domingo, 15 de janeiro de 2017

AS CHARGES DO DIA




POLO - CHARGE ON-LINE



Charge (Foto: Antonio Lucena)
ANTONIO LUCENA - BLOG DO NOBLAT


Charge do dia 15/01/2017
MIGUEL - JORNAL DA COMMERCIO (PE)


J. BOSCO - O LIBERAL




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ALPINO





NICOLIELO - JORNAL DE BAURU (SP)


Previsao 20017 uma ruim e uma bua vai viver muito nao vai se aposentar nunca cigana futuro
AMARILDO



JEAN GALVÃO - FOLHA DE S. PAULO


Charge (Foto: Chico Caruso)
CHICO CARUSO - O GLOBO

sábado, 14 de janeiro de 2017

HORA DA VITROLA: ALCEU VALENÇA



CORAÇÃO BOBO
De Alceu Valença
Com Alceu Valença e Zé Ramalho



Meu coração tá batendo
Como quem diz não tem jeito
Zabumba, bumba esquisito
Batendo dentro do peito

Teu coração tá batendo
Como quem diz não tem jeito
O coração dos aflitos
Batendo dentro do peito

Coração bobo, coração bola
Coração balão, coração São João
A gente se ilude dizendo
Já não há mais coração



ANUNCIAÇÃO
De Alceu Valença
Com Alceu Valença



Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo peito nu cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais

A voz do anjo sussurrou no meu ouvido
E eu não duvido já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais


IMAGENS: HEITOR DOS PRAZERES


Favela

Favela

óleo sobre tela, c.i.d.
130.00 x 96.00 cm
Reprodução fotográfica Antonio Rudge


Favela

Favela

óleo sobre tela, c.i.d.
54.00 x 65.50 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida



Morro

Morro

óleo sobre tela, c.i.d.
144.00 x 102.00 cm
Reprodução fotográfica Antonio Rudge


No Morro

No Morro

óleo sobre cartão, c.i.d.
35.00 x 27.00 cm
Coleção Sergio Sahione Fadel
Reprodução fotográfica Dimitri Lambru


A Prainha

A Prainha

óleo sobre tela, c.i.d.
45.00 x 54.00 cm
Reprodução fotográfica Leondino A. Kubis



Moenda

Moenda

óleo sobre tela
65.00 x 81.00 cm
Coleção Museu de Arte Contemporânea 
da Universidade de São Paulo
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini




Mulata

Mulata

óleo sobre madeira, c.i.d.
47.50 x 36.20 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ
Reprodução fotográfica Fábio Ghivelder



Mulata no Quarto

Mulata no Quarto

óleo sobre tela, c.i.d.
45.00 x 54.00 cm
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ
Reprodução fotográfica Paulo Scheuenstuhl


FONTE: ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL
(FOTOS E CRÉDITOS)

***



Heitor dos Prazeres (Rio de Janeiro 1898 - idem 1966) foi pintor, compositor, marceneiro. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira.

Com a palavra, Rubem Braga:

"Se há um homem que não precisava ser pintor era esse, cuja vida e amores já conta de maneira tão boa em outra arte, mas sua riqueza interna veio ganhar na pintura uma expressão irmã do samba, e seria fácil reconhecer o ritmista na composição dos quadros, o 'envernizador técnico' no seu acabamento caprichado, o boêmio nos motivos malandros que o inspiram. Ele não faz pintura 'do Partido Alto', para deleite dos ricos, nem traz para a tela as cenas das macumbas e candomblés que freqüentou, apenas conta essa vida solta e heróica de cavaquinho na mão e cachaça e mulata, sua vida de seresteiro e trovador de muitas conquistas 'não pela cara que tenho, mas pela conversa que eu sei fazer'". 


CRÔNICA: CARLOS HEITOR CONY

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ILUSTRAÇÃO: ARQUIVO GOOGLE

A CHATICE DE SER SOZINHO

POR CARLOS HEITOR CONY
FOLHA ON-LINE
23/08/2005

Fazendo parte do bloco "eu sozinho", sem religião, sem partido político, sem qualquer tipo de ideologia, nem mais torcendo por qualquer time de futebol, tenho todos os direitos para me considerar um chato. Consigo a proeza de chatear petistas e tucanos, que me acusam de ser viúva de uns ou de outros. Quando faço críticas ao atual governo, sou viúva de FHC. Durante oito anos critiquei FHC quase que diariamente na Pág. 2 da Folha, recebia mensagens desaforadas, chegaram a me atribuir lugar de destaque na hierarquia petista infiltrada na mídia.

Até hoje, o pessoal da linha dura dos anos de chumbo volta e meia me arrola entre os comunistas mais atuantes do Cone Sul. E a turma do partidão, que estabelecia quem devia trabalhar na mídia ou não devia, acha que sou um vendido ao capitalismo internacional. Agora, que sou chato, sou mesmo. Tenho certeza de que, ao deixar este mundo igualmente chato, irei para o inferno. Ao me apresentar a Satanás, o Imperador das Chamas, ele ficará alarmado. "Você aqui?" E embora tenha toda a eternidade para decidir sobre o meu destino, ele pensará um bom tempo para saber o que fazer comigo. Gênio do Mal, ele é gênio também em encontrar soluções desesperadas, tem know how secular para se livrar de chato. Depois de coçar o queixo, procurando um jeito de se livrar de mim, terá uma ideia brilhante:

"Olha, apanha aí alguns gravetinhos e faça você mesmo uma fogueirinha, mas do lado de fora. Meta-se nela e fique se assando por toda a eternidade. Pelo amor de Deus, não tente entrar aqui dentro, somos condenados ao fogo eterno mas não à chatice eterna".

Não estranharei o fato do diabo invocar o amor de Deus. Vale tudo para se livrar de um chato.


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Em termos de gafe, João é dono de longa folha corrida. Rara a festa em que ele, tocado pela uca, não apronta das suas. Não foi sempre assim, é certo. É coisa de uns vinte e poucos anos para cá – desde o tempo em que passou a ignorar a valiosa (embora inútil) advertência do ministério da Saúde e nunca mais bebeu com moderação. Por Orlando Silveira

http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/01/quase-historiase-o-amor-saiu-pela.html#comment-form
          

AS CHARGES DO DIA




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SPONHOLZ



Charge do dia 14/01/2017
MIGUEL - JORNAL DO COMMERCIO (PE)



Charge (Foto: Chico Caruso)
CHICO CARUSO - O GLOBO




A imagem pode conter: texto
ALPINO




Charge (Foto: Amarildo)
AMARILDO


PAIXÃO - GAZETA DO POVO (PR)



BENETT - GAZETA DO POVO (PR)

POLÍTICA/OPINIÃO: JOSIAS DE SOUZA

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LULA: CINCO VEZES RÉU (FOTO: GOOGLE)

CANDIDATURA DE LULA
É UMA APOSTA NO CINISMO

POR JOSIAS DE SOUZA
UOL – 14/01/2017 |  04:30

Dentro de seis dias, o PT deve deflagrar uma cruzada por eleições diretas e lançar a re-re-recandidatura de Lula. Numa reunião do diretório nacional do partido, o pajé do petismo aceitará o sacrifício de retornar ao Planalto para salvar o país. Não é propriamente um projeto político. Trata-se de uma aposta no poder de sedução do cinismo.

Só há uma coisa pior do que o antipetismo primário. É o pró-petismo inocente, que engole todas as presunções de Lula a seu próprio respeito. Isso inclui aceitar a tese segundo a qual o xamã da tribo petista veio ao mundo para desempenhar uma missão que, por ser divina, é indiscutível.

Todos os líderes políticos cultivam a fantasia da excepcionalidade. Mas nunca antes na história desse país surgiu um personagem como Lula. Dotado de uma inédita ambição de personificar a moral, acha que sua noção de superioridade anistia os seus crimes. E avalia que seu destino evangelizador o dispensa de dar explicações.

Não é a hipocrisia de Lula que assusta. A hipocrisia pelo menos é uma estratégia compreensível para alguém que é réu em cinco inquéritos e convive com o risco real de ser preso. Melhor ir em cana fazendo pose de presidenciável perseguido do que amargando a fama de corrupto.

O que espanta é perceber que, em certos momentos, Lula parece acreditar de verdade que sua missão sublime no planeta lhe dá o direito de cometer atentados em série contra a inteligência alheia. Desprezadas a lógica e as evidências, sobram o cinismo e a licença dada por Lula a si mesmo para tratar os brasileiros como idiotas. Mesmo sabendo que já não encontra tanto material.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CHÁ DAS CINCO: JORGE DE LIMA

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QUADRO: HENRIQUE PASSOS

CANTIGAS

As cantigas lavam a roupa das lavadeiras.
As cantigas são tão bonitas, que as lavadeiras ficam tão tristes, tão                              pensativas!

As cantigas tangem os bois dos boiadeiros! ¬
Os bois são morosos, a carga é tão grande!
O caminho é tão comprido que não tem fim.
As cantigas são leves ...
E as cantigas levam os bois, batem a roupa das lavadeiras.

As almas negras pesam tanto, são
Tão sujas como a roupa, tão pesadas como os bois ...
As cantigas são tão boas ...
Lavam as almas dos pecadores!

Lavam as almas dos pecadores!

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As pessoas que mais admiro são aquelas que – sem motivo aparente – ainda sorriem. 
Por Orlando Silveira, em "Rapidíssimas".


IMAGENS: DJANIRA



Empinando Pipa

Empinando Pipa

1950 | Djanira
óleo sobre tela
115.50 x 96.50 cm
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural


Mercado de Peixe

Mercado de Peixe

1957 | Djanira
óleo sobre tela, c.i.d.
89.80 x 116.50 cm
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural


Costureira

Costureira

1951 | Djanira
têmpera sobre tela, c.i.d.
54.20 x 46.00 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida


Serradores

Serradores

1959 | Djanira
óleo sobre tela, c.i.d.
136.00 x 131.00 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida




Caboclinhos

Caboclinhos

1952 | Djanira
encáustica sobre tela, c.i.d.
118.00 x 166.00 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida


Candomblé

Candomblé

1957 | Djanira
têmpera sobre madeira
250.00 x 242.80 cm
Reprodução fotográfica Iara Venanzi/Itaú Cultural


São José de Botas

São José de Botas

1973 | Djanira
óleo sobre tela, c.i.d.
73.00 x 50.00 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

***

FONTE: ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL
(FOTOS E CRÉDITOS)




Desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa, gravadora e pintora, Djanira nasceu em Avaré, interior de São Paulo, em 20/06/1914, e morreu no Rio de Janeiro, em 31/05/1979.

Na obra de Djanira coexistem a religiosidade e a diversidade de cenas e paisagens brasileiras. Sua trajetória permite compreender a condensação de elementos apresentada em seus desenhos, pinturas e gravuras.

***

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E O AMOR SAIU PELA JANELA (8)

Resultado de imagem para quadros famosos sobre festas doimpério

Em termos de gafe, João é dono de longa folha corrida. Rara a festa em que ele, tocado pela uca, não apronta das suas. Não foi sempre assim, é certo. É coisa de uns vinte e poucos anos para cá – desde o tempo em que passou a ignorar a valiosa (embora inútil) advertência do ministério da Saúde e nunca mais bebeu com moderação. Por Orlando Silveira
http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/2017/01/quase-historiase-o-amor-saiu-pela.html#comment-form

IMAGENS: SEBASTIÃO SALGADO



































Sebastião Ribeiro Salgado (Aimorés, MG, 1944). Fotógrafo. Com formação em economia, realiza doutorado nesta área pela Université de Paris. Entre 1971 e 1973, trabalha para a Organização Internacional do Café, em Londres. Durante viagem à África, na qual coordena um projeto sobre a cultura do café em Angola, decide tornar-se fotógrafo. Reside em Paris a partir de 1974, e trabalha para as agências Sygma (até o ano seguinte) e Gamma, entre 1975 e 1979. Documenta conturbados acontecimentos sociais e políticos na Europa e na África. Em 1979, ingressa na agência Magnum, na qual permanece até 1994, ano em que cria a própria empresa, a Amazonas Imagens. Realiza viagens pela América Latina, entre 1977 e 1984, documentando as condições de vida dos camponeses e dos índios, que divulga no livro Autres Ameriques, de 1986. Na década de 1980, trabalha por 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras, percorrendo a região do Sahel, na África, e registrando a devastação causada pela seca. Produz, entre 1986 e 1992, a série Trabalhadores, em que documenta o trabalho manual e as difíceis condições de vida dos trabalhadores em várias regiões do mundo. É autor dos livros: Sahel: L'Homme en Détresse (França, 1986), La main de l'Homme (França, 1993), Terra (Brasil, 1997), Trabalhadores: uma Arqueologia da Era Industrial (Brasil, 1996) e Retratos de Crianças do Êxodo (Brasil, 2000), 
Gênesis (Brasil, 2013), entre outros.


Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural

QUASE HISTÓRIAS:E O AMOR SAIU PELA JANELA (8)

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BAILE DA ILHA FISCAL (QUADRO: FRANSCISCO FIGUEIREDO)
Gertrudes não tinha apenas pulgas atrás das orelhas. Mantinha, como sempre fazia em ocasiões como a que se avizinhava, os dois pés atrás. Entende-se. O marido João, em termos de gafe, é dono de longa folha corrida. Rara a festa em que ele, tocado pela uca, não apronta das suas. Não foi sempre assim, é certo. É coisa de uns vinte e poucos anos para cá – desde o tempo em que passou a ignorar a valiosa (embora inútil) advertência do ministério da Saúde e nunca mais bebeu com moderação.

Enquanto aguardava Gertrudes se arrumar, já vestido para a festança, João entornou o possível. Fiel às tradições, queria chegar “no ponto”. Só assim consegue ser o que julga ser: um sujeito engraçado, que faz todo mundo rir, a quem parentes e amigos têm na coluna das presenças obrigatórias. Um sedutor, enfim. De ilusão, dizem, também se vive, ainda mais quando o destilado dá uma rasteira na capacidade de discernir.

Quando Gertrudes entrou na sala, o roteiro já tinha o final traçado.

-- Pelo amor de Deus! Veja se hoje se você comporta. Nós vamos na formatura do Jaiminho, nada de piadas, sem gracinhas. É o primeiro médico da família. Lá, só vai dar gente de bem: pai de doutor, mãe de doutor, avó de doutor. Compreendeu, João? É baile para gente fina. Estou cansada de passar vergonha por sua causa. Antes, punha panos quentes; agora, não mesmo. Quer ficar enchendo a cara? Fique.

-- E eu sou de dar fora em festas?

-- Cínico. Ás vezes, acho que você não bate bem da cabeça.

-- Todo mundo ri das minhas brincadeiras, Gertrudes. Só você implica com elas. Você vê maldade em tudo.

-- Está bom. Já lhe disse o que tinha para dizer. Não me faça passar vergonha. Hoje, não. Pelo amor de Deus.

João foi a banheiro, retocou os fios de cabelo que lhe restavam, ajeitou a camisa dentro das calças, fez gargarejo para amenizar o bafo. Respirou fundo.

De volta à sala, João tinha na cabeça resposta para a pergunta inevitável de Gertrudes, arma que nunca tivera coragem de usar:

-- Então, João, como estou? Não vai falar nada?

-- Você está bem, Gertrudes.

-- Puxa! Só isso?

-- Você está ótima, meu bem, mais emperiquitada que cachorra de madame. Não passará despercebida. (OS - JAN/2017)

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E O AMOR SAIU PELA JANELA (7)

Alceu respirou fundo, resolveu mentir (amou Matilde, sim) e colocar um ponto final na história arrastada, pois de uns tempos pra cá só tinha cabeça, coração e membros para Verinha, a cunhada mais nova, dona de bunda e peitos fartos... Por Orlando Silveira


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