, Givanildo Alves, na obra acima citada, usa a denominação Sport Club Flamengo, que, provavelmente, é a forma correta.

Em julho de 1915, o presidente reeleito do Flamengo, Alcebíades Braga, é eleito presidente da recém fundada Liga Sportiva Pernambucana, cumprindo, porém, um mandato curtíssimo por se recusar a prestar contas de um jogo amistoso realizado em benefício da Liga.

O jogo em questão aconteceu no dia 12 de setembro, no campo do British Club, na Torre, quando um time formado por ingleses residentes no Recife empatou por 1x1 com uma equipe formada por jogadores pernambucanos.
Afastando-se do cargo de presidente da LSP, Alcebíades Braga ainda foi punido com a sua exclusão do quadro de associados do Flamengo, clube do qual fora fundador e presidente eleito em dois mandatos consecutivos.



JOGOS DO FLAMENGO NA LSP EM 1915

Jogo: Flamengo 2x1 C. E. do Peres. Data: 15.08.1915 (domingo, à tarde). Local: Campo do Derby. Juiz: não informado. Gols: Taylor (2), para o Flamengo, e Briant, para o Peres. Equipes: não informadas. Segundos times: Flamengo 1x0 C. E. do Peres.

Jogo: Flamengo 3x0 Coligação. Data: 07.09.1915 (3ª feira). Local: Campo do Derby. Juiz: não informado. Gols: Taylor, Waldemar e Perci. Equipes: não informadas. Segundos times: Flamengo 2x0 Coligação.

Jogo: Flamengo x Santa Cruz. Data: 19.09.1915 (domingo). Local: Campo do Derby. Juiz: Sr. Forster. Juizes de gol: Machado Dias, do Flamengo, e Alano Guimarães, do Santa Cruz. Equipes: não informadas.

Jogo: Flamengo x Torre. Data: 17.10.1915 (domingo, pela manhã). Local: Campo do Derby. Juiz: não informado. Equipes prováveis: não informadas. Segundos times: não informado.

Jogo: Flamengo x América. Data: 27.10.1915 (4ª feira, à tarde). Local: Campo do Derby. Juiz: não informado. Equipes prováveis: não informadas. Segundos times: não informado.

Jogo: Flamengo 6x2 Santa Cruz. Data: 05.12.1915 (domingo, à tarde). Local: Campo do British Club. Juiz: J. Forster. Gols: Pitota, para o Santa Cruz; e Taylor (2), Perci, Arlindo Lélis, Ruy e Gastão, para o Flamengo. Equipes: Santa Cruz: Ilo Just; Braz e Silva; M. Pedro, Carvalho e Luiz Lima; Jorge Silva, Mário Rodrigues, Pitota, Alberto Campos e Doria. Flamengo: Cavalcanti; Rubens e Chico; Abdon, Ruy e Zezé; Arlindo Lélis, Perci, Taylor, Gastão e Waldemar. Expulsões: Arlindo Lélis (Flamengo) e Luiz Lima (Santa Cruz). Ingressos: Cavalheiros, 1$000; Senhoras e menores de 12 anos, $500; Cadeiras, 2$000. Renda: não informada.

Jogo: Flamengo 3x1 Torre. Data: 12.12.1915 (domingo, à tarde). Local: Campo do British Club. Juiz: J. Forster. Juizes de Gol: Ilo Just e M. Jacome. Equipes: Flamengo: Luiz; J. Albuquerque e F. Alves; Frederico, Ruy e Abdon; Waldemar, Gastão, Taylor, Perci e Arlindo Lélis. Torre: Lopes; O. Antunes e Austregésilo; Barroso, Mário Pinto e Luiz Barros; Barreto, Cleto, Álvaro, Gatis e Sidney. Ingressos: Cavalheiros, 1$000; Senhoras e menores de 12 anos, $500; Cadeiras, 2$000. Renda: não informada.


Recife, 2011

sábado, 17 de janeiro de 2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

RAPIDÍSSIMAS (LXII)



TRABALHAR?
A maioria cumpre horário. De olho nas horas extras.

CANÍCULA
Esse calor me bota mais vagabundo do que, normalmente, sou.

ELEFANTES
São sábios. Sabem a hora de se retirar.

TÉDIO
Não preciso concordar com suas ideias para respeitá-lo.

DNA
-- Querido: não se apoquente tanto assim, não se culpe além da conta. Você é o que é: uma lástima. Mas jamais degenerou, saiu aos seus.

DNA (II)
-- Vou ser franco, gosto de você, amo mesmo. Você não tem culpa de ser assim. Você é vítima do cruzamento de um jumento (seu pai) com uma vaca (sua mãe). É por isso que você não puxa carroça nem dá leite. Entendeu?