terça-feira, 29 de março de 2016

CHARGES: SPONHOLZ





A DEBANDADA












Roque Sponholz é arquiteto, urbanista, professor universitário, 
chargista, caricaturista e cartunista 

IMAGENS: EDGAR DEGAS



RETRATO DA FAMÍLIA BELLELLI (1858/1867)


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A DAMA DOS CRISÂNTEMOS (1865)



A BOLSA DE ALGODÃO DE NEW ORLEANS (1873)



O PEDICURO (1873)



NAS CORRIDAS

CHARGES: DIRETO DA "BESTA"

JORNAL DA BESTA FUBANA




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                                                          JOTA A – JORNAL O DIA (PI)





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MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)



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ALPINO – BLOG DO ALPINO



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ALPINO – BLOG DO ALPINO



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CHICO CARUSO – O GLOBO



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FERNANDES – DIÁRIO DO ABC (SP)



benett
BENETT – GAZETA DO POVO (PR)



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MOISÉS – BLOG DO NOBLAT

O CANTO DE VÓLIA

ROSA NEGRA




Ah! Rosa Negra!
Por que foges de mim?
Por que te escondes assim
Dos meus raios de Sol?

Temes, por acaso,
Que eu te creste as pétalas?
Mas eu posso ser para ti arrebol.
Ou quem sabe uma mansa alvorada?

Antes, procuravas me enfeitiçar,
Promessas de amor,
Lindos sonhos,
Madrugadas felizes.

E o meu verso,
Era para ti orvalho.
Julguei que olharias para mim,
Sempre com olhos de Primavera.

Mas, o inverno tomou conta de ti,
E o teu coração se enregelou,
E do doce sentimento, nada sobrou.
Apenas os espinhos é o que me ofertas.

E eu já nem sei como em ti chegar,
São tantos espinhos,
Que o meu carinho vai ficando ferido
Pelo caminho.

Ah! Rosa negra,
Se soubesses o amor que para ti tenho guardado!
Se soubesses da poesia,
Se soubesses da alegria!

Mas o teu coração deseja me esquecer...
E eu já nem me pergunto mais por quê.
Já depus as armas,
Já me imolei nessa batalha inglória.

Agora só espero que a noite caia sobre mim,
E que algum vento me leve para distante,
Porque voltei a ser um coração errante,
Que um dia se encantou por uma Rosa negra.


(15/08/2014)




Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana,
 engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica. 
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia) 
e Onde As Paralelas Se Encontram (Romance). 

trimano






CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE




JOÃO CABRAL DE MELLO NETO



CELSO FURTADO




GRANDE OTELO



JÚLIO CORTAZAR




sábado, 26 de março de 2016

SOM E IMAGENS: GENIVAL LACERDA




WILLIAM MEDEIROS









FERNANDES







VIDRÁGUAS: CARMEN SÍLVIA PRESOTTO


PEGADAS

frestas do momento

teu amor deixa resíduos

luz no corpo das horas

teu amor faz sombras

pinga,

suor ao movimento

Carmen Silvia Presotto - Vidráguas

Carmen Silvia Presotto 
é Coordenadora Editorial na 
empresa Vidráguas.

É também autora dos seguintes livros:
Postigos: Poesia. Editora Vidráguas, 2010.
Encaixes: Poesia. Editora Vidráguas, 2006.             
Dobras do Tempo: Poesia. Editora Alcance, 2003.


sexta-feira, 25 de março de 2016

BRUNO NEGROMONTE

Histórias e estórias da MPB - Parte 19


Nascido em Niterói, o carioca Jessé Florentino Santos foi criado em Brasília, de onde saiu para São Paulo já adulto. No período em que residiu na Capital Federal teve a oportunidade de corroborar com desejo do pai, que tinha a intenção de fundar uma Igreja no local onde moravam. De fato o pai realizou tal desejo ao fundar a Igreja Presbiteriana independente do Cruzeiro, onde Jessé arregaçou as mangas aos nove anos de idade e deu uma de carpinteiro, ajudando além de carregar os instrumentos, construir os primeiros assentos do local. Foi nesta Igreja as suas primeiras incursões no universo musical. 

No entanto foi a partir do sr. Cesarino, vizinho do pretenso artista, que obteve os seus primeiro aprendizados musicais teóricos. Jessé, como ficou conhecido nacionalmente a partir dos anos de 1980, começou a sua carreira na década anterior ao seu estrondoso sucesso nacional quando atuava como crooner em boates e casas de eventos de todo o país em grupos como o Corrente de Força e o Placa Luminosa (mesmo grupo que anos mais tarde viria a estourar em todo o território nacional a partir da execução da canção "Fica comigo"). Ainda nos anos de 1970 chegou a gravar em inglês canções como "If You Could Remember" (entre outras) sob o pseudônimo de Tony Stevens. No entanto, apesar de tal registro fonográfico o sucesso e o seu nome de batismo só viria a ser revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell da Rede Globo com a música "Porto Solidão" (canção oferecida pelo autor Zeca Bahia a nomes como Gilliard e Fábio Jr., que se negaram a gravar), sem dúvida alguma o seu maior sucesso. Com esta interpretação, o então concorrente além de ganhar o prêmio de melhor intérprete também teve a oportunidade de lançar, pela RGE, seu primeiro LP de título homônimo ao seu nome e que trazia, além de "Porto Solidão", faixas como "Voa liberdade" e "Palavra de honra", de autoria de Accioly Neto. 

Ao longo dos dois anos posteriores fez dois registros fonográficos que mantiveram o seu nome em evidência em todo o território nacional, até que em 1983 Jessé ganha o XII Festival da Canção Organização realizado em Washington. O Brasil não tinha representante para o festival, Jessé resolveu por conta própria participar. No entanto para isso precisava de uma canção para levar aos Estados Unidos. Na véspera da viagem, por volta das 21 horas pega o seu irmão e vai para casa dar início a composição. Por volta das 23 horas liga para Elifas Andreato e pede que ele escreva uma letra para a nova composição. Elifas, mesmo acreditando que não daria conta, acaba por escrever uma letra para Jessé e a manda para o intérprete por volta das 02 horas da madrugada. 

Sete horas depois, às 09 da manhã, Jessé embarca para os EUA para arrebatar o jurado de modo ímpar, o cantor e compositor traz para o Brasil os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel", canção de parceria inusitada entre o próprio intérprete e o artista plástico Elifas Andreato. A dupla ainda foi responsável pela composição da canção "Uma mulher", também gravada pelo cantor. 

De voz muito potente, Jessé sempre chamou a atenção do grande público por interpretações viscerais e emotivas, o que o acabou tornando bastante popular. Dentre seus registros fonográficos estão composições de nomes como Tom Jobim, Wagner Tiso, Chico Buarque, Belchior, Milton Nascimento, Sá e Guarabira, Angela Rô-Rô, Capiba, Fernando Brant, Jonh Lennon, Paul MacCartney, Pablo Milanés, Caetano Veloso, Carlinhos Vergueiro, Guilherme Arantes, Silvio Caldas, Orestes Barbosa entre outros ao longo dos anos em que atuou em palcos de todo o país, assim como também nos 12 discos que deixou como legado, dentre eles os álbuns duplos "O sorriso ao pé da escada" e "Sobre todas as coisas"Jessé faleceu após um trágico acidente automobilístico no dia 29 de março de 1993 no município paulista de Ourinhos quando estava a caminho do Paraná, onde iria se apresentar. Acompanhado da esposa (que estava grávida de cinco meses), o artista perdeu o controle do carro e capotou, fazendo com que a esposa perdesse o bebê e também ficasse em estado grave. Transferido para a santa casa municipal. o cantor que no acidente sofreu traumatismo craniano não resistiu e acabou tendo morte cerebral. Após decretada a sua condição, teve o seu corpo transferido para São Paulo afim de atender ao seu último desejo: a doação dos seus órgãos. Deixo aqui para os amigos leitores duas canções citadas ao longo do texto. A primeira trata-se do estrondoso sucesso "Porto solidão", gravada por Jessé como dito em seu álbum de estreia em 1980:




A segunda trata-se "Estrelas de Papel", canção que trouxe ao cantor e compositor os louros internacionais:

quinta-feira, 24 de março de 2016

SPONHOLZ: CARTOONS



























“Charge sem crítica – seja ela aos costumes, ao meio ambiente, ao esporte, ao cotidiano, aos governos, aos santos, aos diabos e tiranos etc. – não é charge; é piada de salão.”

A definição acima é do arquiteto, urbanista, professor universitário, chargista, caricaturista e cartunista Roque Sponholz. Paranaense de Imbituva, Sponholz não esconde suas admirações: “Exalto o traço do Loredano, o cérebro do Millôr, o trabalho e o caráter do mestre Niemeyer” – nem suas antipatias: Lula Dilma e PT, entre outras. Chama, por exemplo, o ex-presidente de “presiMente”. Para ele, Dilma não passa de uma “marionete” e o automóvel é a praga deste e do passado século: “O transporte individual é o cancro de nossas cidades. Abomino áulicos e covardes. Sou criativo: crio brigas, confusões e não fujo delas.”


www.sponholz.arq.br/







quarta-feira, 23 de março de 2016

CHÁ DAS CINCO: FERREIRA GULLAR



UMA PEDRA É UMA PEDRA

uma pedra
(diz
o filósofo, existe
em si,
não para si
como nós)
uma pedra
é  uma pedra
matéria densa
sem qualquer luz
não pensa
ela é somente sua
materialidade
de cousa:
não ousa
enquanto o homem é uma
aflição
que repousa
num corpo
que ele
de certo modo
nega
pois que esse corpo morre
e se apaga
e assim
o homem tenta
livrar-se do fim
que o atormenta
e se inventa