quarta-feira, 4 de junho de 2014

SEU ROSTO JÁ AFINOU, QUERIDA

 Você, então, resolve fazer uma dieta, perder uns muitos quilos, para poder vestir uma roupa que não a deixe com a aparência de um colchonete amarrado. Vai à luta, mais uma vez. Empanzina-se de mato e frango na chapa, jura por Deus que gelatina light é uma delícia, muito mais saborosa que quindim. Depois de semanas de sacrifício, encontra a “amiga” que paga para não encontrar. E ela não lhe poupa “elogios”:

-- Nossa! Você está bem! Seu rosto já afinou...

Não reaja, conte até mil, seja sertaneja, seja forte. A mãe de sua amiga é o que dela se diz: uma p... Mas, lembre-se, querida: xingamentos não diminuem seu manequim.



BRASIL NAS COPAS (I)


O Brasil é o único país que participou de todas as dezenove
Copas do Mundo.
A primeira foi realizada no Uruguai, em 1930;
a última, na África do Sul, em 2010.
Após o torneio de 1938, na França, 
ele só voltou a ser realizado em 1950, no Brasil,
 por conta da Segunda Guerra Mundial.
O Brasil é também o país que mais conquistou 
troféus de campeão.: cinco.
Abaixo, a relação dos técnicos que levaram
 o “escrete canarinho” aos títulos.



2002: CORÉIA DO SUL/JAPÃO

FELIPÃO
EMMANUEL


1994: EUA

Carlos Alberto Parreira


BAPTISTÃO

1970: MÉXICO

ZAGALLO


JBOSCO

1962: CHILE

AYMORÉ MOREIRA


AMARILDO



1958: SUÉCIA
VICENTE FEOLA



TRICOLORMANIA.COM.BR

PROFISSÃO: REPÓRTER – CASOS E PERIPÉCIAS

REPÓRTER CHEGA ATRASADO
E PERDE NOÇÃO DE SENSIBILIDADE

JOAQUIM MACEDO JÚNIOR


(POR JOAQUIM MACEDO JÚNIOR) Dom Avelar Brandão Vilela (13 de junho de 1912 – 19 de dezembro de 1986) estava muito doente, internado em hospital aqui em São Paulo.

Algum tempo antes de falecer, d. Avelar convidou a imprensa paulista para um bate-papo informal. Como sempre atencioso e bem informado, falou sobre o seu estado de saúde, que merecia muitos cuidados – sofria de câncer no estômago – conversou sobre política, muito. Era assunto que dominava e no qual teve posição destacada no movimento de transição da ditadura militar para o regime civil, de início ainda por colégio eleitoral, depois por via direta.

Cardeal Avelar era bispo Primaz do Brasil, ou seja, ocupava a arquidiocese de Salvador-BA e irmão de Teotônio Vilela, o menestrel das Alagoas, baluarte na transição do país para o regime democrático.

Pois bem. A citação a d. Avelar é exatamente para lembrar (claro que não vou citar nomes) a falta de tato, de respeito e de oportunidade que, às vezes, nós, repórteres, perdemos em certas ocasiões, à guisa de levar para a emissora seu material original.
        
O colega a que me refiro chegou à coletiva-reunião no final – naquele caso foi mesmo um bate-papo; d. Avelar era auxiliado permanentemente por irmãs e o corpo médico do hospital, dada a fragilidade de sua saúde.

Quando estávamos nos despedindo, agradecendo a gentileza do bispo e desejando-lhe boa sorte, chega o repórter de última hora, esbaforido, agoniado e pedindo, ‘intimando mesmo’ às irmãs a que segurassem d. Avelar por mais um tempo para que ele fizesse sua “exclusiva”.

Aí o sangue subiu em todos os jornalistas presentes. Fulano fique tranqüilo, todos aqui temos gravações de rádio e TV e você pode usar o que quiser, mas não precisa forçar a barra para incomodar o bispo, não. Tanto quanto outros colegas, eu coloquei o material gravado à disposição do rapaz. Depois de muito penar, conseguimos que ele deixasse d. Avelar Brandão Vilela em paz.

Fiquei chocado e triste com aquilo. Pareceu-me estrelismo, irresponsabilidade e falta de respeito.

D. Avelar Brandão Vilela





sábado, 31 de maio de 2014

IMAGENS: CLÓVIS CAMPÊLO

TROÇA MINHA COBRA


Olinda/PE, fevereiro/2012
Fotografia de Clóvis Campêlo


IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO

Recife, fevereiro 2013
Fotografia de Clóvis Campêlo


sexta-feira, 30 de maio de 2014

PESSOAS

As que eu gostaria de ver, rever, abraçar, enfim, nem sempre podem. 
Mas as “malas” estão sempre disponíveis.  


BRUNO NEGROMONTE

FLÁVIO ASSIS APRESENTA UMA FEIRA IMBUÍDA DE RITMOS E BRASILIDADE
Todo mundo na vida já deve ter passado por uma ou ao menos tem ideia do que é uma feira livre e suas peculiaridades. Em qualquer lugar do mundo as características de tal evento são extremamente semelhantes e muitas vezes fidedignas uma a outra. É comum cada comerciante expor as suas diversas mercadorias e, por meio das devidas retóricas, procurar atrair o cliente exercendo o seu poder de persuasão. Geralmente se dá melhor aquele que apresenta uma mercadoria de boa procedência e de qualidade inquestionável, sem contar que ter um alto grau de discernimento sobre aquilo que expõe é fundamental para um êxito maior. Essa pequena introdução se faz necessária para a abordagem do artista que aqui vos apresento e a sua respectivo "mercadoria". O produto ao qual me refiro na verdade trata-se do fruto da imaginação do artista, cujo caudaloso sumo de inspiração deu vazão ao disco "Feira Livre", segundo trabalho autoral do cantor e compositor Flávio Assis.

Nascido na cidade de Salvador, Flávio traz arraigado em seus trabalhos autorais todas as fontes das quais bebeu e que hoje são alicerces de sua sonoridade,  tecendo em suas letras e melodias um verdadeiro mosaico constituído por imagens diversas que nos remetem às peculiaridades da cultura nordestina, mas especificamente a baiana. Lugares como a Praça Castro Alves, passando pelo Dique do Tororó, Igreja do Bonfim e Elevador Lacerda tem lembranças cativas em suas letras e molodias. Tal qual o Rio Paraguaçu (o maior rio genuinamente baiano) nada detém a sonoridade de Assis, que perpassa por boa parte do território baiano absorvendo diversas influências que desembocam em sua música. Isso talvez pelo fato do senhor Francisco Assis e dona Eliene dos Santos ter concedido ao artista nascer na cidade do Salvador. Por falar em sua progenitora, é necessário falar um pouco sobre a sua coleção de LP's que foi outro fator preponderantemente essencial para o interesse do pequeno Flávio pela música. Nomes como Djavan, Amado Batista, Luiz Gonzaga, Geraldo Azevedo, Roberto Carlos,Caetano, Raul Seixas, Elis Regina, Chico Buarque entre tantos outros faziam parte do acervo dela e talvez por isso Assis a considere a primeira professora de música, por ser a pessoa que o ensinou a ouvir diversos artistas com ouvidos despidos de pré-julgamentos, de rótulos. A partir daí o violão se fez uma constância na vida de Flávio Assis ao longo de boa parte da infância e início da adolescência, sobretudo por influenciado do pai (que dedilhava melodias de Luiz Gonzaga) e o vizinho Gerson Veloso.

Ao completar treze anos mergulhou em definitivo no aprendizado de um instrumento e passou a estudar de maneira formal tanto o violão clássico quanto popular até os 17 anos, onde a partir daí passou a estudar na escola da vida tendo lições diárias ao tocar nas noites da capital baiana. Posteriormente acabou tornando-se professor (depois de passar pelo curso de geografia na Universidade Federal da Bahia) e em 2009 lançou o seu primeiro disco, cujo título é “A Cor da Noite”. Neste álbum de estreia a produção ficou a cargo do próprio artista e do músico Gilmário Celso e traz como repertório canções autorais a partir de suas expressões melódicas, harmônicas e textuais afro-brasileiras. O álbum conta com a participação do cantor e compositor paraibano Chico César.
Três anos depois, o trabalho da vez veio a ser  "Feira Livre" disco que vem sendo divulgado pelo artista desde então. São 13 faixas autorais que perpassam pela sonoridade do recôncavo baiano, como se evidencia nos toques de origem africano presentes em "Sexta-feira". A canção com termos em yorubá e saudações a orixás celebra o dia que é almejado por muitos ao longo da da semana; já o amor chega carregado de sonoridade no belíssimo afoxé "Cambuí". A faixa posterior ("Embolá") mescla a embolada nordestina com maracatu (outro ritmo genuinamente da região) em uma simbiose interessante, mostrando as peculiaridades da linguagem coloquial interiorana. Na faixa seguinte, "Sertança", Assis traz a elementos sonoros cosmopolitas em uma letra que aborda as agruras e características do sertão, cujo refrão nos remete ao grande clássico "Baião da Penha" de autoria Luiz Gonzaga e Guio de Moraes. A faixa posterior é a que batiza o álbum, o disco segue trazendo um samba em forma de ode a uma moça prosa que quando entra na roda ganha passe livre também para dançar no coração do interprete, esta canção leva o nome da tal dançarina: "Maria". O álbum segue com a balada "Bouquet" que denuncia a auto-definição do artista quando diz: “Minha percepção musical é necessariamente polifônica” e "Areia" (faixa que devido ao "ocean drum" nos remete a um contexto marítimo). "Se Fosse Mar" (sem dúvida o momento mais intimista do disco) vem sob novamente sob égide do amor. Já o reggae "Meias de lã" recorre a saudade e o amor como eixo central e tem como letra um lirismo interessante, impregnado de elementos do cotidiano de um casal.
A trinca que encerra o disco é composta pelas canções "Bembé do Mercado" (canção composta em homenagem ao evento que ocorre anualmente no município baiano de Santo Amaro da Purificação para celebrar a abolição da escravatura), "Zabelê" e por fim "Trezena" (canção cujo título faz alusão ao nome que é dado aos treze dias de encontros destinados às orações concedidas a Santo Antônio). Conduzindo a produção deste trabalho está o instrumentista, cantor e compositor Roberto Mendes e sob a sua égide estão presentes Tedy Santana (bateria), Gustavo Caribé (baixo), Duarte Velloso e Paulo Mutti (guitarras), Bóka Reis e Cuca (percussões), Jelber Oliveira (sanfona), Alex Mesquita (violão folk), Dinho Filho (coro e sampler) e Jurandir Santana (viola). Sem contar com o agradável design do disco, cuja concepção foi desenvolvida pela gráfica AF Design buscando alcançar e refletir aquilo que se faz de modo mais evidente no disco: elementos sonoros de pluralidade diversas que somando-se em suas peculiaridades formam uma coerente unidade. São letras e melodias que retratam de forma fidedigna um pouco do muito que a sonoridade tem a partir da Bahia, que tanto já foi cantada em verso e prosa por diversos nomes do cancioneiro popular brasileiro. Distante daquilo que é lúgubre e sempre em consonância com a alegria,Assis perpassa a partir de uma fusão de ritmos (uma espécie de polifonia que segundo o próprio ampara a sua arte) de maneira hibrida, por pelas fontes das quais bebeu, fazendo desse trabalho um verdadeiro cartão-postal de sonoridade sem igual. Se posso me apropriar de algum neologismo para definir o trabalho deste artista seria "baianidade", cujo termo seria a síntese ideal para definir um misto de musicalidade e Bahia (dois termos indissociáveis). Assim como a Ponta de Humaitá, o Abaeté, Ondina e Itapoã a música de Flavio Assis é algo indissociável ao estado. Mais um talento para somar forças à rica sonoridade existente em nossa música.
Para a audição dos amigos leitores deixo aqui duas canções do cantor e compositor Flávio Assis e que encontram-se presente no álbum "Feira Livre". A primeira trata-se de "Sertança":
Já a segunda canção vem a ser "Embola", outra canção da lavra do próprio artista:

DALINHA

NO BALANÇO DA REDE

Dalinha Catunda


Você esqueceu minha rede
Veio outro e se deitou.

Não viu que eu estava com sede
Veio outro e chamegou.

***
A rede estava armada,
Mas você se desarmou.
Eu querendo ser amada
Veio o outro e me embalou.

***

No vai e vem da rede
Faz zuada o armador.
Embalando a magia,
Nos acordes do amor.

***

Deixei de ninar saudades
Voltei a embalar paixão.
Na rede da felicidade.
Balança meu coração.

(Letra de Dalinha Catunda.

Música de Ulisses Germano.)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

NÚBIA NONATO

O PIOR ESTÁ POR VIR!

Núbia Nonato


Uma manhã tranquila, dia promissor embora uma leve dor
me incomode.
Faço o café apreciando a pimenteira enquanto a Lola "seca" o
pedaço de pão em minhas mãos, a dor aumenta.
Leio as mensagens na computador respondendo as que acho
relevantes, a dor agora aguda me força a tomar medidas urgentes.
Corro para o banheiro já suando frio e me livro do tormento.
Finalizada a operação "despacho", preparo-me para sair quando
me defronto com um ser abjeto, que me causa asco e terror, uma
barata!
Misericórdia, Deus meu e todos os santos anjos!
Saio do recinto em total desespero e ordeno a execução da dita
cuja em total descontrole.
O pior estava por vir...uma rebelião estava em andamento e eu
nem fazia ideia!
Um ato de terrorismo foi deflagrado em meu banheiro!
Socorro! Socorro! Socorro!
Gritei a todo pulmão por ajuda, nem a cavalaria, nem a força
aérea...nada, ninguém...
Interceptei a fuga de algumas com uma vassoura, mas elas eram em maior número.
Encontraram um túnel que serviu de fuga para as meliantes.
O buraco foi lacrado, mas o estado de sítio ainda impera.
Comprei um inseticida de tarja preta, fica a meu alcance perto
da cama.

Ah! Perdoem-me os erros, ainda estou sob forte impacto emocional.








CLÓVIS CAMPÊLO

NO TERREIRO DA PAZ
SALU DESCANSA, 
SILENCIA A RABECA GENIAL



Bem mais longe de onde o olhar alcança,
bem depois do azul celestial,
entre as cores dos caboclos de lança,
sob o som de um batuque triunfal,
diferente, com uma semelhança,
sob o umbral da porta principal,
iluminado por uma esperança,
regressando ao estado original,
no terreiro da paz Salu descansa,
silencia a rabeca genial.

Recife, 2008




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