Por
que te escondes assim
Que
eu te creste as pétalas?
Mas
eu posso ser para ti arrebol.
Ou
quem sabe uma mansa alvorada?
Antes,
procuravas me enfeitiçar,
Julguei
que olharias para mim,
Sempre
com olhos de Primavera.
Mas,
o inverno tomou conta de ti,
E o
teu coração se enregelou,
E do
doce sentimento, nada sobrou.
Apenas
os espinhos é o que me ofertas.
E eu
já nem sei como em ti chegar,
Que
o meu carinho vai ficando ferido
Se
soubesses o amor que para ti tenho guardado!
Mas
o teu coração deseja me esquecer...
E eu
já nem me pergunto mais por quê.
Já
me imolei nessa batalha inglória.
Agora
só espero que a noite caia sobre mim,
E
que algum vento me leve para distante,
Porque
voltei a ser um coração errante,
Que
um dia se encantou por uma Rosa negra.
Vólia Loureiro do Amaral Lima é paraibana,
engenheira civil, poetisa, romancista e artista plástica.
Autora das obras Aos Que Ainda Sonham (Poesia)
e Onde As Paralelas Se Encontram (Romance).